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18
Fev24

4227: Volta ao Algarve 2024

Tempo no Algarve

1ª Etapa: Portimão -> Lagos (200.8 Kms)

 

A etapa mais longa desta edição, num total de 200,8 quilómetros entre Portimão e Lagos, teve a primeira fuga ao quilómetro 11, com Tobias Bayer (Alpecin-Deceuninck), Fábio Costa (ABTF Betão-Feirense), Tomás Contte (Aviludo- Louletano-Loulé Concelho), Diogo Narciso (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), Noah Campos (Kelly-Simoldes-UDO), César Fonte (Rádio Popular-Paredes-Boavista) e Gonçalo Amado (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) a destacarem-se do pelotão.

 

O pelotão nunca permitiu aos fugitivos atingirem a marca dos quatro minutos de vantagem, porém, foi o suficiente para Tomas Contte garantir a primeira Camisola Água é Vida desta Volta ao Algarve. Envolvido na fuga, o ciclista da Aviludo- Louletano-Loulé Concelho foi o mais rápido nos prémios de montanha na Aldeia dos Matos (quilómetro 37,6, 4.ª categoria) e na Nave (quilómetro 96,5, 3.ª categoria).

 

O cenário manteve-se até ao momento em que faltavam percorrer cerca de 50,5 quilómetros para a meta, altura em que Tobias Bayer atacou no grupo da frente e isolou-se na cabeça de corrida. O ciclista da Alpecin-Deceuninck, que venceu a Meta Volante Crédito Agrícola de Vila do Bispo (quilómetro 161,2) e foi votado o mais combativo da etapa, foi o último a resistir à aproximação do pelotão, mas acabou alcançado a 22 quilómetros da meta.

 

A partir daí, o pelotão manteve-se coeso e evitou riscos até à entrada nos últimos quilómetros. As movimentações, de resto, só animaram a corrida à entrada para os três quilómetros finais, com a Akea-B&B Hotels a comandar o pelotão. No entanto, apenas os homens da Intermarché-Wanty foram capazes de colocar Gerben Thijssen em condições de explodir para a vitória desta primeira etapa, ao fim de 4h52m04s.

 

No fim das contas e já somadas as bonificações, Gerben Thijssen assumiu a liderança da classificação geral com 4h51m54s, menos quatro segundos que Marijn van den Berg e Tobias Bayer, segundo e terceiro classificados, respetivamente. Para além da Camisola Amarela Turismo do Algarve, o belga é também o dono da Camisola Verde Crédito Agrícola, dos pontos.

 

Nas restantes classificações, para além do já mencionado líder da montanha, Magnus Sheffield (INEOS Grenadiers) venceu na juventude, assumindo a Camisola Branca IPDJ, e a INEOS Grenadiers garantiu a liderança entre as equipas.

 

A segunda etapa da Volta ao Algarve vai para a estrada esta quinta-feira, numa tirada de 171,9 quilómetros que vai ligar Lagoa até ao Alto da Fóia, em Monchique. Prevê-se uma primeira seleção dos candidatos ao triunfo final, uma vez que o final da etapa será num prémio de montanha de primeira categoria.

 

Gerben Thijssen (Intermarché-Wanty) foi o vencedor da primeira etapa da 50.ª Volta ao Algarve. O belga explodiu para a vitória com um sprint poderoso nos últimos metros, tendo superado Marijn van den Berg (EF Education-EasyPost) e Jordi Meeus (BORA-hansgrohe), segundo e terceiro, respetivamente.

 

“No ano passado não consegui começar bem a época, por isso era muito importante começar bem este ano. Já tenho duas vitórias a meio de fevereiro. É incrível! E, a este nível, prova que trabalhei muito durante o inverno para conseguir estar nesta forma”, referiu Gerben Thijssen no final da etapa.

 

“Foi um sprint difícil, devido ao vento de frente e também devido à subida muito inclinada, a dois quilómetros do final. A equipa fez um trabalho extraordinário. Tive os seis colegas a lutar por mim durante toda a etapa. Amanhã vamos trabalhar para o nosso homem da geral, Rune Herregodts”, acrescentou.

 

Classificação da 1ª Etapa:

 
 

1196.jpg

 

2ª Etapa: Lagoa -> Alto da Fóia (Monchique) (171.9 Kms)

 

A Volta ao Algarve voltou a ser sinónimo de felicidade para Daniel Martínez (BORA-hansgrohe). Na segunda etapa, o vencedor da última edição triunfou diante de Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) no alto da Foia e assumiu a liderança da geral.

“Estou muito contente, queríamos ganhar a etapa e correu-nos bastante bem no final. Remco saiu, e eu estava esperando que saísse. Quando saiu, sabia que tínhamos vento contrário e que era necessário entrar na curva primeiro. Lancei-me ao máximo na última curva e sabia que dificilmente ele me ultrapassaria. Sei que há homens muito bons em contra-relógio, como Remco ou Van Aert, mas também tentarei.”, explicou Daniel Martínez no final da etapa.

A tirada de 171,9 quilómetros teve um final emocionante no Alto da Fóia, em Monchique, e também contou com um início animado, em Lagoa. A primeira fuga desenhou-se bem cedo, com um ataque de cinco corredores – Max Walker (Astana Qazaqstan Team), Martin Urianstad Bugge (Uno-X Mobility), Pedro Silva (ABTF Betão – Feirense), Aleksandr Grigorev (Efapel Cycling) e César Martingil (Tavfer-Ovos-Matinados-Mortágua) -, aos quais se juntaram Rúben Simão (AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense), Oliver Rees (Sabgal-Anicolor) e Gonçalo Amado (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), pouco depois.

 

Os fugitivos foram aumentando a vantagem, que chegou a ser de mais de cinco minutos quanto faltavam percorrer cerca de 87 quilómetros. A 70 quilómetros da meta e já depois de Gonçalo Amado ter abandonado o grupo e a corrida, Andreas Leknessund e Jonas Ambrahamsen, ambos da Uno-X Mobility, destacaram-se do pelotão e alcançaram a frente da corrida, numa excelente jogada da equipa norueguesa, que juntou três ciclistas e passou a impor o ritmo.

Com o passar dos quilómetros, a dureza foi aumentando e o grupo foi ficando cada vez mais restrito, até que Andreas Leknessund aproveitou para atacar e isolar-se na frente da corrida, com cerca de 16 quilómetros para o final. O ciclista da Uno-X Mobility conseguiu mais de um minuto de vantagem, mas também acabou alcançado, a 6 quilómetros da meta e pouco depois de ter vencido a Meta Volante Crédito Agrícola.

A partir daí, James Knox (Soudal Quick-Step) passou a impor o ritmo da subida, num grupo que era de apenas 12 corredores à entrada para o último quilómetro. Seguiu-se um final espetacular, marcado por muito vento e emoção, no qual Daniel Martínez superou Remco Evenepoel, segundo classificado, e garantiu a vitória na etapa, com 4h40m20s. Sepp Kuss (Team Jumbo-Visma) foi o terceiro, a seis segundos.

 

Tudo somado, Daniel Martínez assumiu a Camisola Amarela Turismo do Algarve, com 9h32m14s, com seis segundos de vantagem sobre Remco Evenpoel e 12 sobre Sepp Kuss, segundo e terceiro, respetivamente. O colombiano passou a ser também dono da Camisola Água é Vida, da montanha. Gerben Thijssen (Intermarché-Wanty) perdeu a amarela, mas manteve Camisola Verde Crédito Agrícola, dos pontos, e o português António Morgado é o novo líder da juventude, tendo assumido a Camisola Branca IPDJ. Entre as equipas, lidera a BORA – hansgrohe.

A 50.ª Volta ao Algarve continua este sexta-feira, com a terceira etapa, numa jornada de 192,2 quilómetros, entre Vila Real de Santo António e Tavira. A partida está agendada para as 11h55 e a chegada prevista para as 16h35.

 

Classificação geral (após 2ª Etapa):

 

1197.jpg

 

3ª Etapa: Vila Real Santo António -> Tavira (192.3 Kms)

 

Wout van Aert (Team Visma | Lease a Bike) festejou o triunfo na terceira etapa da Volta ao Algarve, depois de ter superado Rui Oliveira (UAE Team Emirates) e Marius Mayrhofer (Tudor Pro Cycling Team) num sprint emocionante na chegada a Tavira. Na geral, Daniel Martínez (BORA-hansgrohe) manteve a Camisola Amarela Turismo do Algarve.

“O meu objetivo era evitar problemas nas chegadas ao sprint. Mas a aproximação à chegada, hoje, era mais fácil e mais segura do que no primeiro dia. Mas vi-me na frente, com a equipa, e pensei ‘por que não?’. É importante para a minha confiança, mas sou um corredor e quero ganhar corridas. É muito bom começar a época vencendo aqui em Portugal. Amanhã vou dar o meu melhor, esperamos ter alguns corredores da equipa em boa posição após a etapa de sábado para podermos jogar as nossas cartas na etapa de domingo”, explicou Wout van Aert no final da etapa.

“O início da etapa foi realmente fácil, mas era uma etapa para sprinters e neste tipo de etapas há sempre muito stress no final. Amanhã vamos ver como corre. Remco Evenepoel e Wout van Aert são grandes especialistas em contrarrelógio. Para já, sinto-me bem. Tenho uma boa equipa, mas primeiro é preciso passar o dia de amanhã”, analisou o camisola amarela Daniel Martínez.

 

A etapa de 192,2 quilómetros, entre Vila Real de Santo António e Tavira, teve a fuga do dia logo aos oito quilómetros, quando um grupo de sete ciclistas de equipas portuguesas, formado por Afonso Eulálio (ABTF Betão-Feirense), Miguel Salgueiro (AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense), Germán Nicolás Tivani (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho), António Ferreira (Efapel Cycling), Raúl Rota (Rádio Popular-Paredes-Boavista), Frederico Figueiredo (Sabgal-Anicolor) e Francisco Morais (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), se destacou do pelotão e rapidamente conquistou uma vantagem de 45 segundos.

O grupo de fugitivos manteve-se na frente durante grande parte da corrida, tendo atingido a vantagem máxima de 4m40s, a 127,4 quilómetros do final. Já com esse tempo a reduzir, ao quilómetro 115 desta tirada, uma queda no pelotão obrigou à desistência de Rui Costa (EF Education-EasyPost) e, eventualmente, do seu colega de equipa Marijn van den Berg.

Após a luta pelos pontos das metas intermédias, o grupo desfez-se aos poucos, até que restou apenas Miguel Salgueiro. O jovem luso aguentou até à entrada para os últimos 14 quilómetros, num grande esforço que lhe valeu o prémio de ciclista mais combativo da etapa. Daí para a frente, as equipas WorldTour assumiram a liderança do pelotão e iniciaram a luta pela melhor posição para garantir a vitória, com o ritmo a aumentar a cada quilómetro.

Já dentro do quilómetro final e depois de uma queda a 500 metros da meta ter partido o pelotão, Gerben Thijssen (Intermarché-Wanty) foi o primeiro a arriscar, mas a decisão mostrou-se precipitada. Aproveitou Wout van Aert, que atacou a cerca de 75 metros e garantiu a vitória na etapa, com 4h50m57s, seguido de Rui Oliveira e Marius Mayrhofer, que chegaram com o mesmo tempo.

 

Nas contas da classificação geral, Daniel Martínez segurou a liderança e a respetiva a Camisola Amarela Turismo do Algarve, com quatro segundos de vantagem sobre Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) e 12 sobre Sepp Kuss (Team Visma | Lease a Bike). O colombiano enverga também a Camisola Azul Água é Vida, uma vez que é o líder da montanha. Nos pontos, Gerben Thijssen segue com a Camisola Verde Crédito Agrícola, tal como António Morgado (UAE Team Emirates), que manteve a Camisola Branca IPDJ, da juventude. Nas equipas, comanda a BORA-hansgrohe.

Esta sexta-feira, na quarta etapa da 50.ª Volta ao Algarve, será dia de contrarrelógio. Serão 22 quilómetros, disputados em Albufeira, com início na Marina e final nos Paços do Concelho. O primeiro ciclista vai partir às 12h21 e o último está previsto sair às 15h21.

 

Classificação geral (após a 3ª Etapa):

 

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4ª Etapa: Albufeira -> Albufeira (22 Kms)

 

Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) venceu o contrarrelógio de 22 quilómetros da quarta etapa da Volta ao Algarve, em Albufeira, impondo-se com um tempo de 27m09s (média de 48,619 km/h), que o impulsionou para a liderança da classificação geral, sendo agora o novo dono da Camisola Amarela Turismo do Algarve.

O belga provou o porquê de envergar a camisola de campeão do mundo de contrarrelógio, tendo estabelecido o melhor registo em todos os pontos intermédios e superado Magnus Sheffield (INEOS Grenadiers), segundo classificado, em 16 segundos. O pódio da etapa ficou completo com Stefan Küng (Groupama-FDJ), vencedor do contrarrelógio da última edição, que ficou a 29 segundos.

“Tive um acompanhamento perfeito do carro, fizemos uma preparação perfeita esta manhã, por isso acho que podemos dizer que foi uma corrida quase perfeita. Talvez tenha cometido alguns excessos em determinado momento, mas acho que foi uma descida muito bonita para a marina. Foi muito bonito, por isso desfrutei de cada metro deste percurso e terminar com uma vitória é ainda melhor”, referiu Remco Evenepoel no final da etapa.

“Amanhã vai ser tudo uma questão de defender e ser inteligente. Defender em primeiro lugar e depois tentar ganhar a etapa. Ter a camisolas amarela é o mais importante, por isso vamos tentar defendê-la e veremos, no final do dia, se há outra vitória na etapa ou não”, concluiu o vencedor do contrarrelógio e novo camisola amarela da Volta ao Algarve.

 

Daniel Martínez (BORA-hansgrohe), dono da camisola amarela à entrada para a quarta etapa, terminou na oitava posição, a 51 segundos do melhor tempo. Contas feitas, o colombiano cai para o segundo lugar da classificação geral, ficando a 47 segundos de Remco Evenepoel. Jan Tratnik (Team Visma | Lease a Bike), que foi 10.º no contrarrelógio, a 58 segundos, é agora o terceiro classificado na geral, a 1m12s.

Nas restantes classificações, Gerben Thijssen (Intermarché-Wanty) mantém-se o dono da Camisola Verde Crédito Agrícola, dos pontos, e Daniel Martínez continua a envergar a Camisola Azul Água é Vida, da montanha. Já a Camisola Branca IPDJ, da juventude, passou para Magnus Sheffield. Entre as equipas, a INEOS Grenadiers saltou para a liderança.

É assim, com tudo em aberto, que os ciclistas partem para a derradeira etapa da 50.ª Volta a Portugal. Tudo vai ficar decidido este domingo, numa tirada de 165,8 quilómetros, desde Faro (partida agendada para as 11h25) até ao icónico Alto do Malhão, no concelho de Loulé (chegada prevista para as 15h31).

 

Classificação Geral (após a 4ª Etapa):

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5ª Etapa: Faro -> Alto do Malhão (Loulé) (165.8 Kms)

 

 

Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) confirmou o favoritismo e celebrou a vitória na geral da 50.ª Volta ao Algarve. Na derradeira etapa, o belga resistiu a todos os ataques e chegou ao Alto do Malhão no segundo lugar, atrás de Daniel Martínez (BORA-hamsgrohe), garantindo a conquista da prova algarvia pela terceira vez na carreira e igualando o recorde de Belmiro Silva (venceu em 1977, 1981 e 1984).

“Estou feliz com esta terceira vitória. É uma sensação muito agradável vir aqui e ter uma semana muito bem-sucedida para regressar a casa com três vitórias e dois segundos lugares. Quando Van Aert atacou, ficámos calmos, acho que se pode ver na televisão. Tivemos de sacrificar muita energia dos rapazes porque eles perseguiram um pouco mais cedo do que esperávamos. Mas acho que mostrámos como esta equipa é mentalmente forte. Nunca entramos em pânico numa determinada situação, especialmente como a que o Wout criou”, destacou o vencedor da 50.ª Volta ao Algarve no final da etapa.

“Tive de fazer a subida final com a pedaleira 54. Tive um problema mecânico, não conseguia passar para a mudança pequena. Foi uma pena, porque fazer uma subida com rampas que rondam os 20 por cento com 54 é bastante difícil. Isso deu cabo das minhas pernas, mas acho que na minha cabeça fiquei bastante calmo. É uma pena, porque sou um tipo que gosta de andar com uma cadência alta. Especialmente na primeira parte, acho que me deu cabo das pernas. E a minha aceleração foi um pouco menor no final, devido à grande perda de potência causada pela engrenagem mecânica. Mas a vida é assim mesmo, acho que há coisas piores”, confidenciou ainda Evenepoel.

 

A quinta e última etapa da Volta ao Algarve, uma tirada de 165,8 quilómetros desde Faro até ao icónico Alto do Malhão, foi ainda mais emocionante do que seria de prever. Após algumas tentativas de fuga iniciais, a luta começou na primeira Meta Volante Crédito Agrícola, na qual Gerben Thijssen (Intermarché-Wanty), primeiro, solidificou a liderança nos pontos, e Jan Tratanik (Team Visma | Lease A Bike), segundo, procurou garantir as bonificações para a luta pela geral.

Na subida para a Picota (3.ª cat., km 43,8), primeira das contagens de montanha da etapa, o pelotão partiu e Wout van Aert (Team Visma | Lease A Bike) passou em primeiro, mas não tardou até reagrupar. Seguiu-se uma fuga de 20 ciclistas, que chegaram a ter uma vantagem estabilizada nos três minutos. Porém, foi na subida para Alte (3.ª cat, km 128,3), a cerca de 40 quilómetros da meta, que a corrida animou verdadeiramente.

Wout van Aert atacou e levou consigo Ben Healy (EF Education-EasyPost). Os dois ciclistas alcançaram a cabeça da corrida quando faltavam percorrer cerca de 30 quilómetros, com uma vantagem de 1m40s para o pelotão onde seguia Remco Evenepoel, suficiente para dar a camisola amarela virtual a Van Aert e deixar em alerta os homens da Soudal Quick-Step.

A dupla de fugitivos, juntamente com Gijs Leemreize (Team dsm-firmenich PostNL), único resistente da fuga inicial, isolaram-se na frente de corrida e passaram pela primeira vez no Malhão com 1m10s de vantagem sobre o grupo do camisola amarela. A diferença, no entanto, não parou de diminuir para o pelotão liderado pela Soudal Quick-Step, que travou a ousadia de Wout van Aert e alcançou os fugitivos já dentro dos dois quilómetros finais.

No último quilómetro, a BORA-hansgtohe endureceu o ritmo no grupo dos favoritos, porém, Remco Evenepoel resistiu mais uma vez e até foi o primeiro a acelerar para a vitória na etapa. O belga acabou por não o conseguir, mas, tal como na Fóia, chegou logo a seguir e com o mesmo tempo de Daniel Martínez, que venceu a etapa com 3h55m35s (média impressionante de 42,227 km/h). Thomas Pidcock (INEOS Grenadiers), que havia vencido no Malhão em 2023, fechou o pódio da etapa.

 

“Fizemos um excelente trabalho de equipa. Quando Van Aert atacou, o diretor desportivo disse-nos pelo rádio para ter calma, porque ainda era muito longe da chegada. Foi um fantástico trabalho de equipa. Queria muito ganhar aqui, onde já fui segundo, há dois anos. É a etapa mais dura da Volta ao Algarve”, explicou Daniel Martínez depois de juntado a vitória no Malhão à que já havia conseguido na Fóia.

O segundo lugar foi mais do que suficiente para coroar Remco Evenepoel como o vencedor da 50.ª Volta ao Algarve, pela terceira vez, garantindo a Camisola Amarela Turismo do Algarve com um tempo final de 18h45m53s. Daniel Martínez, vencedor da edição de 2023, terminou na segunda posição da geral, a 43 segundos, e segurou a Camisola Azul Água é Vida, da montanha. Jan Tratnik foi terceiro, a 1m21s.

“É claro que gosto muito de correr aqui, é sempre um nível elevado. E é sempre uma corrida muito boa para testar as pernas no início da época. Gosto muito de cá estar, o país, os adeptos, as estradas, toda a gente e tudo é super agradável. Por isso, não sei quanto ao próximo ano, mas de certeza que vou voltar”, referiu ainda o campeão do mundo de contrarrelógio depois de ter igualado o recorde de vitórias na Algarvia.

Nas restantes classificações, Gerben Thijssen (Intermarché-Wanty) segurou a Camisola Verde Crédito Agrícola, dos pontos, e o jovem português António Morgado (UAE Team Emirates), que terminou em 10.º na geral, recuperou a Camisola Branca IPDJ, da juventude. Entre as equipas, a Team Visma | Lease A Bike terminou na liderança.

 

Classificação completa consulte aqui

 

 

Fonte: Volta Algarve

19
Fev23

4011: Volta ao Algarve 2023 - Etapas e Classificação geral

Tempo no Algarve

1ª Etapa: Portimão - > Lagos (200.2 kms)

 

Alexander Kristoff (Uno-X) venceu a primeira etapa da 49ª edição da Volta ao Algarve num emocionante sprint em Lagos. O norueguês bateu uma forte concorrência, vestindo a Camisola Amarela Turismo do Algarve de líder.

 

Os 200,2 quilómetros começaram em Portimão, com a meteorologia a ameaçar ter influência no desenrolar da etapa, dada a chuva e o vento, obrigando a atenção redobrada por parte dos ciclistas. A velocidade média inicial transpareceu alguma dificuldade que o vento lateral provocou.

 

A fuga do dia demorou quase 20 quilómetros a formar-se. Um quinteto conseguiu ganhar vantagem, contudo, esta nunca foi muito além dos 2m30s. Alexander Kamp (Tudor Pro Cycling), Aleksandr Grigorev (Efapel Cycling), António Ferreira (Kelly-Simoldes-UDO), Rafael Lourenço (AP Hotels & Resorts-Tavira-SCFarense) e Sergio García (Glassdrive-Q8-Anicolor) foram os homens que animaram a etapa.

 

António Ferreira aproveitou para lutar pela Camisola Azul Cyclin’Portugal, sendo segundo na quarta categoria da Cruz da Assumada e primeiro na terceira categoria de Nave. O jovem de 22 anos garantiu uma presença no pódio como líder da classificação da montanha.

 

O dinamarquês Alexander Kamp foi o mais forte na única meta volante do dia, em Aljezur, mas é Kristoff o dono da Camisola Verde Crédito Agrícola (pontos) dada a vitória na etapa.

 

Na terceira hora de corrida, a velocidade aumentou para mais de 40 quilómetros/hora. Soudal Quick-Step e Aviludo-Loulé-Louletano Concelho começaram por fazer a perseguição, mas acabaram por ser a equipa belga e a BORA-hansgrohe que definitivamente mostraram que em Lagos não haveria surpresas. O final era para ser ao sprint.

 

A fuga começou a perder elementos, com Kamp e Grigorev a serem os resistentes. O russo da Efapel Cycling acabou por ser nomeado pelo público o mais combativo. A 12 quilómetros da meta, o pelotão estava compacto, com uma queda a marcar esta fase da corrida, afetando alguns ciclistas mais recuados no grupo.

 

Uma curta subida a dois quilómetros da meta desorganizou os comboios das equipas para o sprint. O vento de frente na meta não ajudou. Søren Wærenskjold conseguiu ajudar Alexander Kristoff – reforço da Uno-X em 2023 -, que aproveitou o lançamento para vencer, com o companheiro de equipa a ser terceiro.

 

“Foi fantástico. Eu fiz esta chegada duas vezes antes. Estava a sprintar bem, mas hoje é a primeira vez que venço em Portugal. O Søren Wærenskjold fez-me um excelente lançamento na chegada. Estava muito forte – foi terceiro classificado – e cabia-me aproveitar, tirando proveito da sua força para me posicionar melhor e lançar o meu sprint”, destacou o vencedor.

 

“É sempre um alívio começar a época a vencer, a pressão desce um bocado. Vencer hoje é uma sensação indescritível”, acrescentou.

 

E Kristoff já pensa na próxima chegada ao sprint, em Tavira, na terceira etapa (sexta-feira): “Sei que sobe ligeiramente e até poderá ser mais a jeito do Søren. Veremos o que iremos fazer.”

 

Jordi Meeus (BORA-hansgrohe) foi segundo e Fabio Jakobsen (campeão europeu da Soudal Quick-Step), vencedor em três ocasiões em Lagos, foi, desta feita, quarto.

 

Com bonificações em jogo nesta edição da Volta ao Algarve, Kristoff lidera com quatro segundos sobre Meeus e seis sobre Wærenskjold. No entanto, esta quinta-feira é dia de subir à Fóia, pelo que a classificação geral sofrerá uma inevitável mudança.

 

Classificação 1ª Etapa:

 

1. Kristoff A. Uno-X Pro Cycling Team 4:49
 
2. Meeus J. Bora-Hansgrohe +0:00
 
3. Waerenskjold S. Uno-X Pro Cycling Team +0:00
 
4. Jakobsen F. Soudal Quick-Step +0:00
 
5. Bittner P. Team DSM +0:00
 
6. Penhoet P. Groupama-FDJ +0:00
 
7. Tesfatsion N. Trek-Segafredo +0:00
 
8. Kielich T. Alpecin-Deceuninck +0:00
 
9.Theuns E. Trek-Segafredo +0:00
 
10. van Dijke T. Team Jumbo-Visma +0:00

 

 

2ª Etapa: Sagres -> Alto da Fóia (186.3 Kms)

 

Vitória milimétrica de Magnus Cort Nielsen no Alto da Fóia! O ciclista da EF Education-EasyPost celebrou depois de cortar a meta ao contrário de Ilan van Wilder (Soudal Quick-Step), que pensou ter a vitória garantida na segunda etapa da 49ª Volta ao Algarve, quando viu o dinamarquês ultrapassá-lo no último momento.

 

Final dramático para o jovem belga, com o bem conhecido espírito lutador de Magnus Cort Nielsen a vir ao de cima. Soube proteger-se quando, nos 30 quilómetros finais, a INEOS Grenadiers com a ajuda da Soudal Quick-Step (principalmente de Kasper Asgreen) colocaram um ritmo fortíssimo. O dinamarquês não surgia como um dos favoritos a vencer no Alto da Fóia, mas escolheu a altura certa para surpreender e é o novo Camisola Amarela Turismo do Algarve.

