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09
Jul20

3452: Dunas da Meia Praia, em Lagos, vão ser reabilitadas

Tempo no Algarve

A câmara de Lagos celebrou um contrato de aquisição de serviços para a “Elaboração do Projeto de Reabilitação e Recuperação do Cordão Dunar da Meia Praia”. «Prevenir e gerir os riscos costeiros associados à instabilidade dunar daquele território, prevendo a recuperação e o reforço do cordão dunar, é», segundo a autarquia, «o objetivo deste projeto».

 

A decisão de avançar com esta solução decorre da constatação do estado de degradação do importante cordão dunar de 5 km de extensão, compreendido entre o sapal da Ria de Alvor e a Ribeira de Bensafrim, situação provocada não só pelo efeito das condições meteorológicas e naturais, mas também pela ação humana.

 

A iniciativa acontece no âmbito de um contrato interadministrativo celebrado entre o município e a Agência Portuguesa do Ambiente, no quadro da defesa ativa do litoral. Por via deste contrato a câmara de Lagos teve legitimidade para apresentar e submeter uma candidatura ao Programa Operacional “Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) – Ações de Proteção do Litoral” já aprovada.

 

À responsabilidade do município fica não apenas a elaboração do projeto, como a posterior execução da empreitada. As várias componentes representam um investimento previsto de 1.439.396€, o qual será cofinanciado pelo Fundo de Coesão em 1.017.941,06€.

 

Fonte: Região Sul

06
Mar20

3387: Cavalos-marinhos proíbem navegação na Ria Formosa

Tempo no Algarve

Foram criadas duas áreas de refúgio para cavalos-marinhos na Ria Formosa. As capitanias de Olhão e Faro, através de editais, determinaram para estas zonas a "suspensão temporária da circulação de todas as embarcações".

 

A medida, que entrou em vigor na passada terça-feira, é aplicada numa área a nascente do núcleo da Culatra, no concelho de Olhão, e na zona de Geada, a norte da Cabeça do Morgado, a meio caminho entre o cais comercial de Faro e a saída da barra Faro-Olhão.

 

Conforme é referido nos editais, "a ria Formosa tem a maior comunidade de cavalos-marinhos do Mundo", mas, com o decorrer dos anos, verificou-se que "a população desta espécie protegida tem vindo a diminuir, encontrando-se em vias de extinção, devido, fundamentalmente, à ação humana e à diminuição de plantas marinhas no fundo da ria".



De acordo com o Instituto para a Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), "os estudos atuais revelam um decréscimo de 90% na última década, o que torna as populações de cavalos-marinhos particularmente vulneráveis a fatores de pressão, podendo inclusive levar à sua extinção local".



Na origem desta situação estarão, sobretudo, "fatores como apanha ilegal de cavalos-marinhos para o mercado asiático [são muito usados na medicina tradicional chinesa], pesca acidental e perturbação do habitat", conforme admite o ICNF.



Quem desrespeitar a suspensão de circulação de embarcação que foi determinada para estes dois refúgios de cavalos-marinhos fica sujeito a aplicação de contraordenações entre os 400 e os 2500 euros, segundo apurou o CM.

 

Fonte: CM

01
Mar20

3383: Água do mar transformada em água potável já abastece hotelaria no Algarve

Tempo no Algarve

A dessalinização de água do mar já é usada no abastecimento de água potável por algumas empresas da hotelaria no Algarve, em alguns casos para reduzir o consumo público e poupar recursos, noutros por ser a única solução possível.

 

Situado sobre uma falésia emoldurada pela costa algarvia, o empreendimento Vila Vita Parc, em Porches, Lagoa, iniciou-se na dessalinização de água do mar em 2015 e, embora o projeto tenha sido idealizado para a rega dos espaços verdes da propriedade, depressa se expandiu a outras fontes de consumo de água.

 

"Inicialmente começámos a trabalhar só para o sistema de rega e verificámos que a captação, face à necessidade e ao dimensionamento do nosso sistema, nos permitia chegar aos lagos e neste momento já estamos a fornecer cerca de sete piscinas, só com esta captação de água", explicou à Lusa André Matos, diretor de qualidade do Vila Vita Parc.

 

Com uma dimensão de 23 hectares, mais de metade dos quais espaços verdes, a administração do empreendimento turístico de luxo lançou-se na construção de uma estação de dessalinização subterrânea, que opera sob um campo de ténis, sem que os hóspedes se apercebam da sua existência.

 

"Neste momento, dos 100% que íamos buscar à rede em 2014, vamos buscar apenas cerca de 30% para o funcionamento de tudo o resto: alojamento, águas de banho e de consumo para os restaurantes", quantifica André Matos, mostrando-se satisfeito com os níveis de poupança que alcançados.

 

Convicto de que, no futuro, a água será um bem de consumo com "um elevado valor económico", aquele responsável considerou que, enquanto "poluidores responsáveis", devem garantir que, tal como o futuro das próximas gerações, "o futuro do negócio esteja sustentado por pilares sólidos" e que respeitem o ambiente.

 

Por hora, o sistema de dessalinização instalado no Vila Vita Parc permite captar 24 metros cúbicos de água do mar - o que representa 24.000 litros.

 

Por dia, tem capacidade para captar 440 metros cúbicos (440.000 litros), o que "ao final do ano pode representar cerca de 900 piscinas de 650 metros cúbicos".

 

Com uma dimensão bastante menor, mas uma utilização mais antiga, também o empresário José Vargas instalou, há 12 anos, uma mini estação de dessalinização de água do mar debaixo do seu restaurante erguido sobre estacas na ilha Deserta, em Faro, que como o nome indica, não tem quaisquer casas.

 

Também neste caso, é utilizada a tecnologia da osmose inversa, um processo de purificação da água através de membranas, em que a água salgada é forçada a passar através da membrana, que remove as partículas de sais, transformando a água do mar em água 'pura'.

 

"Tivemos de recorrer a essa solução porque não havia outra. Não havendo água da rede e não havendo também poços de água potável, tivemos que recorrer à dessalinização", contou à Lusa o empresário, que há mais de 30 anos ali explora um restaurante.

 

Por hora, o sistema tem a capacidade de captar 80 litros de água do mar e, embora o sistema não esteja sempre a funcionar, "no limite seriam dois mil litros em 24 horas.

 

Segundo José Vargas -- que recorreu a um 'kit' de dessalinização usado em iates e o adaptou à instalação do restaurante - para 'fabricar' um litro de água potável são necessários cinco litros de água do mar.

 

"Só consumimos esta água [dessalinizada] para consumo gastronómico: gelo, cozinhas, lavagem de loiças. Depois utilizamos outra água que captamos de um poço aqui, que tratamos com cloro, para as águas negras das casas de banho", explicou.

 

A dessalinização de água do mar é, também, uma das propostas contidas num plano que está a ser desenhado para a Culatra, outra das ilhas barreiras da Ria Formosa, 'vizinha' da Deserta, mas que, ao contrário desta, é uma espécie de aldeia: tem uma escola, um centro social, um centro de saúde e até uma igreja.

 

"É um projeto fulcral para a ilha, em termos de recursos de água potável. No entanto, é se calhar a solução mais dispendiosa. É o projeto que irá recolher o maior investimento", disse à Lusa André Pacheco, coordenador do projeto Culatra 2030 -- Comunidade Energética Sustentável.

 

Desde 2009 que a Culatra, no concelho de Faro, começou a ser abastecida pela rede pública, mas "há um enorme dispêndio de energia para bombear água potável" para a ilha, assim como para bombear as águas residuais para as estações de tratamento, notou aquele responsável.

 

Uma das principais preocupações do projeto de dessalinização que está a ser concebido para a ilha é o destino a dar aos resíduos produzidos, um processo que, segundo o oceanógrafo da Universidade do Algarve, ainda requer muita investigação.

 

"Aquilo que é o nosso objetivo no projeto Culatra 2030 é estudar como é que esse resíduo, ou seja, uma solução hipersalina contaminada com sulfitos, pode ser utilizado na economia circular como matéria prima para outro processo industrial", sublinhou.

