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Tempo no Algarve

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25
Mai12

1579: Catástrofes naturais causaram prejuízos de 5,5 mil milhões ao país

Tempo no Algarve

Nos últimos 30 anos, as catástrofes naturais em Portugal causaram prejuízos de 5,5 mil milhões de euros, sendo que a factura para as seguradoras no mesmo período foi de 128 milhões de euros, apenas 2,3% do total.

 

Os dados surgem numa apresentação da resseguradora Munich RE.

Entre as catástrofes naturais que mais prejuízos causaram no País esteve a onda de calor e a seca em 2005. Este fenómeno causou perdas de 1,6 mil milhões de euros. Apesar destes prejuízos, a onda de calor acabaria por não causar prejuízos às seguradoras.

Já as chuvas torrenciais e deslizamento de terras na Madeira, que aconteceram em Fevereiro de 2010, causaram prejuízos de 1,1 mil milhões de euros e 42 vítimas mortais. Apesar disso, o custo para as seguradoras ficou em 56 milhões de euros, segundo os dados da Munich RE.

Outra das catástrofes que mais custos teve para as seguradoras foi a passagem da tempestade Xynthia pelo Norte de Portugal no início de 2010.

Os desastres naturais mais comuns e mais graves em Portugal têm origem em condições climatéricas que causam cheias ou incêndios. São 38% dos 107 desastres contabilizados pela Munich RE nos últimos 30 anos.

Já as catástrofes naturais mais raras em Portugal são as que envolvem eventos geofísicos como terramotos, tsunamis e erupções vulcânicas.

 

Fonte: Rádio Horizonte/Algarve

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19
Mar12

1546: 2010 foi o ano mais quente de sempre

Tempo no Algarve

De acordo com uma nova avaliação da evolução das temperaturas da Terra, o ano de 2010 passa a ser o mais quente desde 1850, em vez de 1998. Esta actualização, feita pelo HadCRUT, um dos principais registos de temperatura global, do Reino Unido, contou com novos dados de temperatura do Árctico. Os resultados foram publicados na revista Journal of Geophysical Research e mostram que esta actualização não altera o aumento médio de temperaturas desde 1900, de 0,75 graus.

 

A ciência do clima e a teoria largamente defendida de que a Terra está a registar um aumento de temperatura que não se explica por oscilações naturais, mas sim pela mão humana, está também baseada no registo das temperaturas do ar nos continentes e dos oceanos, ao longo de mais de um século.

Os dados da HadCRUT incluem informação das temperaturas nos continentes compiladas pela Unidade de Investigação Climática (CRU, sigla em inglês) da Universidade de East Anglia, em Norfolk, no Reino Unido e os registos de temperaturas da superfície dos oceanos, compilados pelo Centro de Hadley do Instituto de Meteorologia do Reino Unido. “O novo estudo reúne as nossas bases de dados mais recentes e mais completas das observações da temperatura da terra e do mar, em conjunto com novos avanços na compreensão de como se faziam as medições no mar”, disse Colin Morice, cientistas do Instituto Meteorológico do Reino Unido, citado pela AP.

A primeira rede de estações meteorológicas data de 1653, no Norte de Itália, mas só a meio do século XIX é que o número de estações e a sua distribuição passou a ser suficientemente generalizada para ter validade científica.

Desde essa altura que os métodos têm vindo a ser optimizados e normalizados. Os cientistas tiveram agora em conta, por exemplo, o enviesamento nos registos de temperatura da superfície do oceano, quando era medida em baldes com água tirada do mar, em que havia uma descida de temperatura em relação à do oceano.

No novo artigo foram incluídas as observações de 400 estações meteorológicas no Árctico, na Rússia e no Canadá. Uma das regiões mais afectadas pelo aumento de temperatura. “A HadCRUT é sustentada por observações e tornou-se claro que [o modelo] poderia não estar a captar na sua totalidade as mudanças no Árctico, devido a haver tão pouca informação nesta área”, disse Phil Jones, director do CRU e primeiro autor do artigo, citado pela BBC News. Os resultados também utilizaram registos novos vindo da África e da Austrália.

“A actualização resultou em algumas mudanças em anos individuais, mas não mudou o sinal geral do aquecimento de cerca de 0,75 graus desde 1900”, disse Morice.

Mas o ano mais quente de todos, 1998, caiu para terceiro lugar, segundo a nova actualização, sendo substituído por 2010 e o ano de 2005 ficou em segundo lugar. Os dez anos mais quentes ocorreram todos nos últimos 14 anos. Outra conclusão, é que o aumento de temperatura não é homogéneo. “O Hemisfério Norte e o Hemisfério Sul aqueceram em 1,12 graus e 0,84º ao longo do período entre 1901 e 2010”, lê-se no resumo do artigo. Só desde 2001, o Norte aqueceu 0,1 graus.

No início deste ano, a NASA divulgou um relatório que previa um maior aquecimento da Terra nos próximos anos. De acordo com este trabalho da agência espacial norte-americana, o ano de 2011 acabou por ser o nono mais quente desde 1880. No ano passado, as temperaturas médias à superfície foram 0,51ºC mais altas do que os valores médios do período base 1951-1980.

 

Fonte: Publico

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26
Jan12

1507: 2011 o 6º ano mais quente dos últimos 80 anos

Tempo no Algarve

O Instituto de Meteorologia editou agora o Boletim Climatológico de 2011, o qual para além da informação tradicionalmente apresentada em Boletins
anteriores, inclui informação complementar com aspetos inovadores, particularmente ao nível do apuramento anual e mensal do número de dias com
valores significativos e de extremos absolutos de vários parâmetros meteorológicos: precipitação, temperatura, vento, ondas de calor e de frio, e
ainda informação sobre o número de dias de geada, nevoeiro e trovoada.

 

Neste Boletim confirma-se a informação já veiculada no final do mês de Dezembro, através de relatório preliminar, de que 2011 foi o 6º ano mais quente desde 1931 no continente, com o valor da temperatura média do ar de 16ºC, tendo mesmo registado o maior valor médio da temperatura máxima anual (21,36ºC) dos últimos 80 anos.

 

Em termos de totais de precipitação média no continente, o ano de 2011 registou um valor inferior ao valor normal de 1971-2000, com uma anomalia de -136,6mm, destacando-se os meses de novembro e dezembro com anomalias de +48,9mm e -102,8mm, respetivamente.

 

Nos Arquipélagos da Madeira e dos Açores os valores médios da temperatura do ar foram superiores ao valor médio do período 1971-2000.

Quanto ao total de precipitação anual, no arquipélago dos Açores os valores foram inferiores ao normal, exceto na Horta onde foi muito superior. Quanto à Madeira, os valores foram inferiores ao normal no Funchal e muito superiores em Porto Santo, cerca de 170% em relação ao valor normal.

 

Fonte: IM

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31
Dez11

1489: 2011 deverá ser um dos anos mais quentes desde 1931

Tempo no Algarve

O ano de 2011 em Portugal continental deverá ser um dos três mais quentes
desde 1931, em termos da média da temperatura máxima, e um dos sete mais quentes
dos últimos 80 anos, tendo como referência a temperatura média anual, de acordo
com a versão preliminar do Boletim do Clima do Ano de 2011, disponibilizado hoje
pelo Instituto de Meteorologia, I.P.

 

Os meses que mais contribuíram para o ano de 2011 ser um dos anos mais
quentes em relação à temperatura máxima, foram abril, outubro, maio, junho e
setembro, que registaram anomalias em relação a 1971-2000 de +4.90ºC, +4.73ºC,
+3.91ºC, +1.58ºC e +1.22ºC respetivamente. De realçar ainda que os meses de maio
e outubro foram os mais quentes desde 1931, em relação ao valor da temperatura
máxima do ar e abril foi o segundo mais quente na temperatura média e máxima do
ar, também desde 1931. Também as temperaturas mínimas em abril e em maio
estiveram muito acima do valor normal.

 

É de salientar que nos últimos 18 anos a temperatura média anual foi sempre
superior ao valor médio 71-2000, com exceção de 2008.

 

O total de precipitação anual deverá ser  inferior ao valor normal 1971-2000,
com uma anomalia de -132.2mm. Durante o ano destacam-se os meses de novembro,
que  registou um total mensal superior ao normal em +48.9mm e de dezembro com um
total mensal muito inferior ao normal.

 

Em 2011 destacam-se como fenómenos climáticos relevantes, as inundações em
Lisboa dia 29 de abril, com queda violenta de granizo em Benfica e Damaia,
tendo-se originado  camadas de gelo no solo com vários centímetros de altura; o
vento forte com rajadas superiores a 100Km/h de onde se destacam, entre outras,
os 157 km/h de rajada em Faro (24 de outubro) e 134 km/h em Coruche (16 de
fevereiro); a temperatura máxima do ar em maio e outubro foi a mais alta desde
1931 e a ocorrência de 5 ondas de calor em Portugal continental, uma em abril,
duas em maio e duas em outubro; a queda de neve em vários pontos do pais, que
levou a condicionamentos locais, como o encerramento de escolas.

 

Nos Arquipélagos da Madeira e dos Açores, os valores médios de temperatura do
ar foram superiores aos valores normais. No que diz respeito aos totais de
precipitação, os Açores apresentam valores inferiores ao normal, à exceção da
Horta, onde foram muito superiores. Na Madeira os valores de precipitação no
Funchal foram inferiores ao normal, enquanto que no Porto Santo foram cerca de
170% superiores ao respectivo valor normal.

 

Fonte: IM

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09
Dez09

819: Faro promove vigília pelo Clima, à luz das velas, a pé e de canoa

Tempo no Algarve

Uma vigília à luz de velas, em Faro, como parte de um grande dia de mobilização global contra as alterações climáticas, está marcada para 12 de Dezembro, sábado, a partir das 18h00.


 


A vigília tem a particularidade de poder ser feita a pé ou de canoa, na Ria Formosa.



Para a primeira hipótese, a vigília terá lugar na Doca de Faro e está marcada para as 18h00.



Quem preferir participar de canoa, deverá comparecer às 17h30, no Sport Faro e Benfica, também na zona ribeirinha da cidade.



Segundo a organização, este «será um evento breve e simples e para que seja um sucesso só precisamos de aparecer! Basta passar por lá uns momentos, de preferência levando uma vela - e um amigo(a)».

 

«Nesta altura, os nossos governantes estarão em Copenhaga para as negociações climáticas mais importantes do nosso tempo. A mensagem é clara: o Mundo quer um Acordo para Valer - um tratado suficientemente forte para combater as perigosas alterações climáticas», acrescentam os organizadores da vigília em Faro.

 

Quem quiser participar de canoa – a «canoagem é igual a zero poluição e é amiga do Ambiente», salientam os organizadores -, deverá levar velas, pirilampos para sinalizar as embarcações e uma corneta para dar o toque do início da vigília.



Para participar, deve contactar-se o Sport Faro e Benfica - Secção de Canoagem ou enviar um e-mail para ferradamichael@gmail.com.



Para saber mais ou ajudar na organização, deve contactar-se o email clima12dez.faro@gmail.com.



No Algarve, há ainda outras acções marcadas para Portimão, dia 12, às 17h30, na Alameda da Praça da República, e para Tavira, no mesmo dia e à mesma hora, na Praça da República (junto à câmara).


 


Fonte: Barlavento Online

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08
Dez09

818: Temperatura em Portugal já aumentou 1,2 graus desde 1930

Tempo no Algarve

Portugal aqueceu 1,2 graus nas últimas décadas e vive fenómenos extremos como chuvadas intensas, ondas de calor e vagas de frio prolongadas. O Instituto de Meteorologia monitoriza este tempo e procura antecipar-se ao futuro catastrófico que estará para chegar.


 


"Os fenómenos extremos podem vir a ter frequência maior do que no passado. Estamos a bater recordes sucessivos de verões mais quentes, ondas de calor mais prolongadas. Nos últimos 30 anos houve uma curva ascendente nas temperaturas médias", alerta Adérito Serrão, presidente do Instituto de Meteorologia (IM).



A temperatura média em Portugal subiu 1,2 graus desde 1930. Antes disso demorara um século para aumentar 0,8 graus. Esta diferença "significativa" explica-se em grande parte pela revolução industrial, que trouxe alterações nas emissões de dióxido de carbono, acrescenta o especialista.



Cada vez mais o aumento da temperatura média e a ocorrência de episódios extremos maiores, como o frio, o calor e a precipitação de curta duração mas intensa, ganham maior consistência, o que a continuar trará perturbações a todos os níveis, desde os recursos hídricos à biodiversidade, passando pela energia, saúde, turismo e actividade económica.



"Se a projecção se mantiver, terá efeitos graves. Tudo o que ultrapassa os dois graus em relação a 1990 tem consequências com irreversibilidade nos ecossistemas e poderá gerar catástrofes, como aconteceram já no passado, mas com mais intensidade".



O Instituto de Meteorologia tem um projecto em parceria com a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa para estudar estes cenários climáticos e medir os seus impactos no continente.



Os resultados destes estudos podem sustentar políticas de adaptação às alterações climáticas, explica Adérito Serrão.



"Temos que actuar ao nível da adaptação. É necessário estimar o que vai acontecer para que os vários sectores tenham medidas adequadas às alterações climáticas. Tudo o que estiver na mão do Homem deve ser tentado e conseguido".



O IM e a Faculdade de Ciências estão a acompanhar todas estas matérias, através da monitorização do presente, do registo de situações históricas - com a ajuda de uma base de dados reportados a 1931 - e da 'cenarização' do futuro, explicou.



"Com a ajuda da ciência, há espaço para monitorizar e antecipar os efeitos do clima, mas também para encontrar substitutos energéticos, sem perda de competitividade, e sustentar uma política de transportes e mobilidade, sem retroceder", considera.



O destinatário deste trabalho é a Comissão para as Alterações Climáticas.



O IM dispõe também de um observatório de secas que antecipa situações de falta de água para que os serviços tomem medidas de precaução.



Exemplo desse trabalho é a avaliação dos recursos hídricos à superfície e subterrâneos e os seus efeitos na agricultura.



As previsões já apontam para uma diminuição da frequência das chuvas, para um aumento das temperaturas médias e dos valores extremos, o que em termos de vivência humana se traduzirá mais directamente em períodos de excesso de calor ou de frio, seca prolongada, cheias e inundações.



"Precisamos de informação para podermos agir", salienta Adérito Serrão.



É por isso que todos os institutos de meteorologia membros da organização meteorológica mundial estão actualmente a investir fortemente em serviços de clima.


 


Fonte: Barlavento Online

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06
Dez09

816: Cimeira do Clima de Copenhaga também é importante para o Algarve

Tempo no Algarve

A Cimeira do Clima das Nações Unidas (COP15) decorre de 7 a 18 de Dezembro, em Copenhaga, na Dinamarca. Apesar de distante, as conclusões da Cimeira terão consequências importantes também para o Algarve, onde os efeitos das alterações climáticas já se fazem sentir.


 


O «barlavento» esteve em Copenhaga para acompanhar os preparativos para a Cimeira e dá aqui conta de algumas das questões que lá se irão discutir e das suas ligações ao Algarve e a Portugal.



A desertificação do país, com o aumento dos períodos de seca e a ocorrência cada vez mais frequente de chuvadas intensas que provocam inundações catastróficas, a escassez de água, o recuo da linha de costa são algumas das consequências das alterações climáticas globais no Algarve.



Mas também têm a ver com a má gestão dos recursos e do território, que, segundo os especialistas, acabam por aumentar os efeitos das alterações climáticas.



Copenhaga receberá a maior cimeira de sempre sobre o Clima, recebendo 15 mil delegados de todo o mundo e 3000 jornalistas.



Até o presidente dos Estados Unidos Barack Obama já disse que estará presente, num sinal que foi visto como uma esperança para os resultados desta Cimeira.



Durante os quinze dias da reunião, muita coisa está em jogo e a ser negociada em 40 diferentes comissões.



O objectivo é tentar chegar a um acordo para a diminuição real e drástica das emissões de gases com efeitos de estufa, que, segundo os cientistas, vão mudar irremediavelmente o clima do planeta se não foram tomadas medidas urgentes.



Porque é que a COP15 é tão importante? Segundo Louise Brinker, assessora de Imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, porque «este é o tempo certo para obter um novo protocolo internacional sobre as alterações climáticas».



Falando no seminário «Contagem Final para a COP15», que decorreu na Escola de Jornalismo da Dinamarca, em Arhus, e ao qual o «barlavento» assistiu, Michael Vedso, chefe do Gabinete de Imprensa da Comissão Europeia naquele país nórdico, admitiu que «muitos países e ONG estão a considerar que a Comissão Europeia não está a ser suficientemente ambiciosa» nas suas propostas para a Cimeira.



No entanto, as propostas da CE, que passam pela redução das emissões em 20 por cento até 2020 (em relação a valores de 1999) já seriam boas se fossem aceites.



Tendo em conta as reticências dos Estados Unidos, ou dos chamados países BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), onde o crescimento industrial se está agora a realizar, com todas as consequências que isso traz para um aumento efectivo das emissões de gases com efeito de estufa, para Michael Vedso um «acordo político quanto às emissões já seria um resultado muito positivo».



É que poucos acreditam que, da Cimeira de Copenhaga, possa sair um Tratado que obrigue todos os países a cumprir as metas de emissões estabelecidas.



Martin Lidegaard, membro da Concito, um think tank verde, vai porém mais longe: «para ainda irmos a tempo de resolver o problema das alterações climáticas, o pico das emissões tem que ser já daqui a cinco anos, depois disso tem que começar a cair». Por isso, sublinhou, «é preciso tomar medidas e já!»



«Estou certo que vamos chegar a um acordo em Copenhaga. Mas que acordo será esse? Se o resultado for: vamos voltar a falar disto daqui a 10 anos, será um desastre!».



Por isso mesmo, todos os olhos estão postos na Cimeira.


 


Fonte: Barlavento Online

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30
Nov09

813: Recordar as cheias fluviais em Albufeira de há 60 anos: 30 de Novembro 1949

Tempo no Algarve

Hoje praticamente esquecidas e ignoradas pela maioria dos albufeirenses, as cheias de há precisamente 60 anos foram uma triste realidade de má memória do tempo dos nossos avós, que ocuparam as primeiras páginas dos jornais locais e nacionais de então.

 

As décadas de 40 e 50 do século XX foram pródigas em inundações no Algarve, que adquiriram contornos violentos na então vila de Albufeira.

Cheias causadas por intensa pluviosidade, que engrossaram a ribeira de Albufeira e semearam o pânico, o luto e a destruição, provocando ainda elevados prejuízos económicos.

Nos últimos dias de Novembro de 1949, um temporal de grande violência assolou o Algarve e Albufeira não foi excepção. Preparada para receber a feira franca, a vila foi duramente atingida, conforme relatou o jornal «O Século» de 01/12/1949: «Em Albufeira, na noite passada (29/11) e todo o dia de hoje, também choveu torrencialmente. As águas da ribeira sobrepuseram-se aos dois diques e fizeram levantar alguns cascões da canalização das águas para o mar. A parte baixa da vila voltou a ser inundada pela cheia da ribeira, registando-se prejuízos materiais em diversas casas».

O Diário de Notícias (DN), da mesma data, acrescenta ainda: «Duramente experimentada pelas inundações de 25 de Outubro e 23 de Dezembro de 1948 esta vila está de novo inundada (…). A feira franca, marcada para os dias 29 e 30 do corrente, não chegou a realizar-se, pois a água destruiu algumas barracas e ameaça arrastar para o mar as pistas de automóveis eléctricos e as barracas de cavalinhos. Os feirantes que foram atingidos por elevados prejuízos encontram-se albergados em várias casas, postas à sua disposição. Continua a chover e a população está sobressaltada».

Na sua edição de 03/12/1949 informa ainda o DN que «em Albufeira apareceu abandonada uma embarcação e avistou-se no mar o cadáver dum homem que se supõe ser um dos tripulantes. Durante todo o dia de ontem [1/12], por quatro vezes toda a parte baixa da vila ficou coberta de água. Todos os pavimentos das ruas estão revoltos e estragados».

A cheia de 30 de Novembro de 1949 teve a particularidade de ser amplamente fotografada em diferentes locais da vila, por Fausto Napier, e talvez por isso, seja hoje facilmente evocada, em detrimento das inundações de 25 de Outubro e 22 de Dezembro de 1948 e de 15 de Janeiro de 1956, de efeitos e consequências mais nefastas, que aproveitaremos também para recordar.

«As águas das chuvas transbordaram um dique alagando ruas, largos e quintais, desmoronando prédios e enchendo de pânico a população de Albufeira», foi o título da notícia que o jornal «O Século» de 26/10/1948 dedicou às cheias de 25 de Outubro de 1948.

O mesmo jornal acrescentava: «Difícil é descrever os momentos aflitivos que se viveram aqui, quando a chuva, como se fora um verdadeiro dilúvio, fez com que as águas inundassem a parte baixa da vila, tudo ameaçando assustadoramente. Transbordou o dique e alagaram-se ruas, largos, quintas, e casas de comércio e de habitação. Alguns edifícios que ameaçavam ruína desmoronaram-se, outros ficaram com as paredes fendidas. Tudo se registou inesperadamente, apesar das chuvas torrenciais que caíram durante a noite fazerem prever inundações. O pânico foi terrível, pois a cheia atingiu dois metros, e como, muita gente corresse perigo, logo se solicitaram os serviços dos bombeiros de Faro, Loulé e Portimão. Igualmente se utilizaram barcos para socorrer pessoas em perigo e haveres de muita gente».

O semanário algarvio «Correio do Sul», sobre estas inundações, estimava os prejuízos em 2000 contos, sendo de 500 contos só no Grémio da Lavoura na perda de sementes, alfaias, trigo, cimento e adubos. O restante era repartido pelos comerciantes, Central Eléctrica (actual Galeria Samora Barros), e por proprietários dos edifícios que ruíram.

Não eram decorridos dois meses, a 23/12/1948 o DN faz notícia de primeira página: «Temporal no Algarve – Na Vila de Albufeira a água das chuvas atingiu cerca de 7 metros de altura».

«A parte baixa daquela vila ficou completamente bloqueada pelas águas. É tal a violência do temporal na costa que muitas embarcações têm sido arrastadas para o mar, e estão-se a partir na ressaca contra as rochas da praia. Estabelecimentos comerciais onde a água não tinha entrado em inundações anteriores tiveram agora prejuízos quase totais. Em muitos sítios a água atingiu os primeiros andares, cobrindo completamente as árvores. Da frota pesqueira há mais de 40 barcos destruídos».

A inundação principiou cerca das 8 horas da manhã do dia 22 e prolongou-se por cerca de 20 horas: «A pressão da torrente a certa altura rebentou o dique e destruiu em enorme extensão, a rampa que serve de varadouro aos barcos de pesca. Nalguns locais, como por exemplo no largo Duarte Pacheco, as águas atingiram o nível de sete metros! Na avenida da Ribeira a água escavou o solo numa profundidade de 4 a 5 metros, pondo a descoberto o antigo leito da ribeira, que àquela artéria deu o nome. E com a destruição da rampa do varadouro, as águas do mar invadiram a vila e juntaram a sua fúria às devastações da inundação. Paredes e alicerces de vários edifícios de construção mais ligeira, minados pelo ímpeto das águas, estão agora a desmoronar-se, ficando assim dezenas de famílias sem-abrigo. (…) Em suma Albufeira viveu horas de indescritível horror, de uma angústia de que é impossível dar, sequer uma pálida ideia» (DN de 24/12/1948).

Sete anos depois, e após uns dias mais chuvosos, as cheias em Albufeira foram de novo notícia nos jornais: «Temporal no país – Em Albufeira a água da cheia atingiu três metros de altura! Os prejuízos são grandes e uma mulher desaparece na enxurrada» (DN de 16/01/1956).

Ou seja, tudo se repetiu! «No largo Eng. Duarte Pacheco, transformado num pequeno lago, e onde a água subiu a três metros de altura (…). Alfarrobeiras centenárias foram arrancadas cerce e vieram ribeira abaixo em direcção ao enorme esgoto ali recentemente mandado construir para evitar a repetição das inundações de 1948, o qual apesar dos cálculos acabou por não ser suficientemente grande para comportar o volume das águas. (…) Os prejuízos sofridos pelas dezenas de estabelecimentos inundados e os verificados em inúmeras residências são de alguns milhares de contos, pois houve vários comerciantes com danos de centenas de contos só à sua parte».

Em termos de vidas humanas, morreu, arrastada pelas águas, uma senhora de 48 anos de idade. Outros habitantes foram salvos pelos bombeiros de todo o Algarve que ali acorreram após fortes apelos lançados pela Emissora Nacional, e por populares, pois houve pessoas que «tiveram de agarrar-se às árvores como aconteceu no jardim público e ali se conservaram, lutando para não serem arrastadas pela água e por ela submersas, despendendo toda a sua energia e esforço até que foram em seu auxílio». (DN 16/01/1956)

É verdade que ainda recentemente (2008) foram noticiadas inundações em Albufeira. Contudo, as últimas cheias de grande amplitude terão sido as de 1956.

Na realidade, a ribeira foi sendo canalizada em conduta ao longo dos últimos 100 anos, e simultaneamente, foram sendo construídas habitações e prédios nas suas “margens”.

Aliás, nos nossos dias mais um troço está a ser artificializado, desta feita junto ao actual Centro de Saúde.

Nas inundações aqui recordadas de há 60 anos, todos os troços então artificializados foram destruídos, dado o diâmetro insuficiente do canal construído, face ao enorme caudal de cheia da Ribeira de Albufeira.

Sendo as cheias um fenómeno cíclico e normal no nosso clima mediterrânico, e a função dos cursos de água tão-somente transportá-la, seja ela muita ou pouca, a ocorrência de novas cheias fluviais em Albufeira, como as que ocorreram há 60 anos constituem hoje uma verdadeira “bomba relógio”, iminente e de consequências imprevisíveis, seja de prejuízos materiais ou de perda de vidas humanas.

Quanto a responsáveis, somente o Homem o é: afinal ocupou uma área que não era sua, mas da Ribeira de Albufeira.


*Investigador de História local e regional, engenheiro de Ambiente

Aurélio Nuno Cabrita*

 

Cheias junto à antiga Central Eléctrica (hoje Galeria Samora Barros), em 30-11-1949

 

Fonte: Barlavento Online

 

Carta meteorológica do dia 30 de Novembro de 1949 onde encontra-se uma depressão  a oeste do Algarve que é denominada de gota fria e que causou bastante instabilidade no Algarve.                                                                                                                                        

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