 

“Senti-bem durante a subida. Não estava na zona de conforto, mas os quilómetros passavam e senti que tinha forças para o sprint. Faltam cinco quilómetros, quatro quilómetros o ritmo da subida era duro, mas constante, o que me fez acreditar que teria hipótese”, explicou Magnus Cort Nielsen.

 

“Nos últimos 500 metros todos queriam estar perto da frente, mas o vento era frontal e tive receio de arrancar cedo demais. Lutei por encontrar uma boa posição, encontrei uma aberta nos últimos metros e consegui vencer”, acrescentou.

 

Magnus Cort Nielsen lidera com quatro segundos de vantagem sobre Ilan van Wilder, com o português Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty) a ser terceiro na etapa e a ocupar a mesma posição na geral, a seis segundos do dinamarquês. O vencedor do Giro, Jai Hindley (BORA-hansgrohe) e Valentin Madouas (Groupama-FDJ) estão a 10 segundos, com vários corredores a menos de 20 da liderança.

 

Ou seja, no Alto da Fóia foram feitas as primeiras diferenças, mas está tudo em aberto na classificação geral.

 

“A equipa teve confiança em mim. Não sabia se estaria em condições no termo de uma subida de sete ou oito quilómetros, mas tanto eu como o diretor desportivo achamos que devíamos tentar. Para mim, vencer nestas condições, é fenomenal. Tenho uma ou outra vitória em subida, mas geralmente em fugas e grupos reduzidos. Nunca tinha vencido em subida os favoritos à classificação geral. Estou super feliz”, salientou o novo líder da corrida.

 

Sagres recebeu a partida para os 186,3 quilómetros da etapa que levou os ciclistas até à Serra de Monchique, com a chegada à Fóia. A fuga não demorou muito a formar-se, mas desde cedo percebeu-se que as equipas com candidatos à geral não iam deixar que esta tivesse sucesso. A vantagem nunca foi muito além dos três minutos.

 

Matthew Gibson (Human Powered Health), Rafael Lourenço (AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense), Tomas Contte (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho), Gaspar Gonçalves (Efapel Cycling), António Ferreira (Kelly-Simoldes-UDO) e João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) resistiram até aos 30 quilómetros finais, quando o pelotão aumentou a velocidade e a INEOS Grenadiers tomou conta das operações.

 

Destaque para o vencedor da classificação da montanha em 2022, João Matias, e para António Ferreira, que enverga a Camisola Azul Cyclin’Portugal e muito lutou para a manter. Conseguiu por um ponto apenas. Foi segundo nas terceiras categorias de Casais e Alferce, com Rafael Lourenço (AP & Resorts-Tavira-SCFarense) a passar em primeiro em ambas.

 

Rafael Lourenço também subiu ao pódio como o ciclista mais combativo da etapa, distinção atribuída por votação do público. Já Matias, desta feita, concentrou-se em vencer a meta de volante em Monchique.

 

Na aproximação à subida de segunda categoria na Picota – imediatamente antes da Fóia – estava um grupo reduzido na frente, com os candidatos à geral a posicionarem-se para a dificuldade final. Kasper Asgreen (Soudal Quick-Step), Michael Kwiatkowski e Jonathan Castroviejo (INEOS Grenadiers) foram os primeiros a passar no prémio da montanha. Porém, todos estavam focados em implementar um ritmo bem alto.

 

Nos muito aguardados 7,7 quilómetros (6,3% de pendente média) finais, alguns ciclistas foram perdendo contacto, com a INEOS Grenadiers a controlar a frente da corrida. A decisão deu-se ao sprint, com Magnus Cort Nielsen a somar mais uma vitória na carreira, sendo um ciclista que conta com triunfos no Tour e na Vuelta.

 

Outro dinamarquês, mas da BORA-hansgrohe, também esteve no pódio. Frederik Wandahl vestiu a Camisola Branca IPDJ, símbolo da classificação da juventude.

 

Alexander Kristoff (Uno-X), vencedor da primeira etapa, em Lagos, manteve a Camisola Verde Crédito Agrícola (pontos).

 

Classificação 2ª Etapa:

1. Cort Nielsen M. EF Education-EasyPost 5:07:05
 
2. Van Wilder I. Soudal Quick-Step +0:00
 
3. Costa R. A Intermarche-Wanty-Gobert Materiaux +0:00
 
4. Madouas V. Groupama-FDJ +0:00
 
5. Hindley J. Bora-Hansgrohe +0:00
 
6. Herregodts R. Intermarche-Wanty-Gobert Materiaux +0:02
 
7. Conci N. Alpecin-Deceuninck +0:02
 
8. Pidcock T. INEOS Grenadiers +0:02
 
9. Vermaerke K. Team DSM +0:02
 
10. Mollema B. Trek-Segafredo +0:02

 

 

Classificação Geral:

 

1. Cort Nielsen M. EF Education-EasyPost 9:56:20
 
2. Van Wilder I. Soudal Quick-Step +0:04
 
3. Costa R. A. Intermarche-Wanty-Gobert Materiaux +0:06
 
4. Hindley J Bora-Hansgrohe +0:10
 
5. Madouas V. Groupama-FDJ +0:10
 
6. Foss T. Team Jumbo-Visma +0:12
 
7. Mollema B Trek-Segafredo +0:12
 
8. Conci N. Alpecin-Deceuninck +0:12
 
9. Almeida J.UAE Team Emirates +0:12
 
10. Higuita S. A. Bora-Hansgrohe +0:12

 

 

3ª Etapa: Faro -> Tavira (203.1 kms)

 

Respire-se fundo que a terceira etapa da 49ª Volta ao Algarve foi de perder o fôlego perante o espetacular final! O ciclismo não é linear. A chegada a Tavira é uma tradicional ao sprint, mas perante a qualidade dos ciclistas presentes, assistiu-se a um ataque que frustrou os planos dos velocistas. Magnus Cort Nielsen foi o protagonista principal pelo segundo dia consecutivo.

 

No Alto da Fóia bateu os melhores trepadores, em Tavira surpreendeu os sprinters. O dinamarquês da EF Education-EasyPost é bem conhecido por acreditar que tudo é possível e está a mostrar isso mesmo na Volta ao Algarve.

 

Duas vitórias não só lhe valem a Camisola Amarela Turismo do Algarve, como as bonificações (10 segundos por triunfo e mais seis da meta volante) fazem com que se intrometa definitivamente entre os que começaram a corrida como favoritos.

 

“Não estava nada à espera, nem foi nada planeado. Na verdade, a ideia era passar a etapa de forma mais confortável possível e nem sequer disputar o sprint”, admitiu Magnus Cort Nielsen.

 

Com a etapa do Alto do Malhão e o contrarrelógio individual por disputar, a luta pela geral na Volta ao Algarve está emocionante, depois da tirada em linha mais longa: 203,1 quilómetros.

 

Até parecia que iria ser um dia com uma história idêntica a edições anteriores, na chegada a Tavira. Parecia… mas não foi! Aqueles 25 quilómetros finais tornaram esta etapa uma das que será difícil esquecer.

 

Os ataques para formar uma fuga começaram logo na saída em Faro e foram as equipas portuguesas que procuraram ter protagonismo.

 

Gonçalo Amado (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), Pedro Andrade (ABTF Betão-Feirense), Daniel Viegas (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho), Aleksandr Grigorev (Efapel Cycling), Fábio Costa (Glassdrive-Q8-Anicolor) and Guillermo García (Rádio Popular-Paredes-Boavista) foram os seis ciclistas que disputaram os dois prémios da montanha, assim como prémio da combatividade.

 

O detentor da Camisola Azul Cyclin’Portugal, António Ferreira (Kelly-Simoldes-UDO) não entrou na fuga e Grigorev aproveitou para “dizer” que também está interessado na classificação. Foi o primeiro nas terceiras categorias de Portela de Corcha e Cachopo, estando agora a três pontos do líder.

 

Com a Soudal Quick-Step e a INEOS Grenadiers atentas no pelotão, a diferença da fuga nunca foi muito além dos três minutos. Tavira parecia estar destinada a ter um habitual final ao sprint…

 

Os homens da frente foram sendo apanhados dentro dos 50 quilómetros finais, com Fábio Costa a resistir até aos 30. O público nomeou-o mais combativo e o corredor português subiu ao pódio.

 

Foi na meta volante em Vila Real de Santo António, a 25 quilómetros da meta, que um grupo de candidatos à geral foi à procura das bonificações. O Camisola Amarela Turismo do Algarve não só estava atento à movimentação, como foi somar mais um preciosos segundos (seis), batendo a ilustre concorrência.

 

E foi o início de um final louco. Com Magnus Cort Nielsen estavam Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty) e Tom Pidcock (INEOS Grenadiers) – segundo e terceiro na meta volante, respetivamente – e ainda Filippo Ganna (também da INEOS Grenadiers), Tobias Foss (Jumbo-Visma) e Valentin Madouas (Groupama-FDJ). Um grupo de luxo que ficou na frente da corrida e obrigou o pelotão a trabalho extra.

 

“Não tinha a intenção de continuar o esforço, mas os homens da INEOS e o Tobias Foss passaram por mim e desafiaram-me, ‘vamos lá’ e aproveitei a oportunidade. Reunimos um excelente grupo na frente e rodamos os últimos 25 quilómetros num contrarelógio por equipas perfeito”, realçou o ciclista da EF Education-EasyPost.

 

A vantagem chegou a rondar os 25 segundos e só na curva para a entrada da reta da meta, foi apanhado. Porém, se na Fóia Magnus Cort Nielsen soube como bater Ilan Van Wilder no risco de meta, em Tavira soube escolher o momento certo para atacar. Precisamente na curva a 300 metros da meta. Ganna respondeu, os sprinters Jordi Meeus (BORA-hansgrohe) e Paul Penhoët (Groupama-FDJ) foram os que ainda tentaram cumprir o final tradicional. Sem sucesso.

 

“Sabia que tinha uma derradeira oportunidade de abrir o sprint mais cedo e conseguir uma pequena vantagem. Arranquei e ninguém me conseguiu passar”, realçou o vencedor.

 

Na geral e na véspera da etapa do Alto do Malhão, Magnus Cort Nielsen tem agora 18 segundos de vantagem sobre Rui Costa, que subiu ao segundo lugar, tendo sido sétimo na etapa. O belga Ilan van Wilder (Soudal Quick-Step) é terceiro, a 20.

 

O dinamarquês passou também a ser o detentor da Camisola Verde Crédito Agrícola, enquanto o compatriota Frederik Wandahl (BORA-hansgrohe) manteve a Branca IPDJ, símbolo da juventude.

 

Classificação 3ª Etapa:

 

1. Cort Nielsen M. EF Education-EasyPost 5:05:14
 
2. Ganna F. INEOS Grenadiers +0:00
 
3. Meeus J. Bora-Hansgrohe +0:00
 
4. Penhoet P. Groupama-FDJ +0:00
 
5. Madouas V. Groupama-FDJ +0:00
 
6. Oliveira R. UAE Team Emirates +0:00
 
7. Costa R. A. Intermarche-Wanty-Gobert Materiaux +0:00
 
8. Foss T. Team Jumbo-Visma +0:00
 
9. Theuns E. Trek-Segafredo +0:00
 
10. Askey L. Groupama-FDJ +0:00
 

Classificação Geral:

 

1. Cort Nielsen M. EF Education-EasyPost 15:01:18
 
2. Costa R. A. Intermarche-Wanty-Gobert Materiaux +0:18
 
3. Van Wilder I. Soudal Quick-Step +0:20
 
4. Madouas V. Groupama-FDJ +0:26
 
5. Hindley J. Bora-Hansgrohe +0:26
 
6. Pidcock T. INEOS Grenadiers +0:26
 
7. Ganna F. INEOS Grenadiers +0:27
 
8. Foss T. Team Jumbo-Visma +0:28

 

9. Mollema B. Trek-Segafredo +0:28
 
10. Almeida J. UAE Team Emirates +0:28

 

 

4ª Etapa: Albufeira -> Alto do Malhão (177.9 Kms)

 

Dia de subir ao Alto do Malhão (duas vezes), mas com o pensamento no contrarrelógio. Na quarta etapa da 49ª edição da Volta ao Algarve jogou-se em duas frentes entre os que vão apostar forte este domingo em Lagoa e os que procuraram ganhar preciosos segundos para se defenderem melhor no derradeiro dia da corrida.

 

O Malhão mais uma vez não desiludiu. Aqueceu-se na primeira passagem, acelerou-se na segunda. Thomas Pidcock (INEOS Grenadiers), Ilan van Wilder (Soudal Quick-Step) e Kevin Vermaerke (DSM) adiantaram-se na fase final e foi então que apareceu João Almeida. O português da UAE Team Emirates conseguiu juntar-se, tentou ganhar vantagem, mas Pidcock não deu hipótese.

 

O britânico ficou atento na roda e arrancou para a vitória no Malhão a 150 metros da meta. Almeida foi segundo (a um segundo), seguido de Ilan van Wilder (a cinco). O vencedor no Malhão em 2022, Sergio Higuita (BORA-hansgrohe) foi quarto classificado. Magnus Cort Nielsen (EF Education-EasyPost) não aguentou o ritmo desta feita e entregou a Camisola Amarela Turismo do Algarve a Pidcock.

 

“É muito bom finalmente vencer. Penso que, como equipa, não estivemos muito bem em duas ocasiões, nas quais poderíamos ter ganho. Ontem [sexta-feira], o Filippo [Ganna] estava forte e poderia ter ganho. No segundo dia, depois do brilhante trabalho que fizemos no último quilómetro, complicámos um pouco na aproximação à meta e acabámos surpreendidos. Hoje [sábado] era um dos dias decisivos e tínhamos que assegurar que fazíamos bem as coisas”, recordou Pidckock.

 

O britânico admitiu que não sabia que a meta era um pouco mais acima do que na primeira passagem pelo Malhão. “Ataquei, pensando que a meta era no topo da subida, como aquando da primeira passagem, e não contava quando virámos à esquerda, até porque me faltavam uns 70 metros para o risco. Cheguei a pensar que poderia ser ultrapassado, mas nestas situações não se quer pensar muito. O importante é dar tudo até ao fim”, salientou.

 

“Amanhã é um contrarrelógio. Não há outro plano que ir no limite do princípio ao fim”, acrescentou.

 

Na geral, Pidcock tem cinco segundos sobre Ilan van Wilder e sete sobre João Almeida. Porém, há dois ciclistas que vão centrar muito as atenções. Filippo Ganna (INEOS Grenadiers) e Tobias Foss (Jumbo-Visma) estão a 31 e 32 segundos, respetivamente. Falamos de um bicampeão do mundo de contrarrelógio e o atual campeão mundial da especialidade. Este domingo em Lagoa terão 24,4 quilómetros para tentar “saltar” para o primeiro lugar da Volta ao Algarve.

 

Fechadas ficaram as classificações dos pontos e da montanha. Magnus Cort Nielsen, vencedor na Fóia e em Tavira, conquistou a Camisola Verde Crédito Agrícola, enquanto a Azul Cyclin’Portugal pertence a Kasper Asgreen (Soudal Quick-Step), que esteve na fuga do dia.

 

A Camisola Branca IPDJ também mudou de dono, com Oscar Onley (DSM) a ser agora o líder da classificação da juventude.

 

A quarta etapa foi a mais curta em linha da 49ª ao Algarve. O pelotão partiu de Albufeira para os 177,9 quilómetros, sendo dia de subir ao Alto do Malhão, com duas passagens na subida de 2,6 quilómetros, com uma pendente média de 9,2%.

 

Soudal Quick-Step, Trek-Segafredo e Groupama-FDJ jogaram as suas cartadas logo no arranque, colocando Kasper Asgreen, Mathias Vacek e Lewis Askey, respetivamente, na frente. O trio foi a fuga do dia, mas a pensar na ajuda aos seus líderes e não tanto em ganhar a etapa. A diferença aproximou-se dos cinco minutos, mas os três ciclistas foram apanhados a pouco menos de 40 quilómetros da meta.

 

Esta presença na frente de corrida fez com que o ritmo fosse muito elevado, acima dos 40 quilómetros/hora. Kasper Asgreen foi o primeiro nas terceiras categorias da Picota (47,1 quilómetros), Vermelhos (111,1) e Alte (140,4). Assumiu a liderança da classificação da montanha, “tirando” então a Camisola Azul Cyclin’Portugal a António Ferreira (Kelly-Simoldes-UDO).

 

O dinamarquês nem ficou no grupo quando se iniciou a primeira subida do Malhão, mas, o que fez antes, valeu-lhe a eleição do público como o mais combativo do dia. Foi também o primeiro na meta volante em São Brás de Alportel.

 

Mas o que mais se queria ver era como seria enfrentada a dupla passagem no Malhão. Na primeira, Rémi Cavagna (Soudal Quick-Step) e Kobe Goossens (Intermarché-Circus-Wanty) destacaram-se. A diferença para o grupo que incluia o Camisola Amarela Turismo do Algarve, Magnus Cort Nielsen (EF Education-EasyPost) esteve perto dos 40 segundos.

 

Porém, não resistiriam, pois equipas como a UAE Team Emirates e a INEOS Grenadiers trabalharam para garantir que João Almeida e Thomas Pidcock discutiriam a etapa (e a geral).

 

Depois de quatro etapas intensas e com a classificação geral por decidir, o contrarrelógio de Lagoa promete muita emoção.

 

Classificação 4ª Etapa:

1. Pidcock T. INEOS Grenadiers 4:28:39
 
2. Almeida J. UAE Team Emirates +0:01
 
3. Van Wilder I. Soudal Quick-Step +0:05
 
4. Higuita S. A. Bora-Hansgrohe +0:05
 
5. Hindley J. Bora-Hansgrohe +0:11
 
6. Martinez D. F. INEOS Grenadiers +0:11
 
7. Onley O. Team DSM +0:14
 
8. Mollema B. Trek-Segafredo +0:20
 
9. Foss T. Team Jumbo-Visma +0:20
 
10. Ganna F. INEOS Grenadiers +0:20

 

 

Classificação Geral:

 

 

 

5ª Etapa: Lagoa -> Lagoa (24.4 Kms)

 

O contrarrelógio de Lagoa vai definir o vencedor da 49ª Volta ao Algarve. A última vez que tal aconteceu foi em 2020, com Remco Evenepoel a confirmar a vitória. Serão 24,4 quilómetros, um percurso que contará com os melhores do mundo na especialidade.

A lista é verdadeiramente de luxo: Tobias Foss (campeão do mundo em título da Jumbo-Visma), Filippo Ganna (bicampeão mundial da INEOS Grenadiers), Stefan Bissenger (atual campeão europeu da EF Education-EasyPost), Stefan Küng (bicampeão da Europa da Groupama-FDJ), Søren Wærenskjold (campeão mundial de sub-23 da Uno-X) são nomes a destacar, assim como Kasper Asgreen e Rémi Cavagna (Soudal Quick-Step) e o português João Almeida (UAE Team Emirates), que são também dos melhores especialistas.

No entanto, se ciclistas como Bissegger e Wærenskjold poderão estar mais concentrados em ganhar a etapa, Ganna e Foss aspiram juntar a vitória na Volta ao Algarve, pois estão a 31 e 32 segundos, respetivamente, do Camisola Amarela Turismo do Algarve, Thomas Pidcock (INEOS Grenadiers). Almeida tem apenas sete segundos de desvantagem.

O primeiro ciclista a sair para a estrada será Daniel Viegas (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho) às 12h34, com o líder Thomas Pidcock a partir às 15h15 para um percurso que terá mais quatro quilómetros que o habitual em Lagoa.

 

Classificação 5ª Etapa:

1. Kung S. Groupama-FDJ 29:34
 
2. Cavagna R. Soudal Quick-Step +0:04
 
3. Ganna F. INEOS Grenadiers +0:10
 
4. Martinez D. F. INEOS Grenadiers +0:16
 
5. Foss T. Team Jumbo-Visma +0:29
 
6. Arensman T. INEOS Grenadiers +0:32
 
7. Van Wilder I. Soudal Quick-Step +0:49
 
8. Mollema B. Trek-Segafredo +0:56
 
9. Politt N. Bora-Hansgrohe +1:03
 
10. Herregodts R. Intermarche-Wanty-Gobert Materiaux +1:03

 

 

Classificação Geral:

1. Martinez D. F. INEOS Grenadiers 20:00:26
 
2. Ganna F. INEOS Grenadiers +0:02
 
3. Van Wilder I. Soudal Quick-Step +0:15
 
4. Foss T. Team Jumbo-Visma +0:22
 
5. Kung S. Groupama-FDJ +0:26
 
6. Almeida J. UAE Team Emirates +0:40
 
7. Pidcock T. INEOS Grenadiers +0:48
 
8. Mollema B. Trek-Segafredo +0:49
 
9. Cort Nielsen M. EF Education-EasyPost +0:55
 
10. Costa R. A. Intermarche-Wanty-Gobert Materiaux +1:06

 

Fonte: Volta Algarve

20
Fev22

3776: Volta ao Algarve 2022

Tempo no Algarve

1ª Etapa: Portimão -> Lagos (199.1 kms)

 

E lá vão três! Fabio Jakobsen começa a assumir-se como o rei dos sprints em Lagos. Terceira vitória para o neerlandês, depois de mais um sprint avassalador deste ciclista que simplesmente não está a dar hipótese à concorrência. São três vitórias no Algarve (depois de 2019 e 2020), são três vitórias na temporada. A Quick-Step Alpha Vinyl teve outro ciclista no pódio, pois Remco Evenepoel é o melhor jovem, ele que está na 48.ª edição da Volta ao Algarve para tentar ganhar a corrida pela segunda vez.

 

Ou seja, a equipa belga tem a Camisola Amarela Turismo do Algarve e a Verde Crédito Agrícola (dos pontos) com Jakobsen e a Branca IPDJ com Evenepoel. Muito gosta a Quick-Step Alpha Vinyl de vestir as camisolas no Algarve! Já a Azul Lusíadas está com um português. João Matias (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados) foi um dos ciclistas da fuga e aproveitou para garantir a liderança na classificação da montanha, subindo assim ao pódio.

 

Jakobsen, 25 anos, considera que tem uma “equipa perfeita” e destaca precisamente Evenepoel: “Um grande obrigado ao Remco. Ele está aqui para a classificação geral, mas fez o trabalho perfeito na preparação do sprint.” O neerlandês agradeceu a todos os companheiros, pois “um sprinter não pode ganhar sem eles”.

 

Realçou ainda como já não há segredos para ele no sprint em Lagos: “Eu estou feliz por vencer novamente aqui em Lagos. Conheço este final muito bem. Fizemos aqui um estágio e já tinha ganhado aqui duas vezes.”

 

Quedas marcam parte final da etapa

Os 199,1 quilómetros da primeira etapa, que começou em Portimão, pareciam estar a decorrer como o esperado. Constituiu-se uma fuga, enquanto no pelotão a aliança belga assumiu as despesas para garantir que tudo estava controlado para um sprint final. Quick-Step Alpha Vynil, Intermaché-Wanty-Gobert Matériaux e Alpecin-Fenix – todas formações da Bélgica com sprinters -, revezaram-se a impor ritmo.

 

Asier Etxeberria (Euskaltel-Euskadi), Fábio Oliveira (ABTF-Feirense), Hugo Nunes (Rádio Popular-Paredes-Boavista) e João Matias (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados) estiveram muitos quilómetros na frente, até 35 da meta.

 

João Matias venceu a batalha pela Camisola Azul Lusíadas, ao ser segundo na quarta categoria de Aldeia dos Matos (39,1 quilómetros) e primeiro na terceira categoria de Nave (97,8).

 

Matias venceu também a meta volante em S.B. Messines (54,6 quilómetros), enquanto Hugo Nunes foi o mais forte na de Aljezur (128,3) e Vila do Bispo (162,7). No entanto, é o vencedor da etapa o líder da classificação por pontos, ainda que “empreste” esta quinta-feira a Camisola Verde Crédito Agrícola Bryan Coquard (Cofidis), segundo na etapa.

 

Porém, a 38,5 quilómetros da meta uma queda começou a mudar um pouco a história da etapa. O pelotão partiu, com as equipas portuguesas a serem as mais afetadas. Muitos ciclistas ficaram para trás. A cerca de 12 quilómetros, nova queda. Resultado, o grupo da frente foi pequeno, ainda que contasse com a maioria dos principais candidatos à vitória tanto na tirada, como entre os que querem lutar pela geral.

 

Alexander Kristoff (Intermaché-Wanty-Gobert Matériaux) foi terceiro após a desclassificação de Jordi Meeus. O ciclista da Bora-Hansgrohe fez um sprint irregular. O melhor português foi Rui Oliveira (UAE Team Emirates), ao terminar na quinta posição.

 

Subida à Fóia

Esta quinta-feira é dia da subida ao Alto da Fóia, na Serra de Monchique. Serão 182,4 quilómetros, que começam em Albufeira e serão um teste importante para os trepadores que podem não se adaptar tão bem ao longo contrarrelógio de sábado desta edição. Portanto, com a subida da Picota antes, serão duas ascensões consecutivas longas, com a Fóia a ser de primeira categoria.

 

Remco Evenepoel venceu em 2020 e acabou por conquistar a geral. Ethan Hayter conquistou a Fóia no ano passado e poderá ser uma das apostas de uma Ineos Grenadiers com mais que uma carta para jogar.

 

Classificação da Etapa 1: https://www.fpciclismo.pt/ficheiros/2022/classetapa1.pdf

 

2ª Etapa: Albufeira -> Fóia (182.4 kms)

 

Primeiro teste da época, primeira vitória. David Gaudu não perdeu tempo em abrir a contagem em 2022. Está a começar a temporada na 48.ª edição da Volta ao Algarve e juntou o seu nome a uma crescente lista de prestígio de vencedores no Alto da Fóia, em Monchique. O francês da Groupama-FDJ é também o novo líder, mas apenas um segundo o separa de seis ciclistas.

 

Foi um final emocionante, muito bem preparado pela equipa de Gaudu. Stefan Küng foi um senhor gregário, ainda que antes tenha sido a INEOS Grenadiers a impor um ritmo fortíssimo durante muitos quilómetros. Ainda na subida à Picota, partiu por completo o pelotão, além de ter acabado com a fuga.

 

A ascensão de segunda categoria preparou o espectáculo para a Fóia. Geraint Thomas – um vencedor em duas ocasiões da Volta ao Algarve – foi o primeiro a meter um ritmo alto e que não mais abrandou. Na frente ficou um grupo com praticamente todos os principais favoritos. INEOS Grenadiers quase com a equipa completa (quatro corredores ficaram no top dez) e a Groupama-FDJ com o senhor Küng no apoio a Gaudu, além de Sergio Higuita (Bora-Hansgrohe) e Tobias Foss (Jumbo-Visma) sempre bem colocados.

 

Estes dois ciclistas acabaram por marcar os metros finais pela pior razão. Antes, Frederico Figueiredo (Glassdrive/Q8/Anicolor) tentou surpreender, mas as duas equipas do World Tour referidas não permitiram surpresas. Após a curva que deixou à vista a meta na Fóia, Foss e Higuita tocaram-se e caíram. Gaudu não se assustou, mostrando que, numa altura em que a Groupama-FDJ lhe pede que comece a assumir cada vez mais a liderança da equipa nas grandes provas, está a trabalhar rumo ao principais objetivos somando as sempre motivantes vitórias.

 

Além de ser a sua primeira logo ao segundo dia de competição em 2022, Gaudu realçou a importância de também abrir a contagem da Groupama-FDJ que, até à Fóia, estava a zero esta época. Gaudu elogiou o trabalho da equipa, principalmente de Küng e mostrou que a subida à Fóia estava bem estudada.

 

“Queria estar na frente, sei que o sprint é rápido”, afirmou, referindo como o vento de frente e depois cruzado dificultou a etapa. Apesar do triunfo e de vestir a Camisola Amarela Turismo do Algarve, o francês de 25 anos não assume que irá tentar ganhar a classificação geral.

 

“Penso que será difícil, o contrarrelógio é muito longo. Mas temos uma vitória de etapa e sabemos que o Stef [Küng] pode ganhar o contrarrelógio. Quero ver o meu progresso no contrarrelógio e talvez possamos ganhar [a tirada de sábado] e a última etapa. A geral veremos depois do contrarrelógio”, admitiu.

 

Longa fuga, mas World Tour domina na Fóia

A história na Fóia tem sido feita recentemente com vitórias de ciclistas do World Tour. Alguns já de relevo, outros no início de uma grande carreira: Tadej Pogacar e Remco Evenepoel, por exemplo. Gaudu é mais um jovem a vencer, mas antes, os protagonistas da segunda etapa foram outros.

 

Unai Iribar (Euskaltel-Euskadi), Nicolas Zukowski (Human Powered Health), Tomás Contte (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho), César Martingil (Rádio Popular-Paredes-Boavista) e João Matias (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados) formaram a fuga do dia. O último partiu em defesa da Camisola Azul Lusíadas. Matias foi segundo na terceira categoria da Pomba (109,7 quilómetros), com Contte a vencer.

 

Porém, o pelotão não deu hipótese e a fuga já nem na Picota (segunda categoria aos 167,3 quilómetros) passou na frente. Matias bem tentou, mas conquistar a Fóia valeu a liderança na montanha a Gaudu. Ainda assim, Matias irá partir esta sexta-feira de azul, ainda que por “empréstimo”, tendo menos um ponto que o francês.

 

Fabio Jakobsen e Remco Evenepoel, ambos da Quick-Step Alpha Vinyl, mantêm a liderança nos pontos e na juventude, respetivamente. Ou seja, vestem a Camisola Verde Crédito Agrícola e a Branca IPDJ.

 

Luta interessante pela geral

A Fóia não criou grandes diferenças. Brandon McNulty (UAE Team Emirates), Remco Evenepoel (Quick-Step Alpha Vinyl), Ethan Hayter (INEOS Grenadiers) – vencedores na Fóia em 2020 e 2021 – Daniel Martínez (INEOS Grenadiers), Julien Bernard (Trek-Segafredo) e Sven Erik Bystrom (Intermaché-Wanty-Gobert Matériaux) estão a apenas um segundo de Gaudu.

 

Tony Gallopin (Trek-Segafredo) está a oito, Thomas Pidcock e Dylan van Baarle, ambos da INEOS Grenadiers, a 17 e 18.

 

Se esta sexta-feira a etapa mais longa da Volta ao Algarve (211,4 quilómetros entre Almodôvar e Faro) é novamente para os sprinters, sábado haverá um contrarrelógio de 32,1 quilómetros e domingo o Malhão irá definir o campeão.

 

Classificação da Etapa 2: https://www.fpciclismo.pt/ficheiros/2022/classetapa2.pdf

 

3ª Etapa: Almodôvar -> Faro (211.4 kms)

 

Dia mais longo na 48.ª edição da Volta ao Algarve. Foram 211,4 quilómetros de Almodôvar a Faro, num final diferente das recentes edições, mas com um espectacular sprint que deu a Fabio Jakobsen (Quick-Step Alpha Vinyl) o pleno nas vitórias nestas etapas que lhe assentavam tão bem. Dois sprints, dois triunfos em que não deu hipótese à concorrência.

 

Depois de Lagos na primeira tirada, foi na capital de distrito que o neerlandês elevou a contagem pessoal nesta corrida para quatro conquistas, em todas as suas participações.

 

“A equipa fez um trabalho perfeito, em especial o Kasper Asgreen, que me protegeu durante toda a etapa. Muitas das vezes é isso que conta. Nos últimos dois quilómetros estivemos sempre na frente, entre os dez primeiros. A reta da meta tinha 400 metros, lancei o meu sprint nos últimos 200 e forcei até vencer”, contou o sprinter.

 

Acrescentou: “O Bryan Coquard, é um sprinter que se dá bem nestas chegadas, arrancou ao mesmo tempo, mas tive as pernas mais fortes. Ainda vi o Tim Merlier aproximar-se mas não me podia passar pela esquerda e estou feliz por ter vencido aqui em Faro.”

 

Muita atenção para evitar percalços

Enquanto os ciclistas que vão ter um fim de semana intenso na discussão pela classificação geral tiveram uma etapa em que foram obrigados a estar atentos e evitar algum percalço que lhes fizesse perder tempo, as equipas dos sprinters estiveram em ação para garantir que a fuga com sete corredores nunca fosse um perigo. A Groupama-FDJ manteve sempre David Gaudu, detentor da Camisola Amarela Turismo do Algarve, bem colocado.

 

Txomin Juaristi (Euskaltel-Euskadi), Rafael Lourenço (Atum General-Tavira-AP Maria Nova Hotel), Rafael Silva (Efapel Cycling), Afonso Eulálio (Glassdrive-Q8-Anicolor), Afonso Silva (Kelly-Simoldes-UDO), Nicolas Sáenz (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados) e Samuel Caldeira (W52-FC Porto) formaram a fuga do dia. Foram dividindo as metas volantes e também o Prémio da Montanha de Pisa Barro, ganho por Rafael Lourenço.

 

O corredor da formação algarvia também foi primeiro na meta volante do Restaurante Alpendre, com Rafael Silva e Samuel Caldeira a vencer em Almodôvar e Alcoutim, respetivamente.

 

Porém, foi na subida, também de quarta categoria, de Bengado, que se viu a primeira mexida relevante. A Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados colocou-se na frente de um pelotão até então comandado ou pela Alpecin-Fenix, ou pela Quick-Step Alpha Vinyl e também pela Cofidis, equipas com sprinters.

 

Objetivo da formação portuguesa? Anular a fuga e assim permitir que João Matias fosse primeiro no Prémio do Montanha de Bengado e recuperar a liderança nesta classificação da Camisola Azul Lusíadas, que havia perdido na Fóia para Gaudu. E assim foi.

 

Estavam decorridos 186,1 quilómetros. Depois, Fábio Costa e Afonso Eulálio (Glassdrive-Q8-Anicolor) e Hugo Nunes (Rádio Popular-Paredes-Boavista) tentaram escapar, mas sempre com o pelotão atento, nesta fase também já com a Intermaché-Wanty-Gobert Matériaux, de Alexander Kristoff, a ajudar na perseguição. Faro tinha mesmo à espera uma chegada ao sprint, com a cidade a não receber um final de etapa desde 2008, quando ganhou o alemão Robert Förster (Gerolsteiner).

 

Foi uma chegada numa reta com alguma inclinação. Nada que incomodasse o homem do momento. Fabio Jakobsen está numa forma imbatível e Tim Merlier (Alpecin-Fenix) – segundo classificado – de imediato reconheceu isso ao cortar a meta, cumprimentando o neerlandês.

 

Este triunfo também praticamente garante a classificação dos pontos, com Jakobsen a ser dono e senhor da Camisola Verde Crédito Agrícola. “O verde [camisola] é a cor dos sprinters. Já vesti esta camisola na Volta a Espanha e espero conquistar esta classificação se conseguir terminar depois de amanhã”, afirmou.

 

Jakobsen soma 50 pontos, contra os 36 do sprinter da Cofidis, Bryan Coquard. A Quick-Step Alpha Vinyl mantém também a Camisola Branca IPDJ (juventude) com Remco Evenepoel.

 

Contrarrelógio longo no fim de semana de decisões

Este sábado, o longo contrarrelógio entre Vila Real de Santo António e Tavira (32,2 quilómetros) irá ajudar a definir uma classificação geral completamente em aberto. Gaudu tem apenas um segundo de vantagem sobre seis ciclistas e a quarta etapa favorece os homens mais fortes nesta especialidade. E domingo, é dia de subir ao Malhão e conhecer o vencedor da Volta ao Algarve.

 

Não será fácil para David Gaudu manter a liderança. “Será difícil conservar a camisola amarela no contrarrelógio. Quero fazer o melhor possível. Trabalhei bastante na minha posição e espero ver alguma evolução. No entanto, a aposta da equipa é o Stefan Küng [bicampeão europeu da especialidade], esperemos que possa ganhar. Corredores como o Remco (Evenepoel) ou o Brandon Mcnulty são mais rápidos, mas espero ter ainda uma resposta a dar na última etapa”, referiu o francês.

 

Classificação da Etapa 3: https://www.fpciclismo.pt/ficheiros/2022/classetapa3.pdf

 

4ª Etapa: Vila Real de Santo António -> Tavira (32.2 kms)

 

A máquina Remco Evenepoel no seu melhor na 48.ª edição da Volta ao Algarve. O belga esteve irrepreensível no longo contrarrelógio de 32,2 quilómetros, entre Vila Real de Santo António e Tavira, batendo toda a concorrência, incluindo o bicampeão europeu da especialidade, Stefan Küng. O ciclista da Quick-Step Alpha Vinyl já tinha vencido por cá, mas em Lagoa e ao vestir a Camisola Amarela Turismo do Algarve, ficou mais perto de vencer pela segunda vez a corrida. Falta ultrapassar o Malhão, na decisão final, este domingo.

 

37:49 minutos, um tempo fantástico de um corredor fora de série de apenas 22 anos e que também detém um título europeu em elite. “Acho que hoje foi o meu melhor contrarrelógio de sempre”, afirmou, não escondendo como estava “super, super feliz” pela vitória. “Fizemos um bom reconhecimento do contrarrelógio. O vento estava forte, era um pouco perigoso a descer e não arrisquei nada na descida. Estou feliz por ter sobrevivido sem nenhum problema. No plano e na subida dei tudo, sem hesitar, a todo o gás”, explicou.

 

Contou ainda que sabia que a quarta etapa seria a mais importante para as suas aspirações. “Era o dia em que tinha de tentar ter uma boa liderança na classificação geral. Todos os dias tentei poupar-me ao máximo para hoje e penso que tive uma preparação perfeita”, referiu.

 

 

Stefan Küng é um dos melhores do mundo no contrarrelógio – algo que Evenepoel realçou – e tinha um percurso à sua medida. Contudo, ficou a 58 segundos do belga. O dia foi aziago para a Groupama-FDJ, pois não só não alcançou o objetivo de ver o suíço a ganhar a etapa – seria a segunda vez que venceria na Volta ao Algarve -, viu David Gaudu perder a liderança da geral. Algo mais do que esperado, é certo, mas o francês ficou demasiado longe (a 2:08 minutos) para poder ambicionar recuperar a camisola que vestiu quando triunfou no Alto da Fóia, na segunda etapa.

 

Aliás, Evenepoel foi de tal forma avassalador, que deixou os rivais a mais de um minuto na geral. Repetir o triunfo de 2020 parece inevitável. Parece, mas nada é garantido. É que o Malhão não é a subida que mais agrade ao jovem belga. Quando venceu a geral da Volta ao Algarve, na etapa do Malhão – então a penúltima – Evenepoel sofreu para não perder contacto com os seus principais adversários. Recentemente admitiu que continua a ter dificuldades quando a inclinação é maior.

 

Porém, parte muito confiante para o último dia de prova: “Provavelmente só teremos de controlar a corrida. Podemos esperar uma corrida muito difícil no início. Vai ser algo caótico, uma grande luta para nos colocar sob pressão. Tenho 100% de confiança nos companheiros, especialmente o Louis [Vervaeke], o último [colega] que fica comigo. Vamos também tentar ganhar a etapa.”

 

Adversários com muito para recuperar

Na luta pela geral, Ethan Hayter é novamente o melhor da INEOS Grenadiers. Há um ano foi segundo e agora encontra-se nessa posição, a 1:06 minutos. A equipa britânica é a que poderá tentar armadilhar a etapa e pôr em cheque a amarela de Evenepoel. Daniel Martínez está a 1:30 (quarto classificado) e Dylan van Baarle a 2:37. Três cartas para jogar.

 

Já Brandon McNulty (UAE Team Emirates) estará atento para tentar intrometer-se. Tem 1:25 de desvantagem, com Tobias Foss (Jumbo-Visma) a 1:51. O norueguês foi quarto no contrarrelógio, resultado importante porque mostrou que, apesar da queda perto da meta na Fóia, não ficou com mazelas que o retirem da luta pela geral.

 

A etapa do Malhão também irá decidir as restantes camisolas. Fabio Jakobsen (Quick-Step Alpha Vinyl) está perto de garantir a Verde Crédito Agrícola e Evenepoel, além de estar de amarelo, também é o melhor na juventude (Camisola Branca IPDJ). A equipa belga tem três das quatro camisolas em disputa.

 

Falta a Azul Lusíadas. João Matias (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados) não é um trepador, mas está decidido em ir à luta e fazer tudo para subir ao pódio final como rei da montanha.

 

Este domingo, as emoções da última etapa começam às 13 horas, em Lagoa e haverá uma dupla passagem no Malhão para se conhecer o vencedor da Volta ao Algarve.

 

Classificação da Etapa 4: https://www.fpciclismo.pt/ficheiros/2022/classetapa4.pdf

 

5ª Etapa: Lagoa -> Alto do Malhão (173.2 kms)

 

Remco Evenepoel conquistou pela segunda vez ao Volta ao Algarve. Foi um final de muita classe do belga, numa corrida em que a Quick-Step Alpha Vinyl foi irrepreensível. Além da vitória na geral, teve o sprinter Fabio Jakobsen em grande, o que significou que venceu três das quatro classificações individuais e três das cinco etapas.

 

Tem sido hábito esta equipa estar no Algarve para somar sucessos. Evenepoel junta-se a uma curta lista de ciclistas que venceram por duas vezes a geral, depois de em 2020 já ter sido superior a toda a concorrência. Tem apenas 22 anos e o palmarés é cada vez mais de respeito. Evenepoel ficou com a Camisola Amarela Turismo do Algarve, mas também a Branca IPDJ, símbolo da classificação da juventude.

 

"

Queria voltar [ao Algarve] e fazer o mesmo que há dois anos e estou feliz por o ter conseguido. Sabia que esta semana o contrarrelógio era o mais importante. Ontem [sábado] dei tudo e ainda sentia hoje [o esforço] nas pernas. Mas quando nos aproximámos da última subida, o Louis [Vervaeke] e os companheiros fizeram um grande trabalho”, afirmou o campeão de 2022.

 

Sobre a subida no Malhão: “Ataquei, mas vi que eles ainda estavam a seguir. Percebi que não iam atacar imediatamente e decidi meter um ritmo alto até aos 200 metros finais. Sabia que a vantagem era grande e só queria saborear os últimos metros na minha camisola amarela, por isso é que celebrei um pouco na meta.”

 

O ciclista sai da 48.ª edição da Volta ao Algarve satisfeito pela forma física que conseguiu demonstrar, tendo até afirmado que tinha feito na quarta etapa o melhor contrarrelógio da sua carreira, etapa que venceu. No Malhão defendeu-se muito bem, tal como tinha acontecido na Fóia.

 

“O plano antes da corrida era sobreviver nas etapas de montanha e no contrarrelógio ganhar o máximo tempo de possível aos adversários. Fiz também o meu trabalho no comboio para o Fabio [Jakobsen], ganhámos duas etapas. Eu ganhei uma e nas duas etapas de montanha sobrevivi muito bem”, explicou.

 

Os colombianos Sergio Higuita (Bora-Hansgrohe) e Daniel Martínez (INEOS Grenadiers) sprintaram para a etapa, com o primeiro a ganhar e com o segundo a garantir um lugar no pódio, ao subir a terceiro da geral.

 

O americano da UAE Team Emirates, Brandon McNulty ficou em segundo, a 1:17 minutos de Evenepoel, com Martínez a fechar a corrida a 1:21. Ehan Hayter (INEOS Grenadiers) estava na segunda posição antes da etapa, mas caiu para a quarta, não repetindo assim o lugar de 2021. A equipa britânica venceu por equipas.

 

Malhão não desiludiu

A última etapa arrancou de Lagoa, com 173 quilómetros para percorrer até ao Alto do Malhão, duas metas volantes (Paderne e Loulé) e cinco contagens de montanha: Picota, Vermelhos e Alte (todas de terceira categoria) e mais a dupla passagem no Malhão (segunda categoria, com a última a coincidir com a meta).

 

A fuga do dia foi de 20 ciclistas, com as equipas de todos os que ainda aspiravam a tirar a liderança a Remco Evenepoel representadas, para que pudessem ajudar mais tarde os líderes. Apenas Dries de Bondt (Alpecin-Fenix) e Georg Zimmermann (Intermaché-Wanty-Gobert Matériaux) ainda estavam na frente aquando da primeira passagem pelo Malhão.

 

Porém, na luta pela geral, Daniel Martínez começou cedo a mexer na corrida, tentando isolar Remco Evenepoel. Um primeiro sinal, mas que mais nenhum candidato tentou dar seguimento. Yves Lampaert (que tinha estado na fuga) acabou por ser uma ajuda preciosa para Evenepoel e o grupo teve mais ciclistas a entrar perto da segunda subida ao Malhão. Mas não demorou a partir novamente.

 

Com menos de três quilómetros para a meta e com Evenepoel muito confortável, tornou-se óbvio que restava aos outros corredores lutar pela vitória de etapa. A camisola amarela estava entregue.

 

Higuita já tinha estado muito bem na Fóia. Contudo, sofreu uma queda com o final à vista, num toque com Tobias Foss (Jumbo-Visma). Desta feita, tudo correu bem ao campeão da Colômbia.

 

“Antes de mais quero dedicar esta vitória à bisavô da minha namorada que faleceu no dia em que caí [segunda etapa]. Ter a possibilidade de vencer a etapa, cair, chegar ao hotel e receber essa má notícia.. .É um grande golpe. Hoje saímos para a etapa motivados para dar o melhor e conseguimos esta vitória. A equipa teve dias difíceis no Algarve, um dos nossos caiu e partiu a clavícula, outro ficou doente, mas hoje ganhámos”, referiu Higuita.

 

O ciclista da Bora-Hansgrohe salientou com Evenepoel estava forte: “Pensava atacar mais tarde, a 300 metros, mas o [Brandon] McNulty antecipou-se e, ainda bem. Estava um vento muito forte de frente e, para não arriscar cair de novo, decidi esperar pelos últimos 100 metros para ultrapassar o Daniel [Martínez]. Estou feliz por esta vitória, sobretudo por consegui-la após vencer o campeonato da Colômbia que conquistei há oito dias.”

 

As restantes camisolas

Fabio Jakobsen segurou até final a Camisola Verde Crédito Agrícola. As duas vitórias ao sprint, em Lagos e Faro, deixaram-no confortável na liderança, mas o neerlandês não quis deixar dúvidas e na segunda meta volante do dia, em Loulé, foi terceiro e fechou as contas da classificação. 51 pontos contra os 36 de Bryan Coquard (Cofidis) e os 29 de Alexander Kristoff (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux).

 

Já na montanha, a batalha foi bem diferente. João Matias (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados, integrou a fuga para tentar defender a Camisola Azul Lusíadas por que tanto lutou nesta Volta ao Algarve. Os três pontos que amealhou (somou 15 no total) foram suficientes para segurar a liderança e subir ao pódio final como rei da montanha, deixando David Gaudu (Groupama-FDJ) na segunda posição, com 12.

 

Classificação da Etapa 5: https://www.fpciclismo.pt/ficheiros/2022/classetapa5.pdf

 

Fonte: Volta ao Algarve

09
Mai21

3632: Volta ao Algarve 2021

Tempo no Algarve

1ªetapa: Lagos -> Portimão (189.6 kms)

 

O irlandês Sam Bennett (Deceuninck-Quick-Step) confirmou o favoritismo e ganhou hoje a primeira etapa da Volta ao Algarve, uma ligação de 189,5 quilómetros, entre Lagos e Portimão. Iuri Leitão (Tavfer-Measindot-Mortágua), quinto classificado, foi o melhor português.

 

A tirada teve o epílogo esperado, proporcionando um animado e intenso sprint. Bem acolitado pelos companheiros da Deceuninck-Quick-Step, Sam Bennett conquistou o sexto triunfo da temporada, reforçando o estatuto de sprinter mais vitorioso do WorldTour em 2021.

 

O corredor irlandês teve de esforçar-se a fundo para triunfar, na ligeira subida dos metros finais, perante uma oposição, quase até ao risco, do holandês Danny van Poppel (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux), que foi o segundo classificado. O espanhol Jon Aberasturi (Caja Rural-Seguros RGA) fechou o pódio de uma jornada que o pelotão principal completou em 4h37m41s, à média de 40,946 km/h.

 

Antes do sprint, marcado por uma preparação muito nervosa, a tirada teve como protagonistas os fugitivos, que abalaram do pelotão com 11 quilómetros percorridos. Carlos Canal (Burgos-BH), Jon Irisarri (Caja Rural-Seguros RGA), Gustavo César Veloso (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel), Hugo Nunes (Rádio Popular-Boavista) e Cesar Nicolas Paredes (Louletano-Loulé Concelho) foram os mais ousados. Mas o corredor da equipa de Loulé caiu pouco depois e não aqueceu o lugar entre os fugitivos.

 

A perseguição movida pela Deceuninck-Quick-Step e Bora-hansgrohe não permitiu o sucesso dos quatro escapados, que foram alcançados a19 quilómetros do final. Jon Irisarri aproveitou a iniciativa para subir ao pódio, vestindo a Camisola Azul Lusíadas, de melhor trepador.

 

Na ausência de bonificações, os três primeiros da geral são os três homens que cortaram a meta mais adiantados. Sam Bennett é o dono da Camisola Amarela Turismo do Algarve e também da Camisola Verde Crédito Agrícola, dos pontos. Jarrad Drizners (Hagens Berman Axeon) é o melhor jovem, envergando a Camisola Branca IPDJ.

 

“Não foi bem como tínhamos planeado, na verdade foi um sprint muito disputado e mais duro do que o esperado. A equipa levou-me ao limite na aproximação da meta. Os meus colegas trabalharam todo o dia e, no final, lideram muito bem com as várias quedas na aproximação da meta e protegeram-me. Gastei muita energia para recuperar posições no final, sobretudo porque estava algum vento frontal na reta da meta, mas acabei por ser o mais forte. Não sei qual o corredor que estava à minha esquerda no final (Danny Van Poppel) mas medi forças até ao risco. É uma vitória importante porque venho de uma paragem após um primeiro pico de forma na época. Não sabia como estaria aqui no Algarve, mas trabalhei bem para recuperar a condição e fui recompensado por isso”, contou Sam Bennett.

 

Algumas quedas e “cortes” no pelotão, todas fora da zona de proteção dos derradeiros 3 quilómetros, atrasaram homens importantes, que poderiam vêem dificultada a tarefa de lutar pela geral. Kasper Asgreen (Deceuninck-Quick-Step) cedeu 39 segundos, Frederico Figueiredo (Efapel) perdeu 1m01s e Tiago Antunes (Tavfer-Measindot-Mortágua) gastou mais 4m31s do que o vencedor.

 

A segunda etapa, a disputar nesta quinta-feira, prevê-se um dos momentos determinantes na definição da geral. Os corredores vão percorrer 182,8 quilómetros, entre Sagres, no concelho de Vila do Bispo, e o alto da Fóia, em Monchique. A chegada, coincidente com um prémio de montanha de primeira categoria, vai mostrar quem são os homens em melhores condições de lutar pela camisola amarela.

 

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2ª etapa: Sagres -> Alto da Fóia (182.8 kms)

 

O britânico Ethan Hayter foi a aposta surpresa da INEOS Grenadiers para a segunda etapa da Volta ao Algarve, triunfando no alto da Fóia, depois de percorridos 182,8 quilómetros, desde Sagres, e é o novo Camisola Amarela Turismo do Algarve.

 

A etapa teve duas fases. A primeira, logo após a passagem por Vila do Bispo, foi marcada por uma fuga de oito corredores, que chegou a ter mais de 8 minutos de vantagem sobre o pelotão. A UAE Team Emirates assumiu as despesas da perseguição, em trabalho para Rui Costa. Desta forma, à entrada nos últimos 30 quilómetros, onde estavam colocadas três contagens de montanha, a margem dos escapados era já quase inexistente.

 

Só que, na descida da primeira para a segunda montanha, Rui Costa caiu, acabando por desistir. Foi altura de outras equipas se mostrarem na frente do grupo, com destaque para o poderoso trabalho de Kasper Asgreen (Deceuninck-Quick-Step), que colocou o ritmo durante toda a escalada para a Pomba, impedindo veleidades dos adversários.

 

O ritmo constante do campeão de fundo da Dinamarca permitiu que fosse um grupo numeroso a entrar na subida final, de Monchique até ao alto da Fóia. A primeira metade da montanha fez-se em ritmo constante. A movimentação decisiva aconteceu a 3 quilómetros do final, graças a uma aceleração do francês Élie Gesbert (Team Arkéa-Samsic).

 

O ataque do chefe de fila da formação gaulesa deixou um grupo de seis homens em cabeça de corrida. O próprio Élie Gesbert, Jonathan Lastra (Caja Rural-Seguros RGA), João Rodrigues (W52-FC Porto) e o tridente da INEOS Grenadiers formado por Ethan Hayter, Sebastián Henao e Iván Ramiro Sosa.

 

Os dois colombianos da equipa britânica assumiram as despesas da corrida, até que, já nas últimas centenas de metros, Ethan Hayter, o homem com melhor ponta final dos seis da frente, desferiu um ataque imparável para cortar a meta com 4h48m43s (média de 37,989 km/h). João Rodrigues foi segundo e Jonathan Lastra terceiro, ambos com o mesmo tempo do vencedor. O topo da geral conta com os mesmos corredores, pela mesma ordem e com igualdade de tempo.

 

“Na última descida fui prudente e atrasei-me um pouco, perdendo algumas posições. O meu colega de equipa Carlos [Rodriguez] trouxe-me novamente ao grupo e entrei na última subida bastante protegido. O Sebastián Henao impôs um ritmo forte, e o Iván Sosa ajudou e coube-me ir até ao final. Estava com esperanças de fazer uma boa corrida aqui no Algarve, mas confesso que me correu melhor do que esperava. Agora resta-me aguentar a liderança até onde puder”, referiu Ethan Hayter.

 

De ontem para hoje só a Camisola Verde Crédito Agrícola, dos pontos, não mudou de dono, permanecendo no corpo do irlandês Sam Bennett (Deceuninck-Quick-Step). João Rodrigues assumiu o estatuto de melhor trepador, passando a equipar a Camisola Azul Lusíadas. Sean Quinn (Hagens Berman Axeon), que no domingo ganhou a Clássica da Arrábida, é o melhor jovem e dono da Camisola Branca IPDJ. A INEOS Grenadiers comanda por equipas.

 

A terceira etapa da Volta ao Algarve, marcada para esta sexta-feira, prevê-se de acalmia na luta pela geral e de emoções fortes entre os sprinters. Será a viagem mais longa da prova, unindo Faro a Tavira, ao longo de 203,1 quilómetros.

 

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Etapa 3: Faro ->Tavira (203.1 kms)

 

Dia mais longo da Volta ao Algarve, com 203,3 quilómetros de muito calor. O verão algarvio não intimidou um pelotão que começou a alta velocidade, numa etapa que por tradição acaba ao sprint e não desiludiu em Tavira. Sam Bennett repetiu a dose. Depois de Portimão, venceu na cidade do Gilão e aumentou para sete as vitórias em 2021.

 

Tal como na primeira etapa, Bennett demonstrou não só ser o mais forte dos sprinters no sul do país, como um dos que em melhor forma está esta temporada. Reforçou ainda a liderança da classificação dos pontos, mantendo a Camisola Verde Crédito Agrícola.

 

A Deceuninck-Quick-Step foi de tal maneira dominadora na preparação dos metros finais, que até viu Michael Morkov, um dos lançadores por excelência do pelotão, não só a trabalhar para Bennett, como depois a fazer terceiro. Danny van Poppel (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux) foi novamente segundo.

 

“Foi um dia mais difícil do que o esperado, sobretudo, pelo calor. Na semana passada treinava à chuva, com sete e oito graus e, por isso, não me senti muito bem ao longo da etapa. Na verdade, mesmo tendo competido no UAE Tour esta foi a primeira corrida do ano com calor a sério”, referiu Bennett. Quanto ao sprint: “A aproximação à meta foi bastante rápida. As restantes equipas entraram com os seus líderes bem posicionados na última curva, não estava na posição ideal, mas o arranque do Michael [Morkov] abriu o espaço necessário e lançou-me para o sprint. É uma vitória importante mas devo-a aos meus colegas.”

 

Rui Oliveira e Iúri Leitão repetiram o top dez, mas desta feita o ciclista da UAE Team Emirates foi o melhor português (oitavo), com o da Tavfer-Measindot-Mortágua e ser nono.

 

A primeira hora de corrida, após a partida de Faro, foi feita a 46,4 quilómetros/hora! Depois o ritmo baixou um pouco, mas claramente a vontade era de não reduzir em demasia, não permitindo muitos momentos de relaxamento no pelotão. Ao quilómetro 17, um quarteto iniciou a fuga do dia, com Jetse Bol (Burgos-BH), Julen Irizar (Euskaltel-Euskadi), Javier Moreno (Efapel) e Henrique Casimiro (Kelly-Simoldes-UDO) a distribuírem entre eles as metas volantes e as duas classificações da montanha, até serem apanhados a 11 quilómetros da meta.

 

Moreno ganhou na Portela da Corcha, com Casimiro a ser primeiro no Cachopo. Ambas as subidas eram de terceira categoria. Porém, João Rodrigues (W52-FC Porto), manteve a Camisola Azul Lusíadas.

 

A Ineos Grenadiers controlou a distância para a fuga – afinal a liderança da Volta ao Algarve é sua através de Ethan Hayter -, que chegou a rondar os cinco minutos, mas com a Deceuninck-QuickStep e a Bora-Hansgrohe a ajudar, a pensar na preparação do sprint para Sam Bennett e Pascal Ackermann (quinto em Tavira), respetivamente.

 

Já nos últimos quilómetros, uma queda assustou o pelotão, com Iván Ramiro Sosa, que está a nove segundos do companheiro de equipa na geral, e Luís Fernandes (Rádio Popular-Boavista), a 35 segundos, a ficarem envolvidos, mas continuam no top dez.

 

“Foi relaxado durante grande parte do dia mas nem por isso foi fácil. A parte final foi acelerada, havia vento de frente e uma tensão constante de estar com os primeiros e evitar alguma queda. Salvámos o dia, não perdemos tempo, por isso está tudo bem. Amanhã veremos como será o contrarrelógio. O plano é simplesmente ir o mais depressa possível”, afirmou o líder da geral, Ethan Hayter.

 

Este sábado é dia de contrarrelógio, antes da subida ao Malhão, no domingo. O tradicional percurso de Lagoa (20,3 quilómetros), irá testar quem ambiciona a vitória na geral. O Camisola Amarela Turismo do Algarve, Ethan Hayter, João Rodrigues e Jonathan Lastra (Caja Rural) têm o mesmo tempo na geral. E entre o primeiro e o 19.º, Sean Quinn (Hagens Berman Axeon) – detentor da Camisola Branca IPDJ – são 48 segundos.

 

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4ª Etapa: Lagoa -> Lagoa (20.3 kms)

 

Dia de recordes em Lagoa e com a luta pela camisola amarela ao rubro. Ethan Hayter (Ineos Grenadiers) caiu no contrarrelógio de Lagoa, mas ainda assim conseguiu não só manter a camisola amarela, como ganhou 12 segundos a João Rodrigues (W52-FC Porto). Já Kasper Asgreen foi perfeito e assim tinha de ser, pois antes dele já dois ciclistas tinham batido o recorde deste percurso. O dinamarquês aumentou para três as vitórias da Deceuninck-QuickStep na Volta ao Algarve em quatro etapas e reentrou nas contas da geral.

 

Antes dos que ambicionam a Camisola Amarela Turismo do Algarve entrarem em ação, o contrarrelógio de Lagoa assistiu a duas exibições de dois dos melhores ciclistas dos respectivos países. Primeiro foi Benjamin Thomas (Groupama-FDJ) a mostrar porque era um dos favoritos à vitória. O francês cumpriu os 20,3 quilómetros em 24:01 minutos, batendo assim o recorde de Remco Evenepoel, estabelecido em 2020, no dia em que garantiu a conquista da Volta ao Algarve (24:07).

 

Se o tempo de Thomas colocava em sentido outros pretendentes ao triunfo, Rafael Reis demonstrou porque é um dos melhores contrarrelogistas portugueses. O ciclista da Efapel revelou estar em boa forma na sua especialidade e estabeleceu a marca de 23:55. Num dia em que o vento fez-se sentir, Reis acabou por não conseguir vencer a etapa, mas porque em prova está um Kasper Asgreen que bem tinha avisado que estava em Lagoa para ganhar (23:52).

 

O detentor dos títulos nacionais dinamarqueses, tanto de contrarrelógio, como de prova em linha, é um dos grandes destaques do World Tour em 2021, principalmente pela vitória no monumento da Volta a Flandres. Mas para Asgreen, o triunfo e a nova marca mais rápida em Lagoa também significou a reentrada na luta pela camisola amarela.

 

“Este é um contrarrelógio de força, de potência, mas no qual é muito difícil encontrar um bom ritmo, porque há muitas curvas, é muito técnico e realmente faz a diferença reconhecer o percurso. Tive a sorte de termos estado aqui em estágio por várias vezes nos últimos anos e apesar de correr pela primeira vez a Volta ao Algarve conhecia muito bem o percurso. Tive um bom feedback dos meus colegas que fizeram primeiramente a prova e optei, na segunda metade, por acelerar a fundo e, sinceramente, acho que foi aí que ganhei”, referiu o vencedor do dia.

 

E acrescentou: “Informaram-me que o Benjamim Thomas tinha o melhor tempo do percurso e quando bati o seu registo sabia que tinha agora o recorde deste contrarrelógio. Mais importante, no entanto, foi ter salvaguardado o longo historial de vitórias da equipa nesta especialidade e conseguir mais um triunfo aqui no Algarve.”

 

Saltou para o terceiro lugar, a 21 segundos de Ethan Hayter. Começou o dia a 1:23 minutos. O ciclista da Ineos Grenadiers estava a realizar um bom contrarrelógio, até que sofreu uma queda que o deixou maltratado do lado esquerdo do corpo. Apesar do tempo perdido, pois ainda teve de mudar de bicicleta, Hayter mostrou o seu caráter, e deu tudo para minimizar possíveis perdas. No final, a primeira parte muito boa do seu contrarrelógio acabou por ter a sua influência.

 

Apesar de João Rodrigues (W52-FC Porto) também ter feito um bom esforço individual, irá para a derradeira etapa – que terminará no Malhão – com segundos para recuperar, depois de ter começado o dia com o mesmo tempo, tal como Jonathan Lastra (Caja Rural), que desceu para a quinta posição, a 42 segundos de Hayter.

 

Outro ciclista a beneficiar de um bom contrarrelógio foi o francês da Arkéa Samsic, Thibault Guernalec, que ao ser quarto na etapa, ocupa agora a mesma posição na geral, a 22 segundos.

 

O Camisola Branca IPDJ, Sean Quinn, também saiu de Lagoa satisfeito. Não só manteve a liderança da juventude, como é agora nono na geral, a 1:37 minutos. Uma boa semana para o jovem americano em Portugal, que no domingo passado venceu a Clássica da Arrábida.

 

Sam Bennett (Deceuninck-QuickStep) tem a Camisola Verde Crédito Agrícola, dos pontos, virtualmente garantida depois das duas vitórias ao sprint em Portimão e Tavira. João Rodrigues veste a Camisola Azul Lusíadas, da montanha.

 

Com a geral em aberto, o pelotão irá este domingo enfrentar a subida do Malhão, que só será feita uma vez nesta 47ª edição da Volta ao Algarve. Etapa curta (170,1 quilómetros), com início em Albufeira, e que terá muito sobe e desce. Só na fase final do dia, os ciclistas terão uma sucessão de subidas exigentes, antes da escalada do Malhão (2,6 quilómetros com inclinação média de 9,2%). As restantes subidas estão colocadas em Vermelhos (3,2 km a 5,9%, a 43,1 km da chegada), Ameixeiras (1 km a 14%, a 32,2 km da meta) e Alte (2,1 km a 5%, a 14 km do final).

 

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Etapa 5: Albufeira -> Malhão (Loulé) (170.1 kms)

 

João Rodrigues venceu a Volta ao Algarve, com um ataque no Malhão que Ethan Hayter não conseguiu responder, entregando a Camisola Amarela Turismo do Algarve ao ciclista da W52-FC Porto. O algarvio foi novamente segundo numa etapa de montanha, mas desta feita foi mais do que suficiente para colocar um nome português na lista de vencedores da corrida, algo que não acontecia há 15 anos.

 

João Rodrigues sucede a Remco Evenepoel (Deceuninck-QuickStep) e Tadej Pogacar (UAE Team Emirates), numa Volta ao Algarve que tem sido dominada pelas grandes equipas estrangeiras. A Ineos Grenadiers bem tentou que Ethan Hayter fosse mais um dos seus corredores a ganhar a corrida, protegendo ao máximo o seu líder, enquanto Kasper Asgreen ambicionou dar uma segunda vitória consecutiva à Deceuninck-QuickStep. Porém, a W52-FC Porto esteve atenta os adversários durante grande parte da etapa e dominou na subida ao Malhão. A etapa foi ganha por Élie Gesbert (Arkéa Samsic).

 

“É uma alegria imensa, uma grande vitória, foi algo magnífico que acabamos de fazer. Esta vitória deu muito trabalho e agora é a parte de desfrutarmos deste esforço. É uma vitória do coletivo, eu apenas consegui rematar da melhor forma possível e melhor presente não podia dar à minha equipa”, afirmou João Rodrigues.

 

“Ganhar em casa é sempre magnifico, tenho cá a minha família e amigos. Não foram cinco etapas perfeitas, mas conseguimos rematar da melhor forma no dia mais importante. A equipa esteve muito bem, o Amaro fez um trabalho espetacular e, por isso, é que estamos aqui a celebrar. Estamos de parabéns. Não nos interessava discutir qualquer outra posição que não o primeiro lugar por isso iríamos atacar”, acrescentou.

 

O sucesso português na 47ª edição da Volta ao Algarve não ficou por aqui. Luís Fernandes conquistou a classificação da montanha, vestindo assim a Camisola Azul Lusíadas, enquanto a W52-FC Porto foi a melhor equipa.

 

O ciclista da Rádio Popular-Boavista integrou a fuga de 13 ciclistas que animou a etapa: Ryan Gibbons (UAE Team Emirates), Oliver Naesen (AG2R Citroën Team), Pascal Ackermann e Michael Schwarzmann (Bora-Hansgrohe), Sam Bennett e Michael Morkov (Deceuninck-Quick-Step), Danny van Poppel (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux), Héctor Sáez (Caja Rural-Seguros RGA), Mauro Finetto (Delko), Joan Bou (Euskaltel-Euskadi), Benjamin Thomas (Groupama-FDJ), Luís Fernandes (Rádio Popular-Boavista) e Pedro Pinto (Tavfer-Measindot-Mortágua).

 

Nas duas primeiras subidas de terceira categoria, Picota e Barranco do Velho, Luís Fernandes somou a pontuação máxima, aposta que acabaria por ser compensada com a vitória nessa classificação.

 

A primeira hora de corrida foi feita a grande velocidade, 47,8 quilómetros/hora, tendo reduzido um pouco depois, mas ainda assim houve pressa de decidir o vencedor da Volta ao Algarve. Ajudou a etapa ser curta: 170,1 quilómetros, ainda que o acumulado fosse de 3280 metros.

 

Com a fuga controlada, Kasper Asgreen abriu as hostilidades entre os principais candidatos a 15 quilómetros da meta. Beneficiou pouco depois da ajuda de Morkov e Bennett que estavam na fuga, mas o dinamarquês acabou por não conseguir o objectivo de vencer a corrida. Já Sam Bennett confirmou ser o dono da Camisola Verde Crédito Agrícola. O irlandês venceu as etapas ao sprint de Portimão e Tavira.

 

Asgreen – o mais forte no contrarrelógio em Lagoa – foi quem ainda tentou responder aos esticões da W52-FC Porto já no Malhão, com Hayter a ceder a dois quilómetros da meta. A queda no contrarrelógio deixou marcas no jovem britânico, que ficou em segundo na geral, a nove segundos de Rodrigues. Asgreen fechou o pódio, a 28 segundos.

 

Na juventude, a estadia da Hagens Berman Axeon em Portugal foi de sucesso. Há uma semana Sean Quinn venceu a Clássica da Arrábida e agora vestiu a Camisola Branca IPDJ, símbolo do melhor jovem na Volta ao Algarve.

 

Élie Gesbert deu a terceira vitória da época à Arkéa Samsic ao vencer no Malhão: “Foi uma etapa disputada a alta velocidade desde a partida. Sentia-me bem hoje e já conhecia a chegada e acreditavamos que poderíamos discutir a etapa. Nos momentos decisivos tomámos as rédeas da corrida e a vitória sorriu-nos na chegada.”

 

Classificação completa etapa 5 clique aqui

 

Fonte: Volta Algarve

23
Fev20

3375: Volta ao Algarve 2020 - Classificação Geral

Tempo no Algarve

1ª Etapa: Portimão - Lagos (195.6 kms)

 

O campeão da Holanda de fundo, Fabio Jakobsen (Deceuninck-Quick-Step), ganhou hoje a primeira etapa da 46.ª Volta ao Algarve Cofidis, uma viagem de 195,6 quilómetros, entre Portimão e Lagos.
 
 
A tirada teve animação logo desde o quilómetro 5, quando um trio resolveu partir à aventura. Diego López (Fundación-Orbea), Alvaro Trueba (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel) e Pedro Paulinho (Efapel) foram os primeiros fugitivos desta edição da corrida, mas o pelotão manteve-os sempre a uma distância controlável. O corredor da equipa basca aproveitou a iniciativa para garantir a subida ao pódio como dono da Camisola Azul Lusíadas, de melhor trepador.
 
 
O trabalho das equipas com interesse numa chegada ao sprint acabou com a fuga a 32 quilómetros do final. Quando se esperava uma aproximação calma a Lagos, alguns nomes grandes do pelotão tentaram movimentar a corrida. Philippe Gilbert e Tim Wellens (Lotto Soudal), Remco Evevenpoel (Deceuninck-Quick-Step) e Vincenzo Nibali (Trek-Segafredo) estiveram entre os atacantes, mas o pelotão conseguiu chegar compacto a Lagos.
 
 
No sprint perante milhares de espectadores, Fabio Jakobsen venceu pelo segundo ano consecutivo em Lagos, beneficiando de uma melhor leitura de corrida do que os rivais. O holandês protelou o arranque final para perto do risco de chegada e quando “disparou” não deu a menor hipótese à forte concorrência. Nas posições imediatas, com as mesmas 4h55m37s do vencedor, colocou-se um desfile de estrelas do sprint mundial, Elia Viviani (Cofidis), Matteo Trentin (CCC Team) e Alexander Kristoff (UAE Team Emirates).
 
 
Fabio Jakobsen é o dono da Camisola Amarela Visit Algarve, comandando a geral individual, com o mesmo tempo do restante pelotão. O holandês é também o proprietário da Camisola Vermelha Cofidis, da classificação geral por pontos. O melhor jovem, portador da Camisola Branca IPDJ, é o colombiano Juan Fernando Calle (Caja Rural-Seguros RGA). A Israel Start-Up Nation está no topo da geral coletiva.
 
 
“A corrida não foi a mais dura, mas quando Tim Wellens atacou, esforcei-me para me manter no grupo. Nos últimos 20 quilómetros, o ritmo nunca desceu e fiquei contente por a equipa me ter colocado numa boa posição aqui em Lagos. Os últimos 700 metros foram em linha reta e sabia que se me sentisse bem poderia ganhar. Eu adoro Lagos e estou feliz com esta vitória. Sexta-feira haverá, provavelmente, outra chegada ao sprint. Na equipa temos alguns corredores para as etapas de montanha e claro que o Remco [Evenpoel], com o contrarelógio, vai tentar fazer uma boa classificação geral”, afirmou Fabio Jakobsen após a etapa.
 
 
As primeiras decisões na luta pela classificação geral são esperadas para esta quinta-feira, dia da segunda etapa, 183,9 quilómetros, entre Sagres (12h10) e o alto da Fóia (17h00). Os 7,5 quilómetros da subida final, de primeira categoria, são antecedidos pelos prémios de montanha de Marmelete (3.ª cat., km 48,9, 13h29), Alferce (3.ª cat., km 162,3, 16h11) e Pomba (2.ª cat. Km 170,2, 16h23). O encadeamento da Pomba com a Fóia poderá ser um convite a ataques de longe, visando distanciar os contrarrelogistas.
 
 
Além dos prémios de montanha, a segunda etapa será animada pelas metas volantes de Aljezur (km 41,6, 13h19) e Monchique (km 176, 16h31).
 
 

Classificação geral:

  1. Fábio Jakobsen (Deceuninck-Quick Step) 4h35.37
  2. Elia Viviani (Cofidis) m.t.
  3. Matteo Trentin (CCC) m.t.
  4. Alexander Kristoff (UAE Team-Emirate) m.t.
  5. Jon Aberasturi Izaga (Caja Rural) m.t.
  6. Cees Bol (Sunweb) m.t.
  7. Roger Kluge (Lotto Soudal) m.t.
  8. David Cimolai (Israel Start-Up Nation) m.t.
  9. Daniel Hoelgaard (Uno-X)
  10. Edward Theuns (Trek-Segafredo) m.t.

 

2ª Etapa: Sagres - Alto da Fóia (183.9 Kms)

 

O belga Remco Evenepoel (Deceuninck-Quick-Step) conquistou hoje a Camisola Amarela da 46.ª Volta ao Algarve Cofidis, depois de triunfar na segunda etapa, 183,9 quilómetros, entre Sagres e o alto da Fóia, onde a meta coincidia com um prémio de montanha de primeira categoria.

 

O prodígio, 20 anos, fez uma corrida perfeita, auxiliado, nos momentos decisivos, pelo jovem português João Almeida, que impôs o ritmo no grupo dos favoritos nos derradeiros dois quilómetros, garantindo que o chefe-de-fila tivesse condições para atacar com a meta à vista.

 

Depois de a UAE Team Emirates ter imposto um ritmo forte e de a Astana Pro Team ter tentado partir do grupo dos candidatos, Simon Geschke (CCC Team) desferiu um ataque a 2500 metros da chegada, anulado por João Almeida. O corredor das Caldas da Rainha manteve uma pedalada forte, impedindo novas movimentações, até que, a 300 metros do fim, Remco Evenepoel atacou para a vitória.

 

O belga cortou o risco com 4h46m38s, batendo por uma nesga o campeão da Alemanha de fundo Maximilian Schachmann (Bora-hansgrohe), que recuperou e quase conseguia vencer a tirada. O terceiro, a 2 segundos, foi o irlandês Daniel Martin (Israel Start-Up Nation).

 

Tal como se desejava, para manter o interesse da corrida até final, a luta pela Camisola Amarela Visit Algarve será acesa, com pouco mais de meio minuto a separar o primeiro do 15.º da geral. No topo está Remco Evenepoel, com o mesmo tempo de Maximilian Schachmann. Rui Costa (UAE Team Emirates), quarto na etapa, é o terceiro da geral, a 2 segundos do comandante, tal como Daniel Martin e Tim Wellens (Lotto Soudal), quarto e quinto, respetivamente.

 

Além da camisola amarela, Remco Evenepoel é dono da Camisola Branca IPDJ, de melhor jovem, e da Camisola Azul Lusíadas, de melhor trepador. Fabio Jakobsen (Deceuninck-Quick-Step) segurou a Camisola Vermelha Cofidis, dos pontos. Por equipas comanda a Astana Pro Team.

 

“Sabíamos que os últimos 1500 metros da subida poderiam ser decisivos, por causa do vento, e por isso a nossa missão era aguentar o ritmo da subida e procurar, na parte final, uma oportunidade para atacar. A equipa protegeu-me bem, o meu colega João Almeida deixou-me em boa posição e ataquei confiante nos últimos 300 metros. Vencer deixa-nos felizes mas, na vida, há coisas mais importantes. O filho do meu colega de equipa Nikolas Maes morreu recentemente e, por isso, a minha vitória é-lhe inteiramente dedicada. A nossa equipa está unida e é solidária. A corrida amanhã tem nova oportunidade para o Fabio Jakobsen e esse é agora o nosso próximo objetivo antes do Malhão e do contrarrelógio final”, descreve Remco Evenepoel.

 

Antes das decisões na montanha, mostraram-se Michael Schar (CCC Team), Casper Pedersen (Team Sunweb) e Dries de Bondt (Alpecin-Fenix), que formaram a fuga do dia, logo ao quilómetro 12. O pelotão deu-lhes rédea curta, não deixando a diferença chegar aos três minutos.

 

A W52-FC Porto foi a responsável pelo ritmo do grupo ao longo da maior parte da jornada, mas a UAE Team Emirates assumiu a perseguição, com uma pedalada mais rija, à entrada dos 40 quilómetros finais, deixando claro que a fuga estaria condenada, o que se confirmaria a 20 quilómetros da meta.

 

A UAE Team Emirates prosseguiu o endurecimento na subida de Pomba, curta, mas muito inclinada, reduzindo drasticamente o pelotão, fazendo a primeira seleção para o espectáculo que se veria na escalada ao ponto mais alto do Algarve.

 

Após a montanha, amanhã espera-se que o protagonismo regresse aos velocistas, na viagem mais longa da corrida. A terceira etapa vai ligar Faro (11h50) a Tavira (17h00, ao longo de 201,9 quilómetros. Os corredores vão encontrar metas volantes em São Brás de Alportel (km 18,4, 12h31), Alcoutim (km 64,9, 15h20) e Vila Nova de Cacela (km 190, 16h36) e dois prémios de montanha de terceira categoria, Portela da Corcha (63,4, 13h35) e Cachopo (km 78,3, 13h56).

 

Classificação da 2.ª etapa - top-10:
 1. Remco Evenepoel, Bel (Deceuninck-QuickStep), 4:46.38 horas. 
 2. Maximilian Schachmann, Ale (Bora-hansgrohe), m.t.
 3. Daniel Martin, Irl (Israel Start-Up Nation), a 02 segundos
 4. Rui Costa, Por (UAE Emirates), m.t.
 5. Tim Wellens, Bel (Lotto Soudal), m.t.
 6. Miguel Angel López, Col (Astana), a 05
 7. Frederico Figueiredo, Por (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel), a 08
 8. Vincenzo Nibali, Ita (Trek-Segafredo), m.t.
 9. Bauke Mollema, Hol (Trek-Segafredo), m.t.
10. Amaro Antunes, Por (W52-FC Porto), m.t.
 

Classificação geral:
 1. Remco Evenepoel, Bel (Deceuninck-QuickStep), 9:42.15 horas. 
 2. Maximilian Schachmann, Ale (Bora-hansgrohe), m.t.
 3. Rui Costa, Por (UAE Emirates), a 02 segundos
 4. Daniel Martin, Irl (Israel Start-Up Nation), m.t.
 5. Tim Wellens, Bel (Lotto Soudal), m.t.
 6. Miguel Angel López, Col (Astana), a 05
 7. Amaro Antunes, Por (W52-FC Porto), a 08
 8. Vincenzo Nibali, Ita (Trek-Segafredo), m.t.
 9. Bauke Mollema, Hol (Trek-Segafredo), m.t.
10. Frederico Figueiredo, Por (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel), m.t.

 

3ª Etapa: Faro - Tavira (201.9 kms)

 

O holandês Cees Bol (Team Sunweb) ganhou hoje a terceira etapa da 46.ª Volta ao Algarve Cofidis, impondo-se com um sprint poderoso, ao fim de 201,9 quilómetros, entre Faro e Tavira. O belga Remco Evenepoel (Deceuninck-Quick-Step) mantém a Camisola Amarela Visit Algarve.
 
 
Na etapa mais longa da competição, Gotzon Martín (Fundación-Orbea), Aleksandr Grigorev (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel) e Tiago Antunes (Efapel) não demonstraram medo da distância e saíram do pelotão com apenas 3 quilómetros percorridos. O pelotão autorizou aos três o papel de animadores da tirada, mas manteve-os a uma distância recuperável. O fim da aventura aconteceria a 19 quilómetros da chegada.
 
 
Cumpriu-se o guião esperado. Os milhares de espectadores que se colocaram na reta da meta assistiram a um empolgante sprint. Cees Bol não deu a menor hipótese à concorrência. Foi o primeiro a arrancar, a 200 metros da meta, e não permitiu que os rivais lhe retirassem o triunfo.
 
 
O velocista da Team Sunweb cortou a meta com 5h00m51s, relegando o italiano Sacha Modolo (Alpecin-Fenix) para a segunda posição e o holandês Fabio Jakobsen (Deceuninck-Quick-Step) para o terceiro posto.
 
 
“Estou super feliz com esta vitória. Vencer aqui era um objetivo da equipa. Assumimos a corrida na parte final e os meus colegas da Team Sunweb foram excecionais a colocarem-me numa boa posição para o sprint. Não foi uma etapa stressante, antes pelo contrário, até deu para aproveitar o sol. É a minha primeira corrida do ano e vencer dá-me confiança para os próximos objetivos. Na próxima semana correrei a Kuurne-Bruxelles-Kurne e, por isso, ganhar aqui é um sinal de que me encontro bem”, afirmou o vencedor do dia.
 
 
Foi uma jornada de transição na luta pela classificação geral. Remco Evenepoel continua a vestir a Camisola Amarela Visit Algarve, sendo seguido pelo alemão Maximilian Schachmann (Bora-hansgrohe), com o mesmo tempo. O irlandês Daniel Martin (Israel Start-Up Nation) é o terceiro, a 2 segundos, a mesma desvantagem registada por Rui Costa (UAE Team Emirates), quarto, e Tim Wellens (Lotto Soudal), quinto.
 
 
Remco Evenepoel é também o dono das Camisolas Azul Lusíadas, da montanha, e Branca IPDJ, da juventude. O colega de equipa Fabio Jakobsen veste a Camisola Vermelha Cofidis, dos pontos. A única classificação que escapa à Deceuninck-Quick-Step é a coletiva, encimada pela Astana Pro Team.
 
 
“Foi um dia para sprinters, por isso, não foi decisivo para mim. Era importante preservar a camisola amarela e tentar colocar o Fabio [Jakobsen] para discutir a etapa. Na parte final, nos últimos três quilómetros, optei por não correr riscos e preservei-me no pelotão. Amanhã, no Malhão, a corrida será diferente e apenas teremos que defender a camisola. Nenhum dos rivais da classificação geral poderá fugir, essa será a nossa tarefa: defender a liderança”, antecipa o primeiro da geral.
 
 
A quarta etapa, a disputar neste sábado, será a melhor oportunidade para tentar destronar Remco Evenepoel do topo da classificação geral. A tirada, com 169,7 quilómetros, entre Albufeira e o alto do Malhão, no concelho de Loulé, é o ensejo para os trepadores distanciarem Evenepoel, campeão europeu de contrarrelógio.
 
 
A viagem começa, na Câmara de Albufeira, às 12h30, prevendo-se que termine cerca das 17h00, na icónica montanha de segunda categoria. Antes da subida decisiva, os corredores vão ultrapassar as subidas de terceira categoria na Picota (km 66, 14h14), do Barranco do Velho (km 104, 15h08), e Alte (km 132,2, 15h48). A primeira passagem no Malhão, a 24 quilómetros do fim, acontece às 16h08.
 
 

Classificação da 3.ª etapa:

 1. Cees Bol, Hol (Sunweb), 5:00.51 horas. 
 2. Sacha Modolo, Ita (Alpecin-Fenix), m.t.
 3. Fabio Jakobsen, Hol (Deceuninck-QuickStep), m.t.
 4. Alexander Kristoff, Nor (UAE Emirates), m.t.
 5. Daniel Hoelgaard, Nor (Uno-X Norwegian), m.t.
 6. Ryan Mullen, Irl (Trek-Segafredo), m.t.
 7. Elia Viviani, Ita (Cofidis), m.t.
 8. Roger Kluge, Ale (Lotto Soudal), m.t.
 9. Jon Aberasturi, Esp (Caja Rural), m.t.
10. Tom Devriendt, Bel (Circus-Wanty Gobert), m.t.

 

- Classificação geral:


 1. Remco Evenepoel, Bel (Deceuninck-QuickStep), 14:43.06 horas. 
 2. Maximilian Schachmann, Ale (Bora-hansgrohe), m.t.
 3. Daniel Martin, Irl (Israel Start-Up Nation), a 02 segundos.
 4. Rui Costa, Por (UAE Emirates), m.t.
 5. Tim Wellens, Bel (Lotto Soudal), m.t.
 6. Miguel Angel López, Col (Astana), a 05
 7. Amaro Antunes, Por (W52-FC Porto), a 08
 8. Vincenzo Nibali, Ita (Trek-Segafredo), m.t.
 9. Bauke Mollema, Hol (Trek-Segafredo), m.t.
10. Frederico Figueiredo, Por (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel), m.t.

 

4ª Etapa: Albufeira - Alto do Malhão (169.7 kms)

 

O colombiano Miguel Ángel López (Astana Pro Team) conquistou hoje a quarta etapa da 46.ª Volta ao Algarve Cofidis, no alto do Malhão, Loulé, depois de percorridos 169,7 quilómetros, desde Albufeira. O belga Remco Evenepoel (Deceuninck-Quick-Step) resistiu às investidas dos adversários e manteve a Camisola Amarela Visit Algarve, em igualdade de tempo com Daniel Martin (Israel Start-Up Nation) e Maximilian Schachmann (Bora-hansgrohe), segundo e terceiro, respetivamente.

 

A esperada etapa do Malhão não desiludiu, proporcionando emoção e espectáculo aos milhares de espetadores que se espalharam pela montanha louletana. Um grupo com cerca de 30 unidades entrou na subida final, durante a qual se sucederam os esticões. Até aos 500 metros finais nenhuma iniciativa resultou, mas, nessa altura, Miguel Ángel López fez o ataque decisivo.

 

O colombiano arrancou com confiança. O irlandês Daniel Martin tentou responder, mas o melhor que conseguiu foi a segunda posição, a 2 segundos. Remco Evenepoel sofreu para chegar no terceiro lugar, a 4 segundos do vencedor.

 

“Tive boas sensações na subida do segundo dia [Fóia] e contava estar bem para discutir esta etapa, apesar de ser a minha primeira corrida da temporada. Estou satisfeito com a vitória e quero dedicá-la à minha família. Os meus companheiros de equipa protegeram-me do vento durante toda a etapa e conseguiram posicionar-me bem à entrada da subida final. Ataquei de longe para me isolar e consegui uma vantagem importante que foi suficiente para ganhar. O triunfo aqui é um sinal positivo. No contrarrelógio vou dar o meu melhor para uma boa classificação. Depois do Algarve os próximos objetivos serão o Paris-Nice e a Volta a Catalunha”, revelou o vencedor do dia.

 

Com estes resultados, a Volta ao Algarve Cofidis ficou ainda mais emocionante, chegando à última etapa com os três primeiros da classificação geral empatados em tempo. Remco Evenepoel, Daniel Martin e Maximilian Schachmann partirão sem diferenças para o exercício individual de Lagoa. Mas a concorrência também não está longe. Miguel Ángel López é quarto, a 1 segundo, Rui Costa (UAE Team Emirates) é quinto, a 3. Seguem-se Amaro Antunes (W52-FC Porto) e Bauke Mollema (Trek-Segafredo), a 18.

 

“Não foi um dia fácil, antes pelo contrário. A aproximação ao final foi algo nervosa, mas a minha missão era clara. Vigiar os adversários mais perigosos na classificação geral e conservar a camisola amarela. Perdi alguns segundos para o Miguel [Ángel López] o que me levará a encarar o contrarrelógio de amanhã ainda com mais motivação”, promete o chefe-de-fila da Deceuninck-Quick-Step.

 

Definidas parecem estar as classificações dos pontos e da juventude, com Remco Evenepoel a ser dono da Camisola Branca IPDJ e o colega de equipa Fabio Jakobsen a vestir a Camisola Vermelha Cofidis desde o primeiro dia.

 

A etapa assistiu também à luta pela Camisola Azul Lusíadas, de melhor trepador. Essa disputa aconteceu na fuga do dia, por intermédio de Tiago Antunes (Efapel) e Dries de Bondt, que saíram do pelotão ao quilómetro 12, na companhia de David González (Caja Rural-Seguros RGA), Tom Devriendt (Circus-Wanty Gobert), Daniel Hoelgaard (Uno-X Norwegian Development Team), Luís Mendonça (Efapel), Rafael Lourenço (Kelly-InOutBuild-UDO), Daniel Freitas (Miranda-Mortágua) e João Rodrigues (W52-FC Porto). O belga foi mais forte e só tem de concluir a última etapa para levar a Camisola Azul Lusíadas para casa.

 

O concelho de Lagoa recebe, neste domingo, o desfecho da 46.ª Volta ao Algarve Cofidis, sendo palco do contrarrelógio individual de 20,3 quilómetros, que determinará o vencedor de uma corrida emocionante e equilibrada como não há memória.

 

Top-10 da 4.ª etapa:

 

1. Miguel Angel Lopez (Astana) 4.16:25

2. Dan Martin (Israel Start-Up) +00:02

3. Remco Evenepoel (Deceuninck-Quick Step) +00:04

4. Maximilian Schachmann (Bora-Hansgrohe) m.t.         

5. Rui Costa (Team Emirates) +00:05

6. Simon Geschke (CCC) +00:14

7. Amaro Antunes (W52- FC Porto) m.t.              

8. Bauke Mollema (Trek-Segafredo) m.t.            

9. Jan Polanc (Team Emirates) +00:19

10. Tim Wellens (Lotto Soudal) +00:21

 

Classificação geral:

 

1. Remco Evenepoel (Deceuninck-Quick Step) 18.59:35

2. Daniel Martin (Israel Start-Up) m.t.

3. Maximilian Schachmann (Bora-Hansgrohe) m.t.

4. Miguel Angel Lopez Moreno (Astana) +00:01

5. Rui Costa (Team Emirates) +00:03

6. Amaro Antunes (W52/FC Porto) +00:18

7. Bauke Mollema (Trek-Segafredo) m.t.

8. Tim Wellens (Lotto Soudal) +00:19

9 .Simon Geschke (CCC) +00:24

10. Frederico Figueiredo (Atum General/Tavira/Maria Nova Hotel) +00:31

 

5ª Etapa: Lagoa - Lagoa (20.3 Kms)

 

O belga Remco Evenepoel (Deceuninck-Quick-Step) conquistou hoje a 46.ª Volta ao Algarve Cofidis, impondo-se no contrarrelógio final, um exercício de 20,3 quilómetros, disputado em Lagoa.

 

O corredor de 20 anos marcou o melhor registo de sempre neste percurso, técnico e a exigir potência para responder da melhor forma às contantes mudanças de ritmo provocadas pelas mudanças de direção.

 

O belga pedalou à média de 50,504 km/h para fechar os 20,3 quilómetros em 24m07s – o anterior melhor tempo era de 24m09s e foi estabelecido por Geraint Thomas, em 2018. O segundo na etapa de hoje foi o campeão mundial da especialidade, Rohan Dennis (Team INEOS), a 10 segundos do vencedor. O vencedor do contrarrelógio do ano passado, o suíço Stefan Küng (Groupama-FDJ), fechou o pódio da jornada, a 19 segundos.

 

A corrida chegou equilibrada ao último dia, mas a chamada “prova da verdade” colocou todos no seu lugar. Remco Evenepoel sagrou-se, assim, o vencedor indiscutível da 46.ª Volta ao Algarve Cofidis, sucedendo a outro jovem prodígio, Tadej Pogačar, no palmarés da corrida.

 

Remco Evenepoel concluiu os cinco dias de corrida em 19h23m42s, menos 38 segundos do que o alemão Maximilian Schachmann (Bora-hansgrohe) e menos 39 do que o colombiano Miguel Ángel López (Astana Pro Team), segundo e terceiro, respetivamente.

 

“Dei o máximo desde a partida. Foram 20 quilómetros de esforço, mas tendo reconhecido o percurso, sabia de antemão os pontos nos quais poderia recuperar. A minha técnica com a bicicleta de contrarrelógio é bastante boa e arrisquei bastante a curvar, o percurso era muito técnico. Segundo me disse o meu colega de equipa Yves Lampaert também estava mais vento do que no ano passado. Estou feliz, é um sonho bater o campeão do mundo. Gostei de correr no Algarve, a meteorologia é agradável, as estradas são excelentes e tivemos ainda dois dias importante de esforço na montanha”, salientou Evenepoel.

 

Rui Costa (UAE Team Emirates), quarto classificado, a 56 segundos do vencedor, foi o melhor português na classificação geral. Mais dois corredores nacionais conseguiram fechar dentro dos dez melhores, João Almeida (Deceuninck-Quick-Step), nono, a 1m40s, e Amaro Antunes (W52-FC Porto), décimo, a 1m57s.

 

Remco Evenepoel também ganhou a Camisola Branca IPDJ de melhor jovem. Fabio Jakobsen (Deceuninck-Quick-Step) conquistou a Camisola Vermelha Cofidis, dos pontos, e Dries de Bondt (Alpecin-Fenix) leva para casa a Camisola Azul Lusíadas, de rei da montanha. Por equipas impôs-se a Team INEOS.

 

Classificação da 5.ª etapa:

 1. Remco Evenepoel, Bel (Deceuninck-QuickStep), 24.07 minutos.

  (média: 50,504 km/h).

 2. Rohan Dennis, Aus (INEOS), a 10 segundos.

 3. Stefan Küng, Sui (Groupama-FDJ), a 19.

 4. Maximilian Schachmann, Ale (Bora-hansgrohe), a 38.

 5. Miguel Angel López, Col (Astana), m.t.

 6. Michal Kwiatkowski, Pol (INEOS), m.t.

 7. Patrick Bevin, Nlz (CCC), m.t.

 8. Yves Lampaert, Bel (Deceuninck-QuickStep), a 46.

 9. Nils Politt, Ale (Israel Start-Up Nation), a 47.

10. Mads Würtz Schmidt, Din (Israel Start-Up Nation), a 48.

 

Classificação geral final:

 1. Remco Evenepoel, Bel (Deceuninck-QuickStep), 19:23.42 horas.

 2. Maximilian Schachmann, Ale (Bora-hansgrohe), a 38 segundos.

 3. Miguel Angel López, Col (Astana), a 39.

 4. Rui Costa, Por (UAE Emirates), a 56.

 5. Tim Wellens, Bel (Lotto Soudal), a 1:17 minutos.

 6. Simon Geschke, Ale (CCC), a 1:18.

 7. Lennard Kämna, Ale (Bora-hansgrohe), a 1:26.

 8. Bauke Mollema, Hol (Trek-Segafredo), a 1:31.

 9. João Almeida, Por (Deceuninck-QuickStep), a 1:40.

10. Amaro Antunes, Por (W52-FC Porto), a 1:57.

 

Classificação por pontos:

 1. Fabio Jakobsen, Hol (Deceuninck-QuickStep), 41 pontos.

 2. Cees Bol, Hol (Sunweb), 33.

 3. Alexander Kristoff, Nor (UAE Emirates), 26.

 

Classificação da montanha:

 1. Dries de Bondt, Bel (Alpecin-Fenix), 17 pontos.

 2. Remco Evenepoel, Bel (Deceuninck-QuickStep), 15.

 3. Tiago Antunes, Por (Efapel), 14.

 

Classificação da juventude:

 1. Remco Evenepoel, Bel (Deceuninck-QuickStep).

 2. João Almeida, Por (Deceuninck-QuickStep).

 3. Ilan van Wilder, Bel (Sunweb).

 

Classificação por equipas:

 1. INEOS, GB, 58:19.43

 2. UAE Emirates, EAU, a 25 segundos.

 3. CCC, Pol, a 1:51 minutos.

 

Fonte: Volta ao Algarve

24
Fev19

3172: Volta ao Algarve 2019 - Classificação Geral

Tempo no Algarve

1ª Etapa: Portimão - Lagos (199.1 kms)

 

O holandês Fabio Jakobsen (Deceuninck-Quick Step) venceu hoje a primeira etapa da 45.ª Volta ao Algarve, uma maratona de 199,1 quilómetros entre Portimão, Cidade Europeia do Desporto, e Lagos.
 
A etapa terminou, como se esperava, com uma disputa de homens rápidos, mas foi um despique entre um grupo reduzido, uma vez que o pelotão ficou “cortado” devido a uma queda coletiva a 7 quilómetros da chegada.
 
 
Na reta da meta, perante milhares de pessoas, Fabio Jakobsen demonstrou enorme superioridade sobre os rivais, alçando os braços ao fim de 4h52m59s de corrida. O francês Arnaud Démare (Groupama-FDJ) foi o segundo classificado e o campeão da Alemanha de fundo, Pascal Ackermann (Bora-hansgrohe) fechou o pódio da jornada.
 
 
Na ausência de bonificações, a classificação geral está ordenada da mesma forma que a da etapa. Entre os homens apontados como candidatos à geral final, conseguiram passar entre os 25 corredores com o tempo do vencedor Neilson Powless (Team Jumbo-Visma), Wouter Poels (Team Sky), Tadej Pogacar (UAE Team Emirates), Sam Oomen (Team Sunweb), Enric Mas (Deceuninck-Quick Step), David de la Cruz (Team Sky) e Marc Hirschi (Team Sunweb). Os restantes homens com pretensões já cederam mais de um minuto.
 
 
A fase inicial da viagem foi animada pelas equipas portuguesas. Ao quilómetro dois, saíram do pelotão Pedro Paulinho (Efapel), David Ribeiro e Marvin Scheulen (LA Alumínios-LA Sport), José Mendes (Sporting-Tavira) e Rafael Lourenço (UD Oliveirense/InOutBuild). David Ribeiro aproveitou a aventura para vestir a Camisola Azul Águas do Algarve, de rei da montanha.
 
 
“É um sentimento magnifico estar aqui no pódio de uma corrida com os melhores do mundo. Sabemos que devido ao valor deste pelotão defender esta camisola azul é é uma tarefa muito complicada, para não dizer impossível, por isso, vou desfrutar ao máximo esta conquista. É curioso pensar que, há uns meses, tinha marcado este dia para tentar brilhar e assim o comentei com os meus companheiros. Normalmente é o dia mais acessível para entrar na fuga do dia e consegui. Certamente os meus colegas de treino ficaram surpreendidos, mas eu tinha-os avisado”, refere David Ribeiro.
 
 
Quando este grupo fraquejou, destacaram-se dois homens da Efapel, Sérgio Paulinho e Antonio Angulo. A dupla foi controlada à distância pelo pelotão, que anulou a iniciativa a 23 quilómetros da meta.
 
A partir daí, as equipas dos sprinters assumiram a dianteira da corrida, mas uma queda numa zona de estrada larga complicou as contas, deixando a maior parte do pelotão para trás, uns corredores porque foram ao chão e outros porque a estrada ficou tapada pelos acidentados.
 
 
No sprint Fabio Jakobsen abriu a conta pessoal de 2019 com à vontade, vestindo também a Camisola Amarela Águas do Algarve e a Camisola Vermelha Cofidis, símbolo da liderança na classificação por pontos. O holandês é também o dono da Camisola Branca 120 Anos da FPC, que premeia o melhor jovem da competição.
 
 
“É sensacional vencer aqui no Algarve. É minha primeira corrida do ano, depois de muito treino no Inverno e diante do primeiro sprint da época nunca se sabe como está a nossa condição. A equipa revelou estar a um nível muito elevado e conseguiram colocar-me na melhor posição para lançar o meu sprint. Para mim, foi o momento crucial da corrida. Fizemos aqui um estágio há algumas semanas, treinamos na região e fizemos o reconhecimento desta chegada a Lagos. Cumprimos o primeiro objetivo da nossa presença na Volta ao Algarve e vencemos a primeira etapa, agora, na chegada a Tavira, no próximo sprint, queremos novamente discutir a vitória. Os últimos quilómetros foram rápidos. Houve luta pela melhor posição, enfrentamos uma subida ligeira, mas algo difícil, e deu-se uma queda importante. Felizmente não fomos afetados e espero que os que caíram estejam recuperados para amanhã”, salienta homem do dia.
 
 
A Volta ao Algarve chega, nesta quinta-feira, a um dos momentos fulcrais, a tirada com final no alto da Fóia, Monchique, ao fim de 187,4 quilómetros, a percorrer desde Almodôvar, de onde a caravana parte às 12h10. A chegada, coincidente com um prémio de montanha de primeira categoria, está marcada para as 17h00.
 
Classificação da etapa e geral - 10 primeiros:

  1. Fabio Jakobsen, Hol (Deceuninck-Quick Step), 4:52.59 horas
  2. Arnaud Démare, Fra (Groupama-FDJ), m.t.
  3. Pascal Ackermann, Ale (BORA-Hansgrohe), m.t.
  4. Simone Consonni, Ita (UAE Team Emirates), m.t.
  5. Jasper de Buyst, Bel (Lotto Soudal), m.t.
  6. Soren Kragh Andersen, Din (Sunweb), m.t.
  7. Edward Theuns, Bel (Trek-Segafredo), m.t.
  8. Jon Aberasturi, Esp (Caja Rural-Seguros RGA), m.t.
  9. Christophe Laporte, Fra (Cofidis), m.t.
 10. Neilson Powless, EUA (Jumbo-Visma), m.t.

 

2ª Etapa: Almodôvar - Fóia (187.4 Kms)

 

O esloveno Tadej Pogacar (UAE Team Emirates) é o novo comandante da Volta ao Algarve, graças ao triunfo na segunda etapa, que hoje ligou Almodôvar à Fóia, numa viagem de 187,4 quilómetros.


Os últimos 40 quilómetros da etapa foram espectaculares, com múltiplos ataques, mas foi a ofensiva de Pogacar, nas derradeiras centenas de metros, que decidiu a tirada. O vencedor da Volta a França do Futuro em 2018 triunfou perante o vento forte e gelado do ponto mais alto do Algarve, ao fim de 4h58m25s.


O grande favorito à conquista da Volta ao Algarve, o holandês Wouter Poels (Team Sky) foi o segundo a cruzar a meta, gastando mais 1 segundo do que Pogacar. O terceiro, a 3 segundos, foi o espanhol Enric Mas (Deceuninck-Quick Step), a 3 segundos do vencedor. A geral tem esta mesma ordenação, com iguais diferenças de tempo.


As movimentações mais sérias começaram na subida de segunda categoria para a Pomba, a 40 quilómetros do fim. Amaro Antunes e Riccardo Zoidl (CCC Team) isolaram-se e chegaram a ter dois minutos de vantagem sobre o pelotão. Em posição intermédia colocaram-se João Rodrigues e Raúl Alarcón (W52-FC Porto), Domingos Gonçalves (Caja Rural-Seguros RGA) e João Benta (Rádio Popular-Boavista).


Percebendo o perigo, a Team Sky e a Deceuninck-Quick Step impuseram um ritmo infernal no pelotão, acabando com a fuga dos dois homens da CCC Team a 16 quilómetros da chegada. A subida à Fóia fez-se segundo o ritmo de Tao Geogheghan Hart (Team Sky), que só largou a dianteira do grupo já perto do quilómetro final.


O algarvio Amaro Antunes voltou à carga e isolou-se nos derradeiros mil metros, mas Wouter Poels respondeu para tentar ganhar a etapa, sendo, no entanto, surpreendido pelo contra-ataque de Tadej Pogacar, que ficou dono de todas as camisolas, exceto da vermelha, ainda em posse de Fabio Jakobsen (Deceuninck-Quick Step).


A luta pela Camisola Amarela Turismo do Algarve está em aberto e o contrarrelógio desta sexta-feira, 20,3 quilómetros de esforço individual, em Lagoa, irá contribuir para definir melhor as candidaturas.


Tadej Pogacar, no comando, Wouter Poels, a 1 segundo, Enric Mas, a 3 segundos, Sam Oomen (Team Sunweb), a 5 segundos, e David de la Cruz (Team Sky), a 21 segundos, partem na dianteira. No entanto, os dotes de contrarrelogista do dinamarquês Soren Kragh Andersen (Team Sunweb), sexto, a 51 segundos, podem guindá-lo a uma posição mais favorável. Prejudicados pelo tempo perdido na queda da primeira etapa, os portugueses João Rodrigues (W52-FC Porto), sétimo, a 1m29s, e Amaro Antunes, oitavo, a 1m42s, estão um pouco mais afastados da perspetiva do pódio.


“Os meus colegas de equipa fizeram um excelente trabalho para me protegerem e na subida, no final, segui os ataques e nos últimos 100 metros, assumi o sprint e conseguir vencer. É a minha primeira vitória como profissional e conquistei-a aqui no Algarve. Amanhã é o contrarrelógio e todo o esforço dependerá de mim. Não sou um super especialista, mas darei o meu melhor e veremos como corre. A primeira estratégia da equipa era para o Fabio Aru, mas ontem ele perdeu tempo na queda, a equipa decidiu dar-me uma oportunidade para a classificação geral. Estou a fazer o meu melhor como ciclista profissional e daqui para a frente, espero que vejam mais de mim”, afirmou o jovem dono da camisola amarela.

 

Classificação da etapa:

 

1 Tadej Pogacar (UAE-Team Emirates) 04:58:25

2 Wout Poels (Team Sky) +01

3 Enric Mas (Deceuninck-Quick-Step) +03

4 Sam Oomen (Team Sunweb) +05

5 Amaro Antunes (CCC Team) +07

6 David De La Cruz (Team Sky) +21

7 João Rodrigues (W52 / FC Porto) +24

8 Simone Petilli (UAE-Team Emirates) +27

9 José Herrada (Cofidis, Solutions Crédito) +28

10 Michael Valgren (Team Dimension Data) +49

 

Classificação geral:


1. Tadej Pogacar (UAE-Team Emirates) 9:51:24
2. Wout Poels (Team Sky) +01
3. Enric Mas (Deceuninck-Quick-Step) +03
4. Sam Oomen (Team Sunweb) +5
5. David de la Cruz (Team Sky) +21

6. Soreh Kragh Andersen (Team Sunweb) +51

7. Joao Rodrigues (W52 / FC Porto) +1:29

8. Amaro Antunes (CCC Team) +1:42

9. Neilson Powless (Team Jumbo-Visma) +1:46

10. Marc Hirschi (Team Sunweb) m.t.

 

3ª Etapa: Lagoa - Lagoa (20.3 kms)

 

O suíço Stefan Küng (Groupama-FDJ) conquistou hoje a terceira etapa da Volta ao Algarve, um contrarrelógio de 20,3 quilómetros, em Lagoa. O esoloveno Tadej Pogačar (UAE Team Emirates) reforçou o comando da geral individual com o quinto posto na etapa.

A luta pela etapa foi emocionante, com os quatro primeiros a acabarem separados por menos de dez segundos. O campeão suíço de contrarrelógio, Stefan Küng foi o mais forte de todos, concluindo a exigente prova, num terreno ondulado, técnico e batido pelo vento, em 24m33s, à média de 49,613 km/h.

“Fiz este contrarrelógio na Volta ao Algarve do ano passado e isso deu-me alguma vantagem, pois conhecia o percurso e sabia onde fazer mais esforço. Tive um início algo conservador, mas, depois de estabelecer o meu ritmo, insisti e acabei por fazer a diferença no final. É a primeira corrida do ano e, por isso, é a primeira vez que nos comparamos com os outros. É uma altura de ajustes. Estou numa nova equipa e durante o Inverno trabalhamos bastante para ajustar todos os detalhes e por isso é muito positivo vencer neste primeiro teste”, explicou Stefan Küng.

O dinamarquês Søren Kragh Andersen (Team Sunweb) confirmou as expectativas de que estaria na discussão do contrarrelógio, conseguindo o segundo melhor tempo, apenas a 2 segundos do vencedor. O campeão belga de fundo, Yves Lampaert (Deceuninck-Quick Step) fechou o pódio da jornada, com mais 5 segundos do que o vencedor. A 8 segundos de Küng colocou-se o campeão irlandês de contrarrelógio, Ryan Müllen (Trek-Segafredo).

O esloveno Tadej Pogačar mostrou consistência para ser considerado o mais sério candidato à vitória na 45.ª Volta ao Algarve. Completou o contrarrelógio em 24m50s, no quinto posto, ganhando tempo a toda a concorrência direta na luta pela Camisola Amarela Turismo do Algarve.

Tadej Pogačar continua no topo da geral, mas agora com uma margem confortável de 31 segundos sobre Enric Mas (Deceuninck-Quick Step) e com 36 segundos à melhor sobre Søren Kragh Andersen, segundo e terceiro, respetivamente. A batalha pelo pódio prevê-se animada até às pedaladas finais, uma vez que há mais dois homens, ambos da Team Sky, a menos de um minuto do comandante, Wouter Poels, a 37 segundos, e David de la Cruz, a 57. Amaro Antunes (CCC Team), décimo da geral, a 2m43s, é o melhor português.

A Camisola Azul Águas do Algarve, de melhor trepador, e a Camisola Branca 120 Anos FPC, de melhor jovem, também são envergadas pelo esloveno Tadej Pogačar, de 20 anos.

“Estou muito satisfeito. Sentia-me confiante mas não esperava reforçar a liderança. Fiz um bom contrarrelógio, fui bem orientado no esforço pelo meu diretor desportivo e consegui um excelente resultado. Agora estou com a camisola amarela e com o apoio da minha equipa vamos tentar protegê-la até ao fim”, resumiu Tadej Pogačar.

O holandês Fabio Jakobsen (Deceuninck-Quick Step) continua em posse da Camisola Vermelha Cofidis, dos pontos. A Team Sunweb comanda por equipas.

A quarta etapa da Volta ao Algarve corre-se neste sábado. Prevê-se uma oportunidade para os sprinters, em Tavira, ao cabo dos 198,3 quilómetros, que se iniciam em Albufeira, às 12h00.

Rosa Mota pedala na Volta ao Algarve
O sábado velocipédico começa com a Volta ao Algarve Feminina, um passeio de 13 quilómetros, exclusivamente para mulheres, que se realiza em Albufeira, a partir das 9h30. A campeã olímpica Rosa Mota vai ser uma das participantes nesta iniciativa que tem como principal objetivo estimular a prática de atividade física pela população feminina. São esperadas cerca de cem participantes.

 

Classificação etapa:

1.    Stefan Küng (Groupama-FDJ), 24m33s

2.    Soren Kragh Andersen (Team Sunweb), 24m35s

3.    Yves Lampaert (Deceuninck-Quick Step), 24m38s

4.    Ryan Mullen (Trek-Segafredo), 24m41s

5.    Tadej Pogacar (UAE Team Emirates), 24m50s

6.    Arnaud Démare (Groupama-FDJ), 25m04s

7.    Mads Pedersen (Trek-Segafredo), 25m09s

8.    Tao Geoghegan Hart (Team Sky), 25m09s

9.    Nils Politt (Team Katusha Alpecin), 25m15s

10.  Zdenek Stybar (Deceuninck-Quick Step), 25m16s

 

Classificação geral:

1.    Tadej Pogacar (UAE Team Emirates) 10:16:14

2.    Enric Mas (Deceuninck-Quick Step) +31

3.    Soren Kragh Andersen (Team Sunweb) +36

4.    Wout Poels (Team Sky) +37

5.    David de La Cruz (Team Sky) +57

6.    Sam Oomen (Team Sunweb) +1:08

7.    Zdenek Stybar (Deceunick-Quick Step) +2:12

8.    Neilson Powless (Team Jumbo-Visma) +2:13

9.    Marc Hirschi (Team Sunweb) +2:35

10.  Amaro Antunes (CCC Team) +2:43

 

4ª Etapa: Albufeira - Tavira (198.3 Kms)

 

O holandês Dylan Groenewegen (Team Jumbo-Visma) venceu hoje, com autoridade, a quarta etapa da Volta ao Algarve, que proporcionou à caravana dois imensos banhos de multidão, à partida, em Albufeira, e na chegada, em Tavira. O esloveno Tadej Pogačar (UAE Team Emirates) mantém a camisola amarela, embora tenha perdido 7 segundos num “corte” à chegada.
 
 
Os 198,3 quilómetros tiveram o esperado desfecho ao sprint, num final tenso, de grande dificuldade de colocação para os homens rápidos. Dylan Groenewegen atrasou-se devido a um problema mecânico, a cerca de 5 quilómetros da meta. Ajudado pela equipa, o holandês recolocou-se e triunfou pela segunda vez consecutiva na cidade do Gilão.
 
 
Dylan Groenewegen arrancou a 200 metros da meta e impôs-se com autoridade, com 4h56m07s. O francês Arnaud Démare (Groupama-FDJ) entrou mal colocado na reta da meta e fez um sprint de trás para a frente, pleno de força, acabando no segundo posto. O terceiro foi o jovem prodígio belga Jasper Philipsen (UAE Team Emirates).
 
 
“Na parte final tive alguns problemas mecânicos, mas a equipa trouxe-me rapidamente para a frente do pelotão. Os meus colegas foram excelentes no lançamento do sprint, foi um verdadeiro comboio preto e amarelo que vimos hoje aqui. Se fizermos o mesmo em todas as corridas acho que nos daremos muito bem. É sempre uma felicidade ganhar. Para um sprinter é importante obter vitórias e por isso estou bastante satisfeito. Senti-me muito forte no final, mas o mérito é da equipa que me posicionou muito bem. No primeiro dia tivemos azar mas hoje fizemos a diferença. Trabalhamos toda a etapa e estou muito orgulhoso. Gosto muito de correr no Algarve, tem sempre muito público e muitos holandeses, é uma corrida muito simpática”, afirmou Dylan Groenewegen.
 
 
Inesperadamente, a luta pela Camisola Amarela Turismo do Algarve também passou pela etapa de hoje. Mal colocado na chegada, o esloveno Tadej Pogačar foi apanhado no “corte” de 7 segundos, tal como o espanhol Enric Mas (Deceuninck-Quick Step). O jovem da UAE Team Emirates manteve o comando, mas viu o dinamarquês Søren Kragh Andersen (Team Sunweb) subir ao segundo lugar, reduzindo a diferença para 29 segundos. O terceiro é Wouter Poels (Team Sky), agora a 30 segundos. Enric Mas desceu para a quarta posição, a 31 segundos.
 
 
“Hoje foi um dia normal e a equipa [UAE Team Emirates] manteve tudo sob controlo. Estou bastante confiante e motivado. Somente mais tarde decidiremos a nossa estratégia, mas seguramente que iremos trabalhar e fazer tudo ao nosso alcance para defender a liderança. Amanhã enfrentaremos muitas subidas antes do final e cada quilómetro contará. Teremos que ser muito cuidadosos e estar atentos, mas o momento decisivo será a subida final”, antecipa Tadej Pogačar.
 
A etapa foi animada pela fuga Luís Fernandes (Aviludo-Louletano), Nikolay Mihaylov (Efapel), Jesús Nanclares (Miranda-Mortágua), Fábio Costa (UD Oliveirense/InOutBuild) e Oscar Pelegri (Vito-Feirense-PNB), que se deu ainda antes de dobrado o quilómetro dez.
 
A passividade do pelotão deixou os escapados conquistarem 6m25s de margem, mas a aproximação à meta ditou o fim da aventura, a 20 quilómetros da chegada. A tensão dos quilómetros finais foi ultrapassada sem acidentes e os milhares de espectadores tavirenses assistiram a um fenomenal sprint.
Tadej Pogačar parte para a jornada final em posse da Camisola Amarela Turismo do Algarve, de comandante da geral, da Camisola Azul Águas do Algarve, de rei dos trepadores, e da Camisola Branca 120 Anos da FPC, de melhor jovem. O francês Arnaud Démare é o dono da Camisola Vermelha Cofidis, dos pontos. A Team Sunweb comanda por equipas.
 
A Volta ao Algarve termina neste domingo com a quinta etapa, uma ligação de 173,5 quilómetros, que começa em Faro, às 12h30, e termina no alto do Malhão, concelho de Loulé, cerca das 17h00, na segunda ascensão àquela mítica montanha do ciclismo português.
 
Algarve Granfondo Cofidis
Além da multidão esperada para apoiar os corredores no Malhão, domingo será também dia de um grande evento popular, o Algarve Granfondo Cofidis, que vai juntar 870 ciclistas amadores. Será uma prova aberta com partida e chegada em Loulé.
 
Esta iniciativa tem cariz solidário, uma vez que a Cofidis irá oferecer uma árvore por cada participante. Deste modo, serão oferecidas 870 árvores para ajudar a reflorestar a serra de Monchique, afetada pelos incêndios de 2018.
 
Volta ao Algarve inclusiva
A última etapa da Volta ao Algarve conta com uma demonstração de paraciclismo para cegos. Quatro deficientes visuais partem à frente do pelotão, em tandens. Um dos guias será o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Delmino Pereira.
 
 

Classificação da etapa:

1. Dylan Groenewegen (Team Jumbo-Visma) 4:56:07

2. Arnaud Démare Groupama - FDJ m.t.

3. Jasper Philipsen UAE-Team Emirates m.t.

4. Pascal Ackermann BORA - hansgrohe m.t.

5. Simone ConsonnUAE-Team Emirates m.t.

6. Jasper de Buyst Lotto Soudal m.t.

7. Timothy Dupont Wanty - Groupe Gobert m.t.

8. Jens Debusschere Team Katusha - Alpecin m.t.

9. Mike Teunissen Team Jumbo-Visma m.t.

10. Jon Aberasturi Caja Rural - Seguros RGA m.t.

 

Classificação geral:

1.    Tadej Pogacar (UAE Team Emirates) 10:16:14

2.    Soren Kragh Andersen (Team Sunweb) +29

3.    Wout Poels (Team Sky) +30

4.    Enric Mas (Deceuninck – Quick Step) +37

5.    David de La Cruz (Team Sky) +57

6.    Sam Oomen (Team Sunweb) +1:08

7.    Zdenek Stybar (Deceunick-Quick Step) +2:12

8.    Neilson Powless (Team Jumbo-Visma) +2:13

9.    Marc Hirschi (Team Sunweb) +2:35

10.  Amaro Antunes (CCC Team) +2:36

 

5ª Etapa: Faro - Alto do Malhão (173.5 Kms)

 

O esoloveno Tadej Pogačar (UAE Team Emirates) conquistou hoje a 45.ª Volta ao Algarve, resistindo a todos os ataques que sofreu na última etapa, uma ligação de 173,5 quilómetros, entre Faro e o alto do Malhão, ganha pelo checo Zdeněk Štybar (Deceuninck-Quick Step).
 
Os 40 quilómetros finais da etapa foram eletrizantes, plenos de emoção e de ataques consistentes, que valorizaram o triunfo final do esloveno de 20 anos. O dinamarquês Søren Kragh Andersen (Team Sunweb) partiu para a derradeira etapa na segunda posição, apenas a 29 segundos do comandante.
 
Após a primeira passagem no Malhão, em que a Team Sky e a Team Sunweb dizimaram o pelotão com um ritmo violento, Søren Kragh Andersen tentou apoderar-se da Camisola Amarela Turismo do Algarve. O corredor nórdico arrancou do grupo dos favoritos em plena subida para Vermelhos, a 22 quilómetros do final. Teve a companhia de Zdeněk Štybar, Stephen Cummings (Team DImension Data) e David de la Cruz (Team Sky), mas foi Søren Kragh Andersen a arcar com a maior parte do trabalho, que lhe permitiu entrar na última escalada ao Malhão com 1m20s de vantagem sobre o grupo dos candidatos.
 
A subida final deixou na frente apenas Søren Kragh Andersen e Zdeněk Štybar mas o mais interessante da corrida jogava-se atrás, onde os ataques se sucediam, assinados por gente como Amaro Antunes (CCC Team), Wouter Poels (Team Sky) ou Enric Mas (Deceuninck-Quick Step), aos quais Sam Oomen (Team Sunweb) ia respondendo como podia, em defesa de Kragh Andersen.
 
As movimentações dos favoritos tiveram o condão de aproximar o grupo de trás da cabeça de corrida. Demonstrando uma maturidade surpreendente para os 20 anos de idade, Tadej Pogačar não tremeu perante a ausência de companheiros de equipa nem foi ao choque perante as investidas rivais. O sangue-frio permitiu-lhe segurar a Camisola Amarela Turismo do Algarve, até porque o adversário mais perigoso, Søren Kragh Andersen pagou o preço da ousadia e claudicou em cabeça de corrida.
 
Zdeněk Štybar cortou a meta isolado, ao fim de 4h13m48s de uma etapa de montanha corrida à espantosa média de 41,017 km/h. Søren Kragh Andersen gastou mais 3 segundos e Wouter Poels, vindo de trás, ficou a 9 segundos.
 
“É o terceiro ano que ataco nesta etapa do Malhão. No ano passado estava igualmente em boa forma mas fiquei bloqueado nos últimos metros. Desta vez correu bem melhor, consegui vencer e isso, em termos de confiança, faz uma grande diferença. Este triunfo é a confirmação do trabalho no Inverno. A forma está lá, e agora espero aproveitá-la nas próximas corridas e estar bem na temporada das Clássicas”, frisou Štybar.
 
Tadej Pogačar foi o sexto, a 18 segundos, sucedendo a Michal Kwiatkowski como vencedor da Volta ao Algarve. O corredor da UAE Team Emirates é o segundo ciclista da Eslovénia a revelar-se ao mundo do ciclismo na corrida portuguesa, depois de Primož Roglič ter vencido em 2017.
 
O novo herói da Volta ao Algarve conquistou, assim, a primeira corrida ao serviço de uma equipa do WorldTour, gastando 19h26m34s para completar as cinco etapas. Søren Kragh Andersen foi o segundo, a 14 segundos, e o holandês Wouter Poels fechou o pódio, a 21 segundos.
 
“Quando cruzei o risco não sabia a diferença. Disseram-me que ganhara e não consigo descrever como me senti feliz. Obrigado à minha equipa por me ajudarem a vencer. Os meus colegas puxaram na frente do pelotão durante toda a etapa e não os queria desiludir. A etapa foi muito rápida e especialmente nervosa nos últimos 50 quilómetros. Foi difícil ser paciente e não responder diretamente aos ataques dos meus adversários na parte final, mas os meus colegas estavam fortes e depositei neles toda a minha confiança. Depois deste triunfo vou fazer um ‘reset’ e voltar a focar-me no que a equipa me pedirá. É espetacular repetir a vitória de Primož Roglič e tornar-me o segundo esloveno a vencer no Algarve. O ciclismo na Eslovénia está a crescer e certamente iremos ver mais eslovenos no WorldTour. Gostei de correr no Algarve. Esta vitória ficará na minha memória e espero regressar mais vezes”, declarou o vencedor.
 
Todas as classificações foram conquistadas pelas equipas WorldTour. Tadej Pogačar juntou classificação da juventude à geral individual, o campeão da Alemanha de fundo, Pascal Ackermann (Bora-hansgrohe) levou na bagagem a Camisola Vermelha Cofidis, dos pontos, e o belga Tim Declercq (Deceuninck-Quick Step) aproveitou a fuga de hoje, na qual foi um dos 13 elementos presentes, para tomar conta da Camisola Azul Águas do Algarve de melhor trepador. A Team Sky impôs-se coletivamente.
 

Classificação etapa 5:

 

1. Zdenek Stybar (Deceuninck - Quick Step) 4:13:48

2. Soren Kragh Andersen (Team Sunweb) +0:03

3. Wout Poels (Team Sky) +0:09

4. Enric Mas (Deceuninck - Quick Step) +0:12

5 Steve Cummings (Team Dimension Data) +0:16

6. Tadej Pogacar (UAE-Team Emirates) +0:18

7. João Rodrigues (W52 / FC Porto) +0:24

8. Sam Oomen (Team Sunweb) +0:30

9. Tao Geoghegan Hart (Team Sky) +0:31

10. Amaro Antunes (CCC Team) +0:34

 

Classificação final:

 

1. Tadej Pogacar (UAE-Emirates Team) 19:26:34

2. Soren Kragh Andersen (Team Sunweb) +00:14

3. Wout Poels (Team Sky) +00:21

4. Enric Mas (Deceuninck - Quick Step) +00:25

5. Sam Oomen (Team Sunweb) +1:40

6. Zdenek Stybar (Deceuninck - Quick Step) +1:54

7. Neilson Powless (Team Jumbo-Visma) +2:50

8. Amaro Antunes (CCC Team) +2:52

9. Rodrigues João (W52 / FC Porto) +3:27

10. Simon Spilak (Team Katusha - Alpecin) +3:47

 

Fonte: Volta ao Algarve

18
Fev18

2943: Volta ao Algarve 2018 - Classificação geral

Tempo no Algarve

1ª Etapa - Albufeira - Lagos (192.6 kms)

 

O holandês Dylan Groenewegen (Team LottoNL-Jumbo) venceu hoje a primeira etapa da Volta ao Algarve, uma ligação de 192,6 quilómetros que começou em Albufeira e terminou ao sprint em Lagos.
 
A etapa teve a configuração que se esperava, acabando com uma discussão entre os homens mais rápidos do pelotão. Dylan Groenewegen confirmou o excelente início de temporada, que já lhe tinha valido uma etapa e a liderança na Volta ao Dubai, e impôs-se com clareza, ao fim de 4h47m58s de corrida.
O segundo classificado foi o campeão francês, Arnaud Démare (FDJ), que também começa a temporada de forma auspiciosa, já que subiu ao pódio na primeira competição do ano. O terceiro foi o gaulês Hugo Hofstetter (Cofidis, Solutions Crédits).
 
“Vencer em Lagos era um dos objetivos da equipa. Os meus companheiros proporcionaram-me um lançamento excelente e consegui bater os meus rivais. Já conhecia a chegada, apesar da aproximação dos quilómetros finais ser diferente e mais exigente. É muito satisfatório começar no Algarve com a camisola amarela mas admito que não tenho pretensões de a defender. A etapa de amanhã é dura e não adaptada às minhas características. Tentarei vencer novamente no sábado, em Tavira”, confessou o dono da Camisola Amarela Algarve.
 
Antes das decisões, a etapa foi animada por um quinteto, que partiu do pelotão ao quilómetro 2. O grupo era formado por Josu Zabala (Caja Rural-Seguros RGA), Nuno Almeida (LA Alumínios), David Livramento (Sporting-Tavira), Luís Afonso (Vito-Feirense-BlackJack), João Rodrigues (W52-FC Porto). O algarvio da equipa portista ganhou as duas contagens de montanha do dia, sendo o primeiro portador da Camisola Azul Liberty Seguros, símbolo de melhor trepador. Afonso e Zabala foram os mais resistentes, sendo alcançados a 16 quilómetros da meta.
 
“Só o facto de subir ao pódio na Volta ao Algarve é justificativo de qualquer esforço despendido na corrida. Foram muitos quilómetros em fuga, pois ataquei logo após a partida, mas que hoje, com justiça, acabaram devidamente recompensados. Sou algarvio, conhecia bem o percurso, pois aqui treino com frequência, e poupei-me para as contagens de montanha. Vestir a camisola da montanha com um pelotão deste nível é motivo de orgulho. Penso defender esta liderança, embora reconheça que os rivais são muitos e de muito boa qualidade”, afirmou João Rodrigues.
 
Dylan Groenwegen assumiu o comando da classificação geral, embora com o mesmo tempo dos 106 corredores que cortaram a meta a seguir, já que a corrida não atribui bonificações. O segundo e o terceiro classificados são os homens que ocuparam iguais lugares na tirada. O holandês é também o dono da Camisola Vermelha Cofidis, símbolo da regularidade.
 
A fase final da etapa ficou marcada por algumas quedas, que partiram o pelotão, deixando atrasados três corredores portugueses que poderiam aspirar a posições cimeiras na geral: Rúben Guerreiro (Trek-Segafredo), Edgar Pinto (Vito-Feirense-BlackJack) e Tiago Machado (Team Katusha Alpecin). O corredor famalicense foi o último classificado, depois de ter sido o mais afetado pela queda coletiva que aconteceu a 10 quilómetros da meta.
 
O holandês Sam Oomen (Team Sunweb) veste a Camisola Branca Águas do Algarve, que representa o identifica o melhor jovem da competição. A Quick-Step Floors comanda a tabela coletiva.
 
Segunda etapa
A segunda etapa, a disputar nesta quinta-feira, será o primeiro grande teste à condição física dos candidatos. A viagem terá 187,9 quilómetros, iniciando-se em Sagres, às 12h00, e terminando no alto da Fóia (montanha de primeira categoria), cerca das 17h00. A subida para a meta tem uma extensão de 15,2 quilómetros e uma inclinação média de 5,2 por cento.
 
Antes da subida para a Fóia, o pelotão vai encontrar outras quatro contagens de montanha: Monte Ruivo (4.ª cat. Km 50,8), Marmelete (3.ª cat. Km 71,2), Alferce (3.ª cat. Km 107) e Sapeira (3.ª cat. Km 123,4). Haverá ainda duas metas volantes, em Aljezur (Km 63,4) e em Portimão (Km 163,4).
 
À partida para a etapa será entregue a Philippe Gilbert (Quick-Step Floors) o Prémio Prestígio 2018.
 
Classificações
1.ª Etapa: Albufeira – Lagos, 192,6 km
Geral Individual
1.º Dylan Groenewegen (Team LottoNL-Jumbo), 4h47m58s (40,130 km/h)
2.º Arnaud Démare (FDJ), mt
3.º Hugo Hofstetter (Cofidis, Solutions Crédits), mt
4.º Timothy Dupont (Wanty-Groupe Gobert), mt
5.º Jurgen Roelandts (BMC Racing Team), mt
6.º John Degenkolb (Trek-Segafredo), mt
7.º Jens Keukeleire (Lotto Soudal), mt
8.º Matteo Pelucchi (Bora-hansgrohe), mt
9.º Yves Lampaert (Quick-Step-Floors), mt
10.º Luís Mendonça (Aviludo-Louletano-ULI), mt

 

Fonte: Volta Algarve

 

 

2ª Etapa: Sagres - Alto da Fóia (187.9 kms)

 

 

A Team Sky dominou completamente a segunda etapa da Volta ao Algarve, hoje disputada ao longo de 187,9 quilómetros, entre Sagres e o alto da Fóia, em Monchique. Michal Kwiatkowski impôs-se na etapa e Geraint Thomas assumiu o comando da classificação geral.
 
 
A chegada coincidia com uma contagem de montanha de primeira categoria, no topo de uma subida com 15 quilómetros até ao ponto mais alto do Algarve, a 900 metros de altitude. A Sky atacou a corrida no ponto mais duro da escalada, a cerca de 8 quilómetros da meta. O bielorrusso Vasil Kiryienka isolou-se e obrigou os adversários a gastar energias na perseguição.
 
 
O esforço dos rivais foi aproveitado por Michal Kwiatkowski para se impor na tirada, ao fim de 4h49m51s de corrida. Na roda e com o mesmo tempo chegaram Bauke Mollema (Trek-Segafredo), Geraint Thomas, Daniel Martin (UAE Team Emirates) e Jaime Rosón (Movistar Team).
 
 
“A Team Sky rodou muito bem nos últimos quilómetros, colocando o Kiryienka na frente, forçando os nossos adversários a perseguir. A vitória de etapa foi algo inesperada, mas deixa-me satisfeito com a minha forma atual. Tanto eu como o Thomas temos boas condições para vencer a corrida.  Este ano a subida à Fóia foi mais longa e menos inclinada e, por isso, o contrarrelógio será ainda mais decisivo. Depois temos ainda o Malhão no último dia. É uma subida curta, mas num esforço de oito minutos pode-se sofrer muito e há que contar com o desgaste das várias etapas”, avalia Michal Kwiatkowski.
 
 
Como não são atribuídas bonificações nas chegadas e nas metas volantes, os cinco melhores da classificação geral estão todos com o mesmo tempo. O desempate faz-se por pontos. Comanda Geraint Thomas, seguido por Jaime Rosón, Michal Kwiatkowski, Daniel Martin e Bauke Mollema.
 
 
“Estamos satisfeitos por estarmos novamente na liderança aqui na Volta ao Algarve. Controlámos bem os nossos rivais e na parte final o Kwiatkowksi foi o mais forte. Fico feliz por ele. A camisola amarela foi uma surpresa, mas, para já, tem pouco significado. O contrarrelógio será determinante e ficarei satisfeito se amanhã a Team Sky mantiver a camisola amarela”, diz Thomas.
 
 
Cumpriu-se o objetivo da organização da corrida quando decidiu que a Fóia deveria ser subida pela vertente mais longa e menos inclinada: fazer com que as diferenças no final da etapa fossem diminutas para que tudo permaneça indefinido e emocionante na luta pela Camisola Amarela Algarve.
 
 
Antes da entrada na espectacular subida final, os animadores da jornada foram Lukas Pöstlberger (Bora-hansgrohe), Yves Lampaert (Quick-Step Floors), Benjamin King (Team Dimension Data), John Degenkolb (Trek-Segafredo), Marcos Jurado (Efapel), Oscar Pelegri (Rádio Popular-Boavista) e Ricardo Mestre (W52-FC Porto). Atacaram ao quilómetro 11, chegaram a ter mais de 7 minutos de vantagem, mas sucumbiram ao acelerar do pelotão, na aproximação à Fóia. Pöstlberger e King foram os mais resistentes, acabando alcançados a 9 quilómetros da chegada, momentos antes do ataque da Team Sky.
 
 
O estadunidense Benjamin King (Team Dimension Data) aproveitou a fuga para conquistar a Camisola Azul Liberty Seguros, de melhor trepador. O polaco Michal Kwiatkowski, além de ganhar a etapa, passou a vestir a Camisola Vermelha Cofidis, da regularidade, embora esteja empatado em pontos com o vencedor da primeira etapa, Dylan Groenewegen (Team LottoNL-Jumbo). O holandês Sam Oomen (Team Sunweb) reforçou o comando na classificação da juventude, sendo cada vez mais dono da Camisola Branca Águas do Algarve. A Quick-Step Floors segue na dianteira por equipas.
 
 
Prémio Prestígio
 
O belga Philippe Gilbert recebeu hoje o Prémio Prestígio da Volta ao Algarve 2018, uma distinção que a organização guarda para corredores que, pelo seu palmarés, engrandecem a Volta ao Algarve com a sua presença. O troféu foi entregue à partida para a etapa pelos presidentes da Federação Portuguesa de Ciclismo, Delmino Pereira, e da Câmara Municipal de Vila do Bispo, Adelino Soares.
 
 
Terceira etapa

A terceira etapa, marcada para esta sexta-feira, será decisiva para o escalonamento da classificação geral. Será um contrarrelógio de 20,3 quilómetros, com início e final na Fatacil, Lagoa.
 
É um exercício essencialmente plano, mas com alguns topos que tornarão o contrarrelógio mais exigente e ajudarão os especialistas a marcar diferenças significativas. Com a classificação presa por segundos – o vigésimo, Jasper de Buyst, está apenas a 20 segundos do primeiro -, o contrarrelógio prevê-se determinante para a seleção de verdadeiros candidatos.
 
 
Classificações/Results
1.ª Etapa/1st Stage: Sagres – Fóia, 187,9 km
1.º Michal Kwiatkowski (Team Sky), 4h49m51s (38,896 km/h)
2.º Bauke Mollema (Trek-Segafredo), mt
3.º Geraint Thomas (Team Sky), mt
4.º Daniel Martin (UAE Team Emirates), mt
5.º Jaime Rosón (Movistar Team), mt
6.º Patrick Konrad (Bora-hansgrohe), a 3s
7.º Bob Jungels (Quick-Step Floors), mt
8.º Pieter Serry (Quick-Step Floors), mt
9.º Vicente García de Mateos (Aviludo-Louletano-ULI), mt
10.º Richie Porte (BMC Racing Team), mt
 
 
Geral Individual/Overall
1.º Geraint Thomas (Team Sky), 9h37m49s
2.º Jaime Rosón (Movistar Team), mt
3.º Michal Kwiatkowski (Team Sky), mt
4.º Daniel Martin (UAE Team Emirates), mt
5.º Bauke Mollema (Trek-Segafredo), mt
6.º Patrick Konrad (Bora-hansgrohe), a 3s
7.º Bob Jungels (Quick-Step Floors), mt
8.º Pieter Serry (Quick-Step Floors), mt
9.º Vicente García de Mateos (Aviludo-Louletano-ULI), mt
10.º Louis Meintjes (Team Dimension Data), mt

 

Fonte: Volta Algarve

 

3ª Etapa: Lagoa - Lagoa (20.3 kms)

 

O britânico Geraint Thomas (Team Sky) venceu hoje a terceira etapa da Volta ao Algarve, um contrarrelógio de 20,3 quilómetros, disputado em Lagoa, e reforçou o comando da geral individual.
 
O ciclista galês, vencedor da Volta ao Algarve em 2015 e em 2016, pulverizou os registos da concorrência cumprindo o exercício individual em 24m09s. Geraint Thomas pedalou à média de 50,435 km/h, um feito relevante, tendo em conta a exigência do traçado, com várias rampas inclinadas, subidas, descidas e viragens, que quebravam o ritmo e elevaram a dificuldade da etapa.
 
O segundo classificado foi o campeão europeu de contrarrelógio, o belga Victor Campenaerts (Lotto Soudal), que gastou mais 11 segundos do que Geraint Thomas. O campeão suíço da especialidade, Stefan Küng (BMC Racing Team) fechou o pódio do dia, a 19 segundos do vencedor.
 
O triunfo no contrarrelógio confirmou Geraint Thomas como o principal favorito à conquista da 44.ª Volta ao Algarve. O chefe-de-fila da Team Sky manteve a camisola amarela, mas passou a dispor de 22 segundos de vantagem sobre o companheiro de equipa Michal Kwiatkowski, segundo classificado. O português Nelson Oliveira (Movistar Team) assinou um excelente quinto lugar no contrarrelógio, sendo catapultado para o terceiro lugar da geral, a 32 segundos da Camisola Amarela Algarve.
 
Adivinha-se que a última etapa, a disputar no domingo, entre Faro e o alto do Malhão, seja determinante, dado que o final em alto poderá proporcionar ataques que desmembrem a superioridade da Team Sky.
“Senti-me realmente bem na Fóia, mas hoje não saberia o que esperar. Optei por começar forte e gerir o esforço. Quando se está com a camisola amarela isso dá-te uma motivação suplementar. Senti-me bem e consegui vencer pela primeira vez um contrarrelógio no Algarve. No último dia teremos o Malhão, que é uma subida curta mas intensa. Há vários trepadores fortes no pelotão e as diferenças são curtas mas tanto eu como o Kwiatkowski estamos entre os primeiros e, se correr bem, manteremos a camisola amarela”, considera Thomas.
 
As restantes classificações também estão em aberto. Michal Kwiatkowski continua a vestir a Camisola Vermelha Cofidis, da regularidade, em igualdade pontual com Dylan Groenewegen (Team LottoNL-Jumbo). Benjamin King (Team DImension Data) segue com a Camisola Azul Liberty Seguros, de melhor trepador, mas terá trabalho árduo nas duas etapas em falta para a segurar. A Team Sunweb confirma o favoritismo para a conquista da Camisola Branca Águas do Algarve, colocando dois corredores no topo da tabela da juventude, com o holandês Sam Oomen na dianteira. A Team Sky comanda coletivamente.
 
Etapa de amanhã

A quarta etapa, a disputar neste sábado, é a mais longa da competição, 199,2 quilómetros, entre Almodôvar e Tavira. A partida será às 12h00, prevendo-se uma chegada ao sprint, cerca das 17h00. Pelo caminho há duas metas volantes, Rosário (km 39,2) e Alcoutim (km 132,5), e dois prémios de montanha de quarta categoria, Neves (km 98,3) e Santa Marta (km 121).
 
Algarve Granfondo Cofidis

Além de acolher o final da etapa, Tavira será palco, neste sábado, do Algarve Granfondo Cofidis. O evento de participação popular, que tem mais de 800 inscritos, começa às 9h20. Os participantes dividem-se entre o Mediofondo, com 73 quilómetros, e o Granfondo, com 119 quilómetros.
 
Classificações/Results
3.ª Etapa/3rd Stage: Lagoa – Lagoa, 20,3 km (ITT)
1.º Geraint Thomas (Team Sky), 24m09s (50,435 km/h)
2.º Victor Campenaerts (Lotto Soudal), a 11s
3.º Stefan Küng (BMC Racing Team), a 19s
4.º Nelson OLiveira (Movistar Team), a 22s
5.º Michal Kwiatkowski (Team Sky), mt
6.º Tony Martin (Team Katusha Alpecin), a 27s
7.º Tejay van Garderen (BMC Racing Team), a 47s
8.º Bob Jungels (Quick-Step Floors), a 49s
9.º Vasil Kiryienka (Team Sky), a 50s
10.º Lukasz Wisniowski (Team Sky), a 51s
 
Geral Individual/General Classification
1.º Geraint Thomas (Team Sky), 10h01m58s
2.º Michal Kwiatkowski (Team Sky), a 22s
3.º Nelson OLiveira (Movistar Team), a 32s
4.º Bob Jungels (Quick-Step Floors), a 52s
5.º Tejay van Garderen (BMC Racing Team), a 53s
6.º Bauke Mollema (Trek-Segafredo), a 1m01s
7.º Jaime Rosón (Movistar Team), a 1m18s
8.º Maximilian Schachmann (Quick-Step Floors), a 1m19s
9.º Felix Grosschartner (Bora-hansgrohe), a 1m20s
10.º Vasil Kiryienka (Team Sky), a 1m24s

 

Fonte: Volta Algarve

 

4ª Etapa: Almodôvar - Tavira (199.2 kms)

 

O holandês Dylan Groenewegen (Team LottoNL-Jumbo) ganhou hoje a quarta etapa da Volta ao Algarve, uma viagem de 199,2 quilómetros entre Almodôvar e Tavira, onde uma multidão entusiasta assistiu a um emocionante sprint, que não beliscou a liderança do britânico Geraint Thomas (Team Sky).
 
A aproximação à chegada foi arrepiante, com as equipas dos sprinters a imporem um ritmo forte, que culminou numa discussão empolgante entre Dylan Groenewegen e o italiano Matteo Pelucchi (Bora-hansgrohe). O holandês, já vencedor da primeira etapa, em Lagos, levou a melhor, mostrando ser um dos sprinters em melhor forma no pelotão WorldTour neste início de temporada. O terceiro foi o alemão John Degenkolb (Trek-Segafredo).
 
Esta foi a etapa mais longa da prova, disputada a alta velocidade – média de 43,650 km/h -, muito por culpa do sexteto que abalou do pelotão com apenas 4 quilómetros percorridos. Benjamin King (Team Dimension Data), Rory Sutherland (UAE Team Emirates), Julen Amezqueta (Caja Rural-Seguros RGA), Bruno Silva (Efapel), Aleksandr Grigorev (Sporting-Tavira) e João Rodrigues (W52-FC Porto) foram os grandes animadores da jornada. Já nos derradeiros 20 quilómetros receberam a companhia de Philippe Gilbert (Quick-Step Floors), Dylan Teuns (BMC Racing Team) e Jasha Sutterlin (Movistar Team), que deram novo ânimo à iniciativa e obrigaram o pelotão a trabalho redobrado para anular a fuga, a dois quilómetros e meio da meta.
 
“É bom voltar a vencer no Algarve. Os meus colegas de equipa proporcionaram-me um bom lançamento do sprint e consegui ser o mais forte. Começo o ano a ganhar e espero aproveitar esta forma nas próximas corridas. É bom correr no Algarve, o tempo é ótimo, a qualidade do pelotão é elevada e vencer no começo de época é sempre importante para um sprinter”, considera Dylan Groenewegen.
 
O galês Geraint Thomas foi o 22.º a cortar a meta, integrado no pelotão, a 3 segundos de Gronewegen, mantendo a Camisola Amarela Algarve. O corredor da Team Sky dispõe de 19 segundos de vantagem sobre o companheiro de equipa Michal Kwiatkowski e de 32 segundos sobre Nelson Oliveira (Movistar Team), corredores que ocupam as posições seguintes na geral.
 
A vitória na etapa permitiu a Dylan Groenewegen recuperar a Camisola Vermlha Cofidis, dos pontos. A fuga deu a Benjamin King um reforço da liderança na montanha, simbolizada pela Camisola Amarela Liberty Seguros. O holandês Sam Oomen (Team Subweb) é, desde o primeiro dia, dono da Camisola Branca Águas do Algarve, símbolo de melhor jovem. Por equipas manda a Team Sky.
 
Etapa de amanhã

A hegemonia da Team Sky será colocada à prova na quinta e última etapa, uma tirada de 173,5 quilómetros a disputar neste domingo. A partida está marcada para as 12h20, marcando o regresso da cidade de Faro ao itinerário da Volta ao Algarve. A meta, que deverá ser transposta cerca das 17h00, coincide com uma contagem de montanha, no alto do Malhão.
 
O percurso contempla mais quatro prémios de montanha: Picota (3.ª cat, Km 63,3), Ameixieira (3.ª cat, Km 99,6), Malhão (2.ª cat, Km 132,6) e Vermelhos (3.ª cat, Km 153,2). São Brás de Alportel, ao quilómetro 16,8, e Barrosas, ao quilómetro 127,6, recebem as duas metas volantes do dia.
 
Prevê-se uma etapa em que os pretendentes à geral terão de atacar para destronar os homens da Sky, mas a luta pela etapa poderá também incluir nomes fortes já afastados da luta pela geral, como é o caso de Daniel Martin, Louis Meintjes ou Richie Porte.
 
“A minha missão é levar a camisola amarela até ao final. Apesar das várias subidas da última etapa será a derradeira ascensão ao Malhão que irá sentenciar a prova. Conto com o apoio dos meus colegas de equipa. Estamos forte e confiantes, até porque temos uma boa margem sobre os nossos adversários. Tanto eu como o Kwiatkowski temos boas hipóteses e qualquer um de nós pode ganhar a corrida e o importante é que a camisola amarela fique na Team Sky”, antecipa Geraint Thomas.
 
Homenagem a Antigos Vencedores
Seis antigos vencedores da Volta ao Algarve foram hoje homenageados pela organização. Adelino Teixeira, Alexandre Ruas, Belmiro Silva, Eduardo Correia, Firmino Bernardino e Joaquim Andrade subiram ao pódio, com as camisolas amarelas que conquistaram no ano da vitória, antes da consagração dos melhores da quarta etapa da 44.ª Volta ao Algarve.
 

Belmiro Silva é o recordista de vitórias na Volta ao Algarve, único corredor com três triunfos palmarés, 1977, 1981 e 1984. O recorde está em risco, porque Geraint Thomas pode, neste domingo, igualar o corredor português.

 

Algarve Granfondo Cofidis


Tavira viveu hoje uma grande festa de ciclismo. Milhares de pessoas assistiram ao final da etapa da Volta ao Algarve e 800 ciclistas amadores participaram no Algarve Granfondo Cofidis, dando cor e movimento à cidade do Gilão ao longo de toda a jornada, unindo o ciclismo de competição e o ciclismo para todos.

 
Classificações/Results
4.ª Etapa/Stage 4: Almodôvar – Tavira, 199,2 km
1.º Dylan Groenewegen (Team LottoNL-Jumbo), 4h33m49s
2.º Matteo Pelucchi (Bora-hansgtohe), mt
3.º John Degenkolb (Trek-Segafredo), mt
4.º Florian Senechal (Quick-Step Floors), mt
5.º Jurgen Roelandts (BMC Racing Team), mt
6.º Timothy Dupont (Wanty Groupe Gobert), mt
7.º Hugo Hofstetter (Cofidis, Solutions Crédits), mt
8.º Jasper de Buyst (Lotto Soudal), mt
9.º Loic Vliegen (BMC Racing Team), mt
10.º Michal Kwiatkowski (Team Sky), mt
 
Geral Individual/General Classification
1.º Geraint Thomas (Team Sky), 14h35m5os
2.º Michal Kwiatkowski (Team Sky), a 19s
3.º Nelson OLiveira (Movistar Team), a 32s
4.º Bob Jungels (Quick-Step Floors), a 52s
5.º Tejay van Garderen (BMC Racing Team), a 53s
6.º Bauke Mollema (Trek-Segafredo), a 1m01s
7.º Jaime Rosón (Movistar Team), a 1m18s
8.º Maximilian Schachmann (Quick-Step Floors), a 1m19s
9.º Felix Grosschartner (Bora-hansgrohe), a 1m20s
10.º Vasil Kiryienka (Team Sky), a 1m24s

 

Fonte: Volta Algarve

 

5ª Etapa: Faro - Alto do Malhão (173.5 kms)

 

Michal Kwiatkowski (Team Sky) é o vencedor da 44.ª Volta ao Algarve, graças a uma jogada tática perfeita da equipa, que, inclusive, deu ao corredor polaco a vitória na quinta e última etapa, que hoje ligou Faro ao alto do Malhão, Loulé, ao longo de 173,5 quilómetros.

 

A decisão da Volta ao Algarve começou a desenhar-se ao quilómetro 15 da tirada, quando um grupo de 31 corredores saiu do pelotão. Nesse grupo encontrava-se Michal Kwiatkowski, que partia na segunda posição da geral, a 19 segundos do companheiro de equipa Geraint Thomas.

 

Apesar da presença do polaco, o grupo entendeu-se e conquistou quase 5 minutos de vantagem sobre o pelotão. As equipas com aspirações ao pódio deixaram-se ir no engodo da Sky e contribuíram para que a vantagem dos fugitivos se tornasse inalcançável, fazendo com que a movimentação da formação britânica fosse coroada de sucesso.

 

Restou aos outros elementos do grupo de frente tentar a vitória de etapa. Os mais combativos foram Lukas Postlberger (Bora-hansgrohe), que atacou em solitário na fase mais ondulada da viagem. Já depois da primeira passagem no Malhão, o primeiro líder do Giro 2017 recebeu a companhia do campeão checo de fundo, Zdenek Stybar (Quick-Step Floors). Foi o homem da República Checa que mais se aproximou da possibilidade de contrariar o poderio da Sky, entrando isolado na subida final, de 3 quilómetros.

 

No entanto, Michal Kwiatkowski aproveitou as primeiras rampas da icónica subida louletano para ir ao encontro de Stybar, passando pelo checo e cortando a meta em solitário. Numa subida de grande qualidade e coragem, o campeão português de fundo, um dos 31 fugitivos do dia, passou pelos adversários, sendo o segundo classificado na etapa, a 4 segundos de Michal Kwiatkowski. O terceiro, a 8 segundos, foi o belga Serge Pauwels (Team Dimension Data).

 

A tática da Sky, levando Michal Kwiatkowski à Camisola Amarela Algarve, deixou à concorrência a luta pela segunda e terceira posições da geral. Geraint Thomas foi o segundo, a 1m31s, enquanto o estadunidense Tejay van Garderen (BMC Racing Team) fechou o pódio, a 2m16s do primeiro. Nelson Oliveira (Movistar Team) cedeu na etapa final, caindo da terceira à décima posição da geral, a 2m54s do vencedor, sendo, ainda assim, o melhor português na classificação final.

 

Além da geral individual, a Team Sky ganhou a classificação coletiva e a Camisola Vermelha Cofidis, que também ficou no corpo de Michal Kwiatkowski. O estadunidense Benjamin King (Team DImension Data) conservou a Camisola Azul Liberty Seguros, símbolo de rei da montanha, e o holandês Sam Oomen vestiu a Camisola Branca Águas do Algarve, de melhor jovem, do primeiro ao último dia.

 

Classificações/Results
5.ª Etapa/Stage 5: Faro – Alto do Malhão, Loulé, 173,5 km
1.º Michal Kwiatkowski (Team Sky), 4h18m02s (40,344 km/h)
2.º Rúben Guerreiro (Trek-Segafredo), a 4s
3.º Serge Pauwels (Team Dimension Data), a 8s
4.º Stefan Küng (BMC Racing Team), a 13s
5.º Cesare Benedetti (Bora-hansgrohe), a 15s
6.º Dion Smith (Wanty-Groupe Gobert), a 17s
7.º Simon Geschke (Team Sunweb), mt
8.º Julen Amezqueta (Caja Rural-Seguros RGA), a 23s
9.º Ben Swift (UAE Team Emirates), a 29s
10.º Frederik Backaert (Wanty-Groupe Gobert), a 35s

 

Geral Individual/General Classification
1.º Michal Kwiatkowski (Team Sky), 18h54m11s
2.º Geraint Thomas (Team Sky), a 1m31s
3.º Tejay van Garderen (BMC Racing Team), a 2m16s
4.º Bauke Mollema (Trek-Segafredo), a 2m22s
5.º Bob Jungels (Quick-Step Floors), a 2m33s
6.º Jaime Rosón (Movistar Team), a 2m49s
7.º Maximilian Schachmann (Quick-Step Floors), a 2m50s
8.º Serge Pauwels (Team Dimension Data), a 2m50s
9.º Felix Grosschartner (Bora-hansgrohe), a 2m51s
10.º Nelson OLiveira (Movistar Team), a 2m54s

 

Fonte: Volta Algarve

19
Fev17

2698: Volta ao Algarve 2017 - Classificação Geral

Tempo no Algarve

O colombiano Fernando Gaviria (Quick-Step Floors) venceu hoje a primeira etapa da 43.ª Volta ao Algarve, uma ligação de 182,9 quilómetros, que arrancou em Albufeira e terminou, ao sprint, em Lagos.

 

O terceiro triunfo da temporada de Fernando Gaviria foi construído com o poderio físico do colombiano e com trabalho coletivo. Já nas últimas centenas de metros, Massimiliano Richeze, colega de equipa, atacou, destabilizando o trabalho das restantes formações. Com esta movimentação Fernando Gaviria teve apenas de concentrar-se nos rivais mais diretos, disparando para o triunfo, nos derradeiros 100 metros.

 

Fernando Gaviria impôs-se diante de outros dois velocistas de referência do pelotão internacional, o alemão André Greipel (Lotto Soudal) e o francês Nacer Bouhanni (Cofidis), segundo e terceiro.

 

A vitória em Lagos, perante uma multidão entusiasta, deixou Fernando Gaviria em posse da Camisola Amarela Turismo do Algarve. Partirá para a etapa de quinta-feira com 1 segundo de vantagem sobre o alemão Christoph Pfingsten (Bora-hansgrohe) e com 4 segundos sobre outro germânico, André Greipel.

 

A etapa começou em Albufeira, perante milhares de pessoas que quiseram incentivar os corredores à partida para a competição. E cinco homens não esperaram muito para retribuir o calor popular. Christoph Pfingsten (Bora-hansgrohe), Justin Oien (Caja Rural-Seguros RGA), Brian van Goethem (Roompot-Nederlandse Loterij), Adam de Vos (Rally Cycling) e João Benta (RP-Boavista) saíram do pelotão com 2,5 quilómetros percorridos.

 

Adam de Vos foi o primeiro a passar na única montanha do dia, na Picota, ao quilómetro 22. Garantiu, assim, a posse da Camisola Azul Liberty Seguros, que premeia o melhor trepador. E, ato contínuo, desinteressou-se da fuga, aguardando pelo pelotão.

 

Os restantes aventureiros mantiveram-se em cabeça de corrida, chegando a ter mais de sete minutos e meio de vantagem sobre o grande grupo, mas não resistiram à perseguição movida pelas equipas com ambição de ganhar ao sprint. A 25 quilómetros da meta morreu a fuga a consolidou-se a convicção de que seriam os velocistas a merecer os holofotes da glória no final da jornada.

 

O primeiro lugar de Fernando Gaviria assegurou ao colombiano três lideranças. Além da Camisola Amarela Turismo do Algarve, é o dono da Camisola Vermelha Cofidis, dos pontos, e da Camisola Branca Sicasal, da Juventude. A Quick-Step Floors comanda por equipas.

 

“É a minha terceira vitória do ano, a primeira desta temporada na Europa. É importante começar a ganhar cedo no ano, dá-nos confiança para as próximas corridas. Foi um sprint longo e algo confuso diante de grandes especialistas. Fico feliz por dar mais uma vitória à minha equipa e vestir de amarelo na Volta ao Algarve. O meu próximo objetivo são os Campeonatos Nacionais na Colômbia. Não digo ganhar, mas espero discutir a vitória na quarta etapa da Volta ao Algarve”, afirmou Fernando Gaviria.

 

“O objetivo da etapa passava por discutir a camisola da montanha e as metas volantes. É a minha segunda corrida do ano, mas as sensações eram boas e a fuga teve sucesso. Depois de ter vestir a camisola naturalmente que a gostava de a defender por mais um dia, mas será muito difícil tendo em conta as dificuldades de montanha e o nível dos adversários”, disse Adam de Vos, antecipando o que se passará na jornada seguinte.

 

A segunda etapa, a disputar nesta quinta-feira, deverá modificar as classificações. Os ciclistas vão percorrer 189,3 quilómetros, entre Lagoa e o alto da Fóia, em Monchique, com a meta a coincidir com uma contagem de montanha de primeira categoria. Será o primeiro teste à forma dos candidatos, permitindo perceber quais são os corredores com capacidade para discutir a geral.

 

Classificações/Results
1.ª Etapa/1st Stage: Albufeira – Lagos, 182,9 km
1.º Fernando Gaviria (Quick-Step Floors), 4h28m31s (40,869 km/h)
2.º André Greipel (Lotto Soudal), mt
3.º Nacer Bouhanni (Cofidis), mt
4.º Dylan Groenewegen (Team Lotto NL-Jumbo), mt
5.º John Degenkolb (Trek-Segafredo), mt
6.º Baptiste Planckaert (Team Katusha Alpecin), mt
7.º Matteo Trentin (Quick-Step Floors), mt
8.º Andrea Pasqualon (Wanty-Groupe Gobert), mt
9.º Lukasz Wisniowski (Team Sky), mt
10.º Edvald Boasson Hagen (Team Dimension Data), mt

 

Geral/Overall
1.º Fernando Gaviria (Quick-Step Floors), 4h28m21s
2.º Christoph Pfingsten (Bora-hansgrohe), a 1s
3.º André Greipel (Lotto Soudal), a 4s
4.º Justin Oien (Caja Rural-Seguros RGA), mt
5.º Nacer Bouhanni (Cofidis), a 6s
6.º João Benta (RP-Boavista), a 8s
7.º Dylan Groenewegen (Team Lotto NL-Jumbo), a 10s
8.º John Degenkolb (Trek-Segafredo), mt
9.º Baptiste Planckaert (Team Katusha Alpecin), mt
10.º Matteo Trentin (Quick-Step Floors), mt

 

Fonte: Volta ao Algarve

 

2ª etapa: Lagoa - Alto da Fóia (189.3 kms(

 

O irlandês Daniel Martin (Quick-Step Floors) venceu hoje a segunda etapa da Volta ao Algarve, 189,3 quilómetros entre Lagoa e o alto da Fóia, ascendendo ao comando da geral individual.

 

A tirada decidiu-se nos derradeiros 9 quilómetros, a escalada ao ponto mais alto do Algarve. A Team Katusha Alpecin impôs o ritmo na aproximação à fase mais dura da jornada, mas foi a Quick-Step Floors que endureceu verdadeiramente a corrida, na fase mais dura da subida final, o primeiro quilómetro de ascenção.

 

Zdenek Stybar e Enric Mas dinamitaram o que restava do pelotão, levando na roda o colega de equipa Daniel Martin. O esloveno Primoz Roglic (Team Lotto NL-Jumbo) e o polaco Michal Kwiatkowski (Team Sky) tiveram de responder às acelerações do irlandês. Roglic conseguiu aguentar o ritmo de Daniel Martin e tentou mesmo deixar o rival para trás.

 

A luta pela etapa acabaria por resumir-se ao duelo entre Daniel Martin e Primoz Roglic, que levaram o mano a mano até à linha final. Daniel Martin arrancou a 200 metros e conseguiu bater o rival, que cortou a meta com o mesmo tempo. Michal Kwiatkowski controlou os danos e alcançou a Fóia na terceira posição.

 

A Camisola Amarela Turismo do Algarve manteve-se na Quick-Step Floors, mas mudou do corpo de Fernando Gaviria para o de Daniel Martin. O irlandês dispõe de 4 segundos de vantagem sobre Primoz Roglic e de 26 segundos à melhor sobre Michal Kwiatkowski.

 

“Rodamos na frente durante todo o dia, todos acreditaram nas minhas possibilidades. Estou feliz pela equipa. Roglic esteve bastante forte em Valência e sabia que seria um dos favoritos para a classificação geral. Ataquei-o porque não quis colaborar comigo, mas no último quilometro sabia que a minha experiência me seria útil. Farei o melhor do que puder no contrarrelógio e veremos como correrá. Agora quero desfrutar desta vitória”, afirmou Daniel Martin, antes da consagração no pódio.

 

O primeiro embate mostrou a supremacia dos três primeiros, mas deixou boas indicações de dois contrarrelogistas, o campeão europeu da especialidade, Jonathan Castroviejo (Movistar Team), que é o nono da geral, e do compatriota Luis León Sánchez (Astana), sétimo, ambos a 45 segundos do comandante.

 

As equipas portuguesas também deram boas indicações, sobretudo a W52-FC Porto, que colocou Amaro Antunes, em quarto da geral, a 43 segundos, o Sporting-Tavira, que tem Rinaldo Nocentini na sexta posição, com o mesmo tempo, e a LA Alumínios-Metalusa BlackJack, cujo chefe-de-fila, Edgar Pinto, subiu ao oitavo posto, a 45 segundos.

 

A Astana Pro Team está no topo da classificação coletiva. Daniel Martin e Fernando Gaviria estão empatados na classificação por pontos, premiada com a Camisola Vermelha Cofidis. Daniel Martin é também o dono da Camisola Azul Liberty Seguros e o belga Tiesj Benoot (Lotto Soudal) está bem encaminhado para repetir a vitória na juventude e para ganhar a Camisola Branca Sicasal.

 

As classificações terão novo momento de decisão nesta sexta-feira, dia em que se disputa o contrarrelógio de 18 quilómetros, com partida e chegada na Fortaleza de Sagres.

 

Classificações/Results


2.ª Etapa/2nd Stage: Lagoa – Fóia, 189,3 km
1.º Daniel Martin (Quick-Step Floors), 4h46m35s (39,632 km/h)
2.ª Primoz Roglic (Team Lotto NL-Jumbo), mt
3.º Michal Kwiatkowski (Team Sky), a 20s
4.º Amaro Antunes (W52-FC Porto), a 33s
5.º Rinaldo Nocentini (Sporting-Tavira), mt
6.º Luis León Sánchez (Astana), a 35s
7.º Jonathan Castroviejo (Movistar Team), mt
8.º Tony Gallopin (Lotto Soudal), mt
9.º Edgar Pinto (LA Alumínios-Metalusa BlackJack), mt
10.º Tiesj Benoot (Lotto Soudal), a 46s

Geral/Overall


1.º Daniel Martin (Quick-Step Floors), 9h14m56s
2.ª Primoz Roglic (Team Lotto NL-Jumbo), a 4s
3.º Michal Kwiatkowski (Team Sky), a 26s
4.º Amaro Antunes (W52-FC Porto), a 43s
5.º Tony Gallopin (Lotto Soudal), a 42s
6.º Rinaldo Nocentini (Sporting-Tavira), mt
7.º Luis León Sánchez (Astana), a 45s
8.º Edgar Pinto (LA Alumínios-Metalusa BlackJack), mt
9.º Jonathan Castroviejo (Movistar Team), mt
10.º Tiesj Benoot (Lotto Soudal), a 46s

 

 

Fonte: Volta ao Algarve

 

3ª Etapa: Sagres - Sagres

 

O espanhol Jonathan Castroviejo (Movistar Team), campeão europeu de contrarrelógio, venceu hoje a terceira etapa da Volta ao Algarve, um exercício individual de 18 quilómetros, que levou o esloveno Primoz Roglic (Team Lotto NL-Jumbo) ao topo da classificação geral.

 

A chamada “prova da verdade”, disputada em Sagres, no mesmo percurso que acolheu o contrarrelógio da edição anterior da corrida, permitiu a Jonathan Castroviejo estrear a camisola de campeão da Europa, afirmando-se como um dos melhores especialistas mundiais na disciplina.

 

O campeão europeu cumpriu os 18 quilómetros em 21m24s, melhorando 10 segundos quanto ao registo pessoal do ano anterior. O campeão mundial, Tony Martin (Team Katusha Alpecin), foi mais uma vez segundo em Sagres, com 21m28s, um desempenho 26 segundos pior do que o conseguido há um ano. O terceiro no contrarrelógio desta sexta-feira foi o esloveno Primoz Roglic, a 5 segundos do primeiro classificado.

 

“Quase todos os anos corro aqui no Algarve e já procurava aganhar há algum tempo. Reconheci o percurso e as sensações foram boas ao longo de todo o contrarrelógio. Em todos os contrarrelógios que corri em 2016 fiquei no Top 4. Ganhar no começo da temporada a estes rivais é muito importante. O meu rendimento na Fóia foi bastante bom e isso dá-me moral para disputar as provas de uma semana. A geral da Volta ao Algarve não está ainda decidida. O Malhão é uma subida muito explosiva e acabando aí a Volta ao Algarve cada um irá ao seu limite”, declarou o vencedor da etapa.

 

O terceiro lugar na etapa permitiu a Primoz Roglic, campeão esloveno de contrarrelógio, conquistar a Camisola Amarela Turismo do Algarve, assumindo-se como o principal candidato à conquista da 43.ª Volta ao Algarve. O polaco Michal Kwiatkowski (Team Sky) ascendeu à segunda posição e é o mais sério candidato a destronar Roglic. Jonathan Castroviejo é o terceiro da geral, a 36 segundos.

 

“Na Fóia o Daniel Martin levou a melhor. Sou tido como um especialista no contrarrelógio mas quero ser mais do que isso. Para já quero discutir as provas de uma semana. Irei defender a camisola amarela. Conheço bem a subida ao Malhão e será um dia difícil, mas conto com o apoio dos meus colegas de equipa. Cada um dará o seu melhor, eu e os meus adversários, mas, no final, espero salvaguardar a liderança”, afirmou o novo comandante.

 

O irlandês Daniel Martin (Quick-Step Floors) foi incapaz de defender a liderança, fazendo o 74.º tempo no contrarrelógio, descendo para o sexto posto da geral, a 1m31s do sucessor. Segura, como consolação, a Camisola Vermelha Cofidis, dos pontos, e a Camisola Azul Liberty Seguros, da montanha.

 

O belga Tiesj Benoot (Lotto Soudal) deu mais um passo para ser, pelo segundo ano consecutivo, o melhor jovem da competição, segurando a Camisola Branca Sicasal. A Movistar Team venceu coletivamente a etapa e saltou para o comando da tabela por equipas.

 

A Volta ao Algarve prossegue neste sábado com a disputa da quarta etapa, a mais longa ligação da corrida, 203,4 quilómetros entre Almodôvar e Tavira. Espera-se que seja a segunda oportunidade para os sprinters brilharem, antevendo-se novo duelo entre os homens mais rápidos do pelotão, numa cidade de Tavira que acolhe a caravana sempre de forma calorosa.

 

Classificações
3.ª Etapa/3rd Stage: Sagres – Sagres, 18 km
1.º Jonathan Castroviejo (Movistar Team), 21m24s (50,467 km/h)
2.º Tony Martin (Team Katusha Alpecin), a 4s
3.º Primoz Roglic (Team Lotto NL-Jumbo), a 5s
4.º Michal Kwiatkowski (Team Sky), mt
5.º Lars Boom (Team Lotto NL-Jumbo), a 11s
6.º Arnaud Démare (FDJ), a 12s
7.º Alex Dowsett (Movistar Team), a 16s
8.º Edvald Boasson Hagen (Team Dimension Data), a 20s
9.º Nelson Oliveira (Movistar Team), mt
10.º Tony Gallopin (Lotto Soudal), a 21s

Geral/Overall
1.º Primoz Roglic (Team Lotto NL-Jumbo), 9h36m29s
2.º Michal Kwiatkowski (Team Sky), a 22s
3.º Jonathan Castroviejo (Movistar Team), a 36s
4.º Tony Gallopin (Lotto Soudal), a 55s
5.º Luis León Sánchez (Astana), a 59s
6.º Daniel Martin (Quick-Step Floors), a 1m31s
7.º Tony Martin (Team Katusha Alpecin), a 1m40s
8.º Tiesj Benoot (Lotto Soudal), a 1m49s
9.º Amaro Antunes (W52-FC Porto), a 1m54s
10.º Rinaldo Nocentini (Sporting-Tavira), a 1m56s

 

Fonte: Volta ao Algarve

 

4ª etapa. Almodôvar - Tavira

 

O campeão da Alemanha de fundo, André Greipel (Lotto Soudal), venceu hoje a quarta etapa da Volta ao Algarve, em Tavira, num despique com o compatriota John Degenkolb (Trek-Segafredo), apenas deslindado pelo recurso ao photo finish.
 
 
Os 203,4 quilómetros que ligaram Almodôvar a Tavira terminaram de forma apoteótica. Milhares de pessoas puderam assistir a um sprint entusiasmante, do qual saiu vencedor André Greipel, com uma diferença de cerca de um pneu para John Degenkolb. O terceiro foi o campeão holandês de fundo, Dylan Groenewegen.
 
 
André Greipel lançou o sprint mais cedo e quase foi surpreendido pela inclinação dos últimos 50 metros, tendo de sofrer para resistir à aproximação de John Degenkolb. Greipel conseguiu a segunda vitória pessoal em Tavira – a outra foi em 2011 – e prolongou o domínio germânico na cidade do Gilão: nas últimas cinco vezes que uma etapa da Volta ao Algarve terminou em Tavira ganharam alemães.
 
 
A chegada em pelotão compacto ficou garantida a dois quilómetros da meta, quando foi anulada a fuga do dia, protagonizada, desde o quilómetro 6, por Ryan Mullen (Cannondale Drapac), Dion Smith (Wanty-Groupe Gobert), Taco van der Hoorn (Roompot-Nederlanse Loterij) e João Matias (LA Alumínios-Metalusa BlackJack). O luso descolou da frente a cerca de 40 quilómetros do fim, mas o trio de forasteiros obrigou o pelotão a trabalhos forçados para garantir uma nova oportunidade aos sprinters.
 
 
“A fuga dificultou-nos bastante a preparação da chegada, pois gastamos quase metade da equipa a perseguir. No final encontrei-me numa boa posição e arranquei no momento certo. Já aqui ganhei em Tavira mas no ano passado não pude disputar o sprint. Desta vez tive a sorte comigo. Foi um sprint bem disputado, lado a lado com o Degenkolb, mas felizmente consegui ganhar. É sempre bom sinal ganhar aqui no Algarve”, reconheceu André Greipel.
 
 
Como se esperava, a etapa deste sábado não teve consequências em termos de geral individual. O esloveno Primoz Roglic (Team Lotto NL-Jumbo) segurou a Camisola Amarela Turismo do Algarve. É perseguido de perto pelo polaco Michal Kwiatkowski (Team Sky), a 22 segundos, e pelo espanhol Jonathan Castroviejo (Movistar Team), a 36 segundos.
 
 
Amanhã tudo deverá ser diferente. A quinta e última etapa vai ligar o centro de Loulé ao alto do Malhão, com a meta a coincidir com uma contagem de montanha de segunda categoria. Nos últimos 62 quilómetros, os corredores vão subir quatro montanhas, num percurso todo de sobe e desce, que inclui uma primeira passagem no Malhão, a 41,5 quilómetros do fim.
 
 
Com este traçado e com as diferenças entre candidatos já, de certa forma, significativas, as equipas que pretenderam dar a volta à classificação terão de atacar de longe, fomentando o espectáculo.
 
 
“Controlamos a etapa desde o início e foi bastante duro para toda a equipa. Iremos fazer o mesmo amanhã. É possível vencer a Volta ao Algarve no Malhão. Haverá seguramente muitos ataques mas estaremos preparados. O Kwiatkowski é o adversário mais perigoso, até porque é quem me ameaça mais na geral. Fisicamente sinto-bem e estou ansioso por amanhã. Daremos o nosso melhor”, promete Primoz Roglic.
 
 
As classificações secundárias também estão em aberto. André Greipel veste a Camisola Vermelha Cofidis, dos pontos, Daniel Martin (Quick-Step Floors) segue na frente da lista de trepadores, envergando a Camisola Azul Liberty Seguros, e Tiesj Benoot (Lotto Soudal) tem no corpo a Camisola Branca SIcasal, de melhor jovem. A Movistar Team comanda por equipas.
 
 
Classificações/Results

4.ª Etapa/Stage 4: Almodôvar – Tavira, 203,4 km

1.º André Greipel (Lotto Soudal), 4h57m51s (40,974 km/h)
2.º John Degenkolb (Trek-Segafredo), mt
3.º Dylan Groenewegen (Team Lotto NL-Jumbo), mt
4.º Arnaud Démare (FDJ), mt
5.º Jasper Stuyven (Trek-Segafredo), mt
6.º Andrea Pasqualon (Wanty-Groupe Gobert), mt
7.º Fernando Gaviria (Quick-Step Floors), mt
8.º Nacer Bouhanni (Cofidis), mt
9.º Michael Schwarzmann (Bora-hansgrohe), mt
10.º Edvald Boasson Hagen (Team Dimension Data), mt
 
 
Geral/Overall

1.º Primoz Roglic (Team Lotto NL-Jumbo), 14h34m20s
2.º Michal Kwiatkowski (Team Sky), a 22s
3.º Jonathan Castroviejo (Movistar Team), a 36s
4.º Tony Gallopin (Lotto Soudal), a 55s
5.º Luis León Sánchez (Astana), a 59s
6.º Daniel Martin (Quick-Step Floors), a 1m31s
7.º Tony Martin (Team Katusha Alpecin), a 1m40s
8.º Tiesj Benoot (Lotto Soudal), a 1m49s
9.º Amaro Antunes (W52-FC Porto), a 1m54s
10.º Rinaldo Nocentini (Sporting-Tavira), a 1m56s

 

Fonte: Volta ao Algarve

 

5ª etapa: Loulé - Malhão

O esloveno Primoz Roglic (Team Lotto NL-Jumbo) venceu hoje a 43.ª Volta ao Algarve, depois de disputada a quinta etapa, com final no alto do Malhão, ganha pelo algarvio Amaro Antunes (W52-FC Porto).
 
 
A tirada de 179,2 quilómetros, entre o centro de Loulé e o alto do Malhão, começou muito veloz, com mais de 50 quilómetros percorridos na primeira hora. Mas os candidatos acabaram por ficar na expectativa, não se movendo na derradeira ascensão.
 
A apatia dos principais nomes internacionais foi aproveitada por Amaro Antunes, que deu o melhor seguimento ao trabalho da W52-FC Porto, que trabalhou para anular a fuga de 21 homens que apenas foi definitivamente dada por extinta no sopé do Malhão.
 
 
Perante a postura defensiva das estrelas internacionais, Amaro Antunes arrancou a quilómetro e meio do final e não mais foi alcançado. Cortou a meta ao fim de 4h29m28s de corrida, deixando a 12 segundos o espanhol Vicente García de Mateos (Louletano-Hospital de Loulé) e o belga Tiesj Benoot (Lotto Soudal), segundo e terceiro, respetivamente.
 
 
“Ganhar é a algo que a W52-FCPorto já habitou os adeptos. Este é um lugar habitual de treinos, conheço esta subida de olhos fechados. Sabia onde tinha de arrancar. Inicialmente, hesitei um pouco, contive-me e finalmente arranquei no momento certo. É especial ganhar em casa, é muito emotivo e algo que hoje, no hotel, sonhava. Amigos e familiares vieram para aqui às cinco da madrugada para pintar a estrada e a única resposta que lhes tinha de dar, o único agradecimento possível, era chegar aqui em primeiro lugar. Para dizer a verdade, na primeira passagem fiz toda a subida em pele de galinha e quando a equipa começou a tirar só tinha em mente a vitória. Queria retribuir o apoio de quem acreditou em mim, em especial o meu diretor-desportivo Nuno Ribeiro. Acreditou desde o início que a vitória seria possível. Foi muito bom chegar aqui com os aplausos do público. É algo que não vou esquecer tão cedo. Não é por acaso que temos aqui alguns dos melhores ciclistas do mundo, um pelotão de luxo e isso ainda mais valor dá à minha vitória”, frisou Amaro Antunes.
 
 
O polaco MIchal Kwiatkowski foi o único dos pretendentes à geral a mover-se, mas não foi além de uma movimentação tímida, à qual Primoz Roglic respondeu com facilidade. O esloveno, antigo campeão de saltos de esqui, conquistou, assim, a principal vitória na carreira de ciclista.
 
 
Primoz Roglic conquistou a 43.ª Volta ao Algarve, acabando com 22 segundos de vantagem sobre Michal Kwiatkowski. O terceiro, a 55 segundos, foi o francês Tony Gallopin. “Fizemos um grande trabalho e controlamos a corrida até onde seria possível. Na subida final seria a minha vez. Consegui ficar com o Kwiatkowski e agora é tempo de celebrar. Foi duro para todos, mas felizmente conseguir levar esta camisola até ao final. Veremos o que o futuro me traz. Sei que combino a montanha e o contrarrelógio com certa facilidade e espero estar forte nas próximas corridas. Mas agora vou festejar. Quando comecei a competir não imaginava chegar a este nível. É um sonho estar aqui de amarelo”, admitiu Roglic.
 
 
O campeão da Alemanha de fundo, André Greipel (Lotto Soudal), empenhou-se a fundo na luta pela Camisola Vermelha Cofidis, participando na fuga do dia com esse objetivo. Foi uma iniciativa de sucesso, pois conseguiu a vitória por pontos.
 
 
A fuga deste domingo também deu resultados positivos ao colombiano Juan Osorio (Manzana Postobón) que, com a aventura deste domingo, ganhou a Camisola Azul Liberty Seguros, de melhor trepador. O melhor jovem foi, pelo segundo ano consecutivo, o belga Tiesj Benoot, que leva para casa a Camisola Branca Sicasal. Por equipas impôs-se a Astana.
 
Classificações/Results

5.ª Etapa/Stage 5: Loulé – Malhão, 179,2 km

1.º Amaro Antunes (W52-FC Porto), 4h29m28s (39,901 km/h)
2.º Vicente García de Mateos (Louletano-Hospital de Loulé), a 12s
3.º Tiesj Benoot (Lotto Soudal), mt
4.º Michal Kwiatkowski (Team Sky), a 15s
5.º Primoz Roglic (Team Lotto NL-Jumbo), mt
6.º Rinaldo Nocentini (Sporting-Tavira), mt
7.º Jaime Rosón (Caja Rural-Seguros RGA), mt
8.º Luis León Sánchez (Astana), mt
9.º Tony Gallopin (Lotto Soudal), mt
10.º David de la Fuente (Louletano-Hospital de Loulé), mt
 
Geral/Overall

1.º Primoz Roglic (Team Lotto NL-Jumbo), 19h04m03s
2.º Michal Kwiatkowski (Team Sky), a 22s
3.º Tony Gallopin (Lotto Soudal), a 55s
4.º Luis León Sánchez (Astana), a 59s
5.º Amaro Antunes (W52-FC Porto), a 1m29s
6.º Daniel Martin (Quick-Step Floors), a 1m36s
7.º Jonathan Castroviejo (Movistar Team), a 1m40s
8.º Tiesj Benoot (Lotto Soudal), a 1m42s
9.º Rinaldo Nocentini (Sporting-Tavira), a 1m56s
10.º Edgar Pinto (LA Alumínios-Metalusa BlackJack), a 2m19s

 

Fonte: Volta ao Algarve

17
Dez16

2667: Sky vai defender o título na Volta ao Algarve de 2017

Tempo no Algarve

A Team Sky, que venceu a Volta ao Algarve nos últimos dois anos, vai estar na Volta ao Algarve de 2017, anunciou hoje a organização da prova que vai disputar-se entre 15 e 19 de fevereiro.

Além da equipa britânica, uma das grandes dominadoras do WorldTour, também a a francesa Cofidis e a holandesa Roompot-Nederlandse Loterij, ambas continentais profissionais, estarão presentes na ‘Algarvia’.

“A Team Sky ganhou a Volta ao Algarve nos últimos dois anos por intermédio de Geraint Thomas e estará em Portugal com a ambição de sempre. A Cofidis regressa a uma prova em que não participava desde 2014, enquanto a Roompot-Nederlandse Loterij correrá pela segunda vez, depois da estreia em 2015 e da ausência no ano seguinte”, pode ler-se no comunicado da Federação Portuguesa de Ciclismo.

A Volta ao Algarve será disputada por 24 equipas, das quais 11 do WorldTour, a primeira divisão do ciclismo internacional: Astana, Bora-hansgrohe, Cannondale-Drapac, Dimension Data, FDJ, Katusha-Alpecin, Lotto NL-Jumbo, Lotto Soudal, Movistar, Quick-Step Floors e Sky.

A edição de 2017, a primeira em que a Volta ao Algarve terá a categoria 2.HC, a segunda mais prestigiada no panorama internacional, contará também com as continentais profissionais Caja Rural, Cofidis, Gazprom-RusVelo, Manzana Postobón, Roompot-Nederlandse Loterij e Wanty-Groupe Gobert, além das continentais portuguesas Efapel, LA Alumínios-Metalusa, Louletano-Hospital de Loulé, Rádio Popular-Boavista, Sporting-Tavira e W52-FC Porto e da norte-americana Rally Cycling.

 

Fonte: Região Sul

 

19
Out16

2630: Portugal Masters 2016 em Vilamoura

Tempo no Algarve

O Torneio Portugal Masters deste ano contará, como sempre, com os melhores golfistas da Europa. 

 

São muitos os espetadores que visitam Vilamoura, na expetativa de assitir a esta importante competição de golfe.

 

Data de início:20-10-2016
 
Data de fim:23-10-2016
 
Local:Vilamoura - Oceânico Victoria GC
 
Localidade:Loulé

 

 

 

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