 

Contudo, para André Pacheco o problema da falta de água não se resolve, por si só, com a dessalinização, mas sim, sobretudo, com "uma forma diferente" de olhar a água.

 

"Nós usamos água potável para imensos usos que não necessitamos: lavamos carros com água potável, lavamos a louça com água potável", exemplificou.

 

Fonte: CM

29
Fev20

3380: Investigadores testam formas de afastar golfinhos das redes de pesca no Algarve

Tempo no Algarve

Um projeto da Universidade do Algarve (UAlg) está a testar formas de afastar os golfinhos de artes de pescas através de alarmes sonoros, diminuindo a sua mortalidade e os prejuízos para os pescadores, disse à Lusa uma investigadora.

 

"Os ensaios estão a decorrer e no caso das redes de emalhar são muito promissores, com 100% de sucesso na redução das capturas acidentais de cetáceos", revelou à Lusa a investigadora Ana Marçalo, uma das coordenadoras do projeto iNOVPESCA.

 

Desde junho passado que os alarmes acústicos estão a ser testados em redes de embarcações de Olhão, Quarteira (Loulé) e ilha da Culatra (Faro), fazendo a monitorização do sistema para perceber "os seus efeitos e eventual habituação dos animais".

 

A habituação dos cetáceos ao sistema pode vir a ser um problema, admitiu Ana Marçalo, já que se trata de animais "bastante inteligentes".

 

Numa primeira fase, foi feito um levantamento da captura acidental de animais marinhos (cetáceos, aves e tartarugas) no Algarve, com os resultados a revelarem a pesca do cerco e as redes de tresmalho e emalhar (fixas na coluna de água) como "as mais problemáticas", principalmente na zona do sotavento (leste).

 

A conservação das espécies é uma das preocupações do projeto, já que a captura acidental contribui para uma "mortalidade considerável", além dos prejuízos causados devido aos danos nas artes de pesca, referiu a investigadora.

 

Nas redes estáticas fundeadas, ou seja, de emalhar, o problema é "a facilidade" com que o golfinho roaz corvineiro "aprendeu a alimentar-se" dos peixes que ficam presos e são habituais na sua alimentação, provocando prejuízos "quer no pescado, quer pela destruição das redes".

 

No cerco, o golfinho comum é a espécie mais afetada e onde irão ser feitos ensaios com alarmes acústicos "na primavera deste ano" para avaliar a redução da sua captura acidental.

 

Mostrando-se otimista face os resultados obtidos nos testes já realizados, Ana Marçalo alertou, no entanto, para o facto de o tamanho da frota tornar "impraticável a colocação dos alarmes em todos os barcos", o que iria "aumentar o ruído" no ambiente marinho e "afastar os animais do seu habitat natural".

 

A investigadora destacou a importância da criação de um manual de boas práticas, juntamente com a comunidade piscatória, para "desenvolver ideias" para a utilização dos alarmes acústicos em artes adequadas, que estejam na água "apenas um determinado tempo e em certas estações do ano, estabelecendo certos limites".

 

A instalação dos alarmes fica a "custo zero para os profissionais da pesca", mas cada um "tem um valor de 2.500 euros" e precisam de ser colocados "a cada 400 metros", em redes que podem chegar a vários quilómetros.

 

Contudo, existem plataformas de financiamento inseridas no programa Mar 2020 às quais "as associações de pescadores deverão estar atentas", para se poderem candidatar quando abrirem os concursos.

 

O iNOVPESCA - Redução de Interações de espécies marinhas protegidas pescarias costeiras Algarvias: Inovação de procedimentos e técnicas de mitigação - é um projeto financiado pelo programa Mar2020 coordenado pelo grupo das Pescas, Biodiversidade e Conservação do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da UAlg.

 

O seu objetivo é avaliar o nível de problemas associados às interações de cetáceos e outras espécies protegidas (tartarugas marinhas e aves) com as pescarias costeiras algarvias, procurando resolvê-los testando novos métodos de mitigação.

 

Fonte: