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Estado do Tempo, Previsões, Alertas e Notícias sobre a Região Algarvia. E-mail: temponoalgarve@sapo.pt

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12
Abr21

3618: Os camaleões no Algarve estão em risco de extinção, mas há um projeto que pretende salvá-los

Tempo no Algarve

Contribuir para a conservação do camaleão no Algarve, em risco de extinção e que em Portugal só existe no litoral algarvio, é o objetivo de um centro dedicado à espécie que vai ser criado em Olhão, foi hoje divulgado.

 

O Centro de Recuperação e Investigação do Camaleão do Algarve é uma ideia vencedora da edição de 2019 do Orçamento Participativo Jovem Portugal, cuja execução, no valor de 60.000 euros, foi atribuída à Associação Vitanativa, que vai realizar iniciativas entre Loulé e Vila Real de Santo António.

 

A maior ação do projeto é a “criação do centro de interpretação do camaleão”, na Quinta de Marim, em Olhão, com a “recuperação de um edifício” que terá uma “exposição permanente sobre a biologia e ecologia do camaleão-comum” (chamaeleo chamaeleon), destacou à Lusa Fábia Azevedo, coordenadora do projeto.

 

Para além de receber os visitantes do Parque Natural da Ria Formosa, o centro pretende ser também o “ponto de partida para desenvolver um plano de educação ambiental para as escolas”, havendo ainda uma componente científica com o acolhimento de alunos para “realizarem trabalhos académicos sobre a espécie”, revelou.

 

Uma parceria com o Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens (RIAS) pretende melhorar as condições para o “tratamento de camaleões feridos”, nomeadamente, com a “criação de um terrário” para facilitar a recuperação dos muitos animais que chegam ao centro, a “maioria alvo de predação”, apontou.

 

O projeto contempla outras ações de sensibilização para “minimizar as ameaças” à espécie, acima de tudo “atropelamentos, captura ilegal, predação por animais domésticos”, para além da “degradação e fragmentação do habitat”.

 

Está prevista também uma campanha presencial em “algumas praias no verão” assim como a “colocação de sinalética” com informações sobre o camaleão e como as pessoas “podem colaborar no projeto”, acrescentou.

 

“Qualquer pessoa que encontre um camaleão pode enviar esse registo, com o local, data, uma fotografia e algumas informações sobre o seu estado, como a árvore onde foi encontrado. Estes dados vão permitir ter uma perspetiva global da distribuição da espécie no Algarve, já que os estudos não são recentes”, referiu a bióloga.

 

As informações podem introduzidas na página do projeto - vitanativa.org/camaleão - ou através da plataforma colaborativa para a conservação da biodiversidade - inaturalist.org.

 

Para a concretização deste projeto, a delegação regional do Instituto Português do Desporto e da Juventude estabeleceu uma parceria com os municípios de Loulé, Faro, Olhão, Tavira, Castro Marim e Vila Real de Santo António, a Universidade do Algarve e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

 

Fonte: Sapo 24

 

31
Mar21

3614: Concentração de Poeiras em Portugal Continental

Tempo no Algarve

Concentração de Poeiras – Portugal Continental
Dias 29 a 31 de março de 2021

Nos últimos dias tem sido verificado o transporte de poeiras sobre o território continental, quer seja detetadas em imagens de satélite ou em observações de superfície, ou ainda em fotografias amplamente divulgadas nas redes sociais ou em outros meios de comunicação social.

Este transporte de poeiras tem implicações na degradação da qualidade do ar e no agravamento de problemas de saúde, como por exemplo do foro respiratório e ainda uma redução de visibilidade na atmosfera.

Esta situação deve-se a um fluxo de sul induzido por um núcleo depressionário à superfície, com o reforço de um vale em altitude, que se encontra centrado entre o arquipélago da Madeira e a região do estreito de Gibraltar. Nesta circulação, uma massa de ar quente e seco que tem afetado o território continental com a subida gradual das temperaturas, em especial da máxima, no entanto, a nebulosidade média e alta que se tem verificado, poderá fazer com que a previsão das temperaturas máximas esteja sobrestimada para os dias 30 e 31. Para o dia de hoje, 30 de março, estima-se que o valor da temperatura máxima tenha sido sobrestimado entre 2 a 5°C.

Com a aproximação de uma nova depressão no final do dia de 31 de março e prevendo-se a ocorrência de precipitação a partir do dia 1 de abril, a concentração de poeiras tenderá a diminuir. Nos dias 29 e 30 de março ter-se-ão verificado os valores mais elevados de concentração de poeiras. Ainda durante o dia 31 deverão verificar-se elevadas concentrações de poeiras, diminuindo gradualmente ao longo do dia.

Podemos observar na figura 1 uma imagem de satélite, produto Dust RGB, com a localização dos máximos de concentração de poeira nas zonas identificadas pela cor rosa/magenta bastante acentuada, ou seja mais evidente na região sul do território continental. As zonas a vermelho escuro representam nebulosidade média e alta também sobre Portugal.

Veja-se também o vídeo (link abaixo) da sequência de imagens do produto Dust RGB, que evidencia, também em cor magenta, uma nuvem de poeiras oriundas do norte de África, a atingir o território continental. O produto Dust RGB resulta da combinação de dados de canais na banda espectral do infravermelho, centrados em 8.7µm, 10.8µm e 12.0µm. Nesta animação as imagens que compõem o Dust RGB são obtidas pelo sensor SEVIRI a bordo do satélite geostacionário Europeu MSG (www.eumetsat.int) e cobrem o período de 29/03/2021 às 13:00 UTC a 30/03/2021 às 10:00 UTC, com frequência horária.

 

 

 

Fonte: IPMA

24
Mar21

3610: PRR: Algarve deve aproveitar financiamento a 100% para dessalinizadora

Tempo no Algarve

O ministro do Ambiente disse nesta quarta-feira que o Algarve deve aproveitar o financiamento a 100% disponibilizado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para avançar com a dessalinização e a captação de água no rio Guadiana.

 

“A dessalinização é de facto muito importante nós podermos testar, mais ainda quando ela vai ser financiada a 100%, quando o PRR vai pagar todo este investimento a 100%”, afirmou João Pedro Matos Fernandes aos jornalistas durante uma visita à barragem de Odeleite, no concelho de Castro Marim.

 

Para o ministro do Ambiente e da Acção Climática, os portugueses “não podem perder uma oportunidade destas” para o Algarve, de ter “um projecto, que não é um projecto-piloto”, mas que é “pioneiro”, porque não há outro equipamento do género no continente.

 

João Pedro Matos Fernandes falava junto à principal albufeira do sistema intermunicipal de abastecimento de água do distrito de Faro localizada a sotavento (este), onde foram apresentados três projectos para melhorar a eficiência hídrica na região, num investimento conjunto de cerca de cinco milhões de euros.

 

Entre os projectos, está da criação de um sistema para a captação de água em profundidade na albufeira de Odeleite, que vai permitir a retirada de mais 15 milhões de metros cúbicos daquela barragem, com um investimento de 1,5 milhões de euros.

 

Os outros projectos são para levar águas residuais tratadas para rega em dois campos de golfe de Castro Marim, a partir da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Vila Real de Santo António, um investimento de 1,5 milhões de euros, e para secagem de lamas na mesma ETAR, com um valor de 2,2 milhões de euros.

 

João Pedro Matos Fernandes sublinhou que o Governo “quer concretizar em seis anos” os investimentos do PRR, tendo por base a palavra eficiência” para “saber usar cada vez melhor”, um recurso básico e que terá de ser pago pelos utilizadores para garantir que a oferta se mantém com qualidade.

 

Para isso acontecer, é necessário, segundo o ministro do Ambiente, “encontrar outras fontes”, como “a reutilização de águas residuais tratadas” na rega de campos de golfe ou a captação de “uma grande quantidade de água que não era utilizada” da barragem de Odeleite com a captação em profundidade.

 

O governante frisou que há “dois projectos de maior dimensão": o da dessalinização e outro para “encontrar uma nova origem de água, presumivelmente no Pomarão, isto é, no Guadiana, a jusante da albufeira de Alqueva” para, em casos de necessidade, poder abastecer a barragem de Odeleite, projectos que permitirão aumentar a “resiliência” da região.

 

“Se as barragens do Algarve tiverem água, elas são suficientes para todos os usos que aqui acontecem, e por isso o que nós queremos é trazer água para aqui e é fundamental essa captação. É uma captação que só funciona quando faz falta -- este é manifestamente um dia em que a captação não faz falta nenhuma e, se calhar, até ao verão também não iria fazer -, mas é um seguro que nós temos de ter para garantir que não vamos ter situações de falta de água no futuro”, justificou.

 

Sobre o tratamento de águas residuais, Matos Fernandes disse que vai ser “dado esse exemplo já com Vila Real de Santo António, para poder regar os dois campos de golfe” do concelho de Castro Marim, mas também “as plantações agrícolas”.

 

O governante argumentou que “não é compatível com o modelo de desenvolvimento do Algarve haver menos água” e é necessário também que o país e a região sejam “capazes de captar mais água numa albufeira que já existe”, com um “impacto ambiental zero”, através da construção de uma estação elevatória e de bombagem que eleva a água até à cota onde está a ligação gravítica para fazer o abastecimento.

 

Após a cerimónia junto à barragem, o ministro do Ambiente seguiu para outras zonas do Algarve, onde participou nas inaugurações das estações elevatórias do mercado de Olhão, do Ferragial, em Faro, e do novo edifício da Flotação da Estação de Tratamento de Águas de Alcantarilha.

 

Fonte: Publico

02
Fev21

3581: Ajude o RIAS a limpar a Ria Formosa!

Tempo no Algarve

O RIAS - em conjunto com a Straw Patrol e o Projeto GEA - concorreu no mês passado a uma bolsa da Turtle Island Restoration Network para aplicar em "Sensibilização e Prevenção de Lixo Marinho".

 


Caso o nosso projeto seja vencedor iremos aplicar a ação "Clean Up Ria Formosa – Promover sensibilização na comunidade local e eventos de limpeza costeira", onde pretendemos realizar ações para sensibilizar estudantes dos cinco Municípios abrangidos pela Ria Formosa a adoptar comportamentos sustentáveis, em prol da conservação deste incrível ecossistema.

Iremos ainda realizar eventos de limpeza com jovens e com a comunidade em geral, na esperança de retirar muito do lixo que se encontra nestas praias e em zonas de sapal.

É um concurso internacional, por isso, precisamos que partilhe esta iniciativa com todos os seus conhecidos.

 

❗Importante: o RIAS candidatou-se em nome da associação que o gere, a ALDEIA, e por isso, o voto deve ser em nome da associação ❗

 

Ajude-nos a ganhar este projeto.

Pode aplicar o seu voto todos os dias! 

VOTE AQUI (opção: "ALDEIA")

👇

https://act.seaturtles.org/page/25414/survey/1?ea.tracking.id=campaign

 

13
Dez20

3554: Em vias de extinção vaca algarvia é "salva" por projeto de recuperação

Tempo no Algarve

Vários produtores e entidades do Algarve estão empenhados em recuperar o bovino de raça algarvia, que chegou a ser dada como extinta, e assumem querer passar dos atuais 11 para 150 animais até 2022.

 

 

Na década de 1950 chegaram a ser mais de 20.000 exemplares, mas a mecanização da agricultura, a introdução de raças exóticas e o progressivo abandono dos campos diminuiu o seu efetivo e a vaca algarvia chegou mesmo a ser dada como extinta.

 

É na Boca do Rio, em Budens, no concelho de Vila do Bispo, que a agência Lusa encontra oito dos 11 exemplares que estão oficialmente classificados como sendo bovinos de raça algarvia.

 

Entre as cinco fêmeas há já crias, e mais uma prestes a nascer, nas quais é colocada a esperança de se conseguir restaurar uma linha pura. Além destes, há ainda um casal na Quinta Pedagógica de Silves e um touro na propriedade de criador em Tavira.

 

Em 2005, num esforço conjunto da Associação de Criadores de Gado do Algarve (ASCAL), da Direção Regional de Agricultura e Pescas (DRAP) do Algarve e da Direção-Geral de Veterinária, foi realizado um estudo que permitiu a recuperação de 19 animais.

 

Tratava-se de 16 fêmeas e três machos que ainda reuniam as características para fazerem parte de um núcleo inicial para a recuperação da raça, revela Carla Santos, da ASCAL.

 

A responsável técnica da vaca algarvia adianta que existe atualmente "sémen de quatro machos reprodutores" no Banco Português de Germoplasma Animal, no Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), em Santarém, que vão servir de base à recuperação da raça.

 

Com um tão reduzido número de animais, é "difícil fugir da consanguinidade", alerta, daí a importância dos embriões e do sémen que se encontra preservado no INIAV, uma vez que vão permitir fazer a gestão da variabilidade genética.

 

O processo passa agora por uma fase muito técnica, com uma nova recolha de embriões, em 2021, de vacas desta raça, que serão depois colocados em vacas recetoras.

 

Vão ser também adquiridos "mais 150 animais" para inseminação artificial e realizados "cruzamentos de absorção", processo que permite diminuir a consanguinidade e aumentar a pureza da raça, explica.

 

Com origem no mesmo tronco da vaca alentejana, garvonesa e mertolenga, a algarvia distingue-se por uma barbela - pele pendente da parte inferior do pescoço -, mais pequena que a da alentejana, uma cabeça de forma piramidal, pelagem e membros mais curtos, úmero malhado de branco, entre outras características.

 

Segundo Carla Santos, "são animais dóceis e precoces" na gestação.

Desde 2011 que a ASCAL é responsável pelo Livro Genealógico da Raça Algarvia, estando atualmente a implementar um programa numa parceria com o INIAV e a Faculdade de Medicina Veterinária de Lisboa para conservação de sémen e transferência de embriões.

 

O objetivo é elaborar o Plano de Ação de Salvaguarda da Raça Bovina Algarvia, de forma a ser assegurada a preservação da raça.

 

António Figueiras é o presidente da ASCAL e proprietário dos nove animais que habitualmente pastam nas suas terras na Boca do Rio, mas a existência de fêmeas prenhes ou com crias obriga, agora, a algum resguardo.

 

Precursor deste movimento de recuperação da raça algarvia, o criador congratula-se com o interesse de outros produtores de Tavira, Vila do Bispo e Lagos em avançar: "Vamos andando devagar, mas fazendo para que as coisas avancem", ressalva.

 

A abertura de candidaturas para o apoio aos produtores de raças autóctones com um valor atribuído por animal é "uma mais-valia", no entanto, há uma peça essencial que continua a faltar, conta.

 

Desde 2007 que o Algarve não tem um matadouro, obrigando os produtores a fazer duas viagens até Beja, no Alentejo, para poderem vender a carne dos seus animais.

 

"São 600 quilómetros, o que é muito complicado. Assim não dá", lamenta António Figueiras.

 

Um projeto da DRAP/Algarve pode alterar este cenário com a aquisição de um matadouro móvel, permitindo que "esta e outras raças algarvias" possam ter a sua carne "certificada", o que traria uma mais valia aos produtores e um maior interesse na sua recuperação e criação.

 

"Há vacas parecidas com a vaca algarvia que também têm a sua carne certificada, vendem bem a carne e têm muita saída. Isso é algo que só o futuro dirá", realça.

 

A DRAP tem tido um papel essencial neste processo e João Cassinello é um dos técnicos que se mantém ativo na defesa e valorização das raças algarvias, que, no caso da vaca terá de passar pela "valorização da sua carne", adianta.

 

"Sendo o Algarve uma região turística, faz sentido valorizar as raças autóctones. A exemplo do que está acontecer noutras zonas do país, será uma oportunidade para o nosso turismo gastronómico", defende.

 

Estes animais eram essencialmente "de trabalho" em explorações familiares, dos quais se fazia também o aproveitamento da carne, leite e matéria orgânica que "deixavam nas explorações".

 

Com a entrada em Portugal de raças mais especializadas na produção de carne e leite e a mecanização da agricultura, as raças "mais rústicas foram sendo substituídas", ficando reduzidas ao atual número de efetivos.

 

Para o especialista, esta será a "última oportunidade para se manter esta raça", havendo um desafio e compromisso com os produtores e os serviços oficiais através do Plano de Ação da Salvaguarda da Raça Bovina Algarvia.

 

Fonte: DN

16
Nov20

3536: Autoridades pedem ajuda para reduzir mosquitos transmissores da dengue detetados no Algarve

Tempo no Algarve

As autoridades de saúde do Algarve estão a pedir a colaboração da população para reduzir os locais de criação de mosquitos invasores que transmitem doenças como a dengue, febre-amarela ou zika, detetados em Loulé e em Faro.

 

Em declarações à Lusa, a delegada de Saúde do Algarve revelou que não há registo de mosquitos infetados com qualquer uma destas doenças no Algarve, pois apesar de o mosquito estar presente na região teria primeiro de picar pessoas doentes para haver transmissão.

 

Segundo Ana Cristina Guerreiro, o 'aedes albopictus' - nome científico desta espécie de mosquito -, gosta de "pequenas quantidades de água limpa", como a que fica nos "pratos dos vasos, nos pneus dos automóveis ou em recipientes naturais".

 

A delegada de Saúde regional sublinhou que o mosquito "não gosta de sapais ou de água salobra", procurando zonas onde se acumule "água da chuva ou da rega", pelo que incita os cidadãos a reforçar a atenção a estes locais, procurando "reduzi-los".

 

A autoridade de saúde realizou já ações de formação dirigidas a funcionários do município, jardineiros, condomínios e moradores, uma vez que podem "contribuir para a redução da multiplicação do mosquito", reforçou.

 

Aquela responsável apontou também a necessidade e da população se proteger da picada dos mosquitos com a colocação de redes nas janelas das habitações ou o uso de repelente.

 

A deteção desta espécie de mosquito aconteceu após a colocação de armadilhas para captura, fruto de queixas de moradores na zona de Gambelas, na freguesia de Montenegro, junto ao Aeroporto de Faro, declarando "umas picadas diferentes".

 

A espécie invasora de mosquito 'aedes albopictus' foi detetada pela primeira em setembro de 2017 numa fábrica de pneus no norte do país, desencadeando uma resposta de vigilância por parte das autoridades de saúde pública a nível local, regional e nacional.

 

Em 2018 foi detetado no Algarve, no concelho de Loulé, e, este ano, no concelho de Faro. Porém, neste momento "há o mosquito, mas nenhum tem a doença" já que para isso "tem de picar pessoas doentes".

 

"Neste momento temos armadilhas em vários pontos do município de Faro, no perímetro da freguesia de Montenegro e da Ria Formosa de forma permanente", adiantou.

 

As autoridades de saúde têm vindo a "alargar o perímetro de investigação", colocando armadilhas no concelho de Loulé, mas também no perímetro do aeroporto "numa das obrigações da monitorização de fronteiras".

 

O objetivo é reduzir a população de mosquitos para "adiar o mais possível" a existência dos mosquitos transmissores de doença em Portugal.

 

Paralelamente, é feita também a monitorização ativa do mosquito transmissor do vírus do Nilo, já que este pode ter "transportado pelas aves migradoras", concluiu.

 

Fonte: Lusa

01
Out20

3504: Projeto "Plantar Água" vai reflorestar a Serra do Caldeirão

Tempo no Algarve
"Plantar Água" é um projeto da ANP|WWF, em parceria com The Coca-Cola Foundation, que visa o restauro ecológico de áreas ardidas na Serra do Caldeirão.


Decorre entre 2019-2022 e intervém em 100 hectares de 6 parcelas afetadas pelo grande incêndio florestal da Catraia (Sítio do Barranco da Corte/ Ribeira da Foupana, freguesia de Cachopo, no concelho de Tavira).


Com a instalação de + 50 000 árvores e arbustos mediterrânicos pretende-se reverter a degradação da paisagem e dos ecossistemas afetados pelo incêndio e recuperar as suas importantes funções e serviços, fundamentais para o equilíbrio ambiental e bem-estar das comunidades.


Um dos importantes benefícios estimados é a recuperação de mais e melhor água para todos os usos e milhares de utilizadores. Estima-se com a floresta madura em 2050 que haja uma recuperação de 200-250 milhões de litros de água/Ano, um ganho de cerca de 20% na quantidade de água que abastecerá os aquíferos subterrâneos.
 

E como é que se recupera e planta Água? Plantando floresta mediterrânica. A floresta desempenha um papel direto na recuperação e absorção da água da chuva no solo. Tendo mais floresta, captamos mais água da atmosfera. Temos também mais solo húmido, e reduzimos a erosão e a escorrência. Com mais solo para infiltrar e depurar podemos esperar mais e melhor água para esta região que sofre de escassez hídrica e que, num contexto de alterações climáticas, poderá ter a sua situação agravada.   
      

A obra de restauro implicará:
  •  Remoção de espécies invasoras
  •  Instalação de 50 mil árvores e arbustos
  •  Recuperação de galerias ripícolas
  •  Monitorização da água, solo e biodiversidade

 

Fonte: ANP/WWF

24
Set20

3502: Perdas de água agravam seca no Algarve

Tempo no Algarve
Só cinco concelhos algarvios cumprem a meta definida para as perdas reais de água nos sistemas de abastecimento público - inferior a 20%. Há mesmo dois municípios cujas perdas são mais do dobro do recomendado, segundo consta do Plano Regional de Eficiência Hídrica do Algarve.


"Os concelhos que apresentam valores mais elevados de perdas reais são Silves e São Brás de Alportel, com valores acima dos 40%", de acordo com o documento. Pelo contrário, os municípios que cumprem a meta são Albufeira, Faro, Loulé, Portimão e Tavira.


Na origem do problema está a existência de "infraestruturas de distribuição de água com elevado tempo de vida e com indícios de degradação, originando ruturas, que se traduzem em perdas reais de água". O plano prevê 94 milhões de euros para a reabilitação da rede de distribuição e de reservatórios.


Quanto à rega agrícola, as perdas no sistema de Silves, Lagoa e Portimão podem atingir 40% e no de Alvor ronda os 25%. No Aproveitamento Hidroagrícola do Sotavento os valores ficam abaixo dos 10%.


No plano é referido que a precipitação registada no Algarve "tem vindo a diminuir ao longo dos últimos anos, nomeadamente desde 2000" .

 

Fonte: CM

08
Set20

3485: Associação em Olhão cria ninhos para reprodução de aves

Tempo no Algarve

A Associação Vita Nativa, sediada em Olhão, assinou um protocolo com o ICNF- Instituto de Conservação da Natureza e Florestas para a criação do projeto ‘Alojamento Local para Aves’, que prevê a instalação de caixas-ninho para pequenas espécies de passeriformes e aves de rapina de pequena e média dimensão.

 

"São cerca de 2 mil caixas-ninho que vamos instalar em todo o Algarve, inclusive em matas nacionais na região que são vigiadas pelo ICNF. A maioria das aves depende de cavidades para se fixarem e reproduzirem e, com as alterações que têm havido nos habitats, isso está a desaparecer", disse ao CM João Tomás, um dos responsáveis pelo projeto.

 

Este é um projeto que tem a duração de dois anos e que já deu os primeiros passos no início de julho, com a assinatura do protocolo. A instalação da primeira caixa-ninho está prevista para o próximo mês. " Primeiro temos de fazer visitas de campo e dar a conhecer o projeto às pessoas. Conquistá-las. Só depois avançaremos para a instalação", adiantou João Tomás.


Está é uma iniciativa "de extrema importância, pois irá manter um equilíbrio nos ecossistemas" pelo facto de as espécies beneficiadas pelo projeto alimentarem-se de moscas, mosquitos e lagartas, o que vem "ajudar no controlo das pragas nas cidades e na agricultura".


Está prevista a colaboração de universidades e laboratórios na iniciativa, o que irá permitir um estudo mais científico sobre as aves e sobre os seus habitats. A associação está encarregue de fazer a monitorização das caixas instaladas e tem já previstas várias ações de sensibilização e educação ambiental com escolas da região do Algarve.
 
 

Fonte: CM

09
Ago20

3473: Espécies invasoras alastram no mar do Algarve

Tempo no Algarve

O Algarve regista um número crescente de exemplares de novas espécies marinhas, com um elevado potencial invasor. “As alterações climáticas, com a subida da temperatura e o aquecimento da água do mar, surgem como explicação para este aumento”, diz o biólogo marinho, Élio Vicente.

 

O caranguejo-azul é uma das espécies invasoras que melhor se adaptam às águas do Algarve desde o aparecimento dos primeiros exemplares, em 2016, na ria Formosa. “Atualmente já compensa a sua apanha para venda no mercado”, explicou Élio Vicente, que considera “positiva a apanha para travar o crescimento desta espécie que é vista como ameaça para o cavalo-marinho”.

 

Reflexo do aumento da temperatura da água do mar é a proliferação da alga Caulerpa, originária do mar Mediterrâneo e que foi detetada na ria Formosa, em 2011, depois de ter estado ausente cerca de 50 anos.

 

Para uma melhor identificação de novas espécies existentes no litoral algarvio, a Universidade do Algarve participa no projeto NEMA (Novas Espécies Marinhas do Algarve) em que é feito o pedido à população para fotografar espécies exóticas. Na lista de sugestões figuram 12 espécies, entre elas o camarão-mantis ou o peixe-balão. Os investigadores levantam a possibilidade de poderem surgir outras espécies.

 

Fonte: CM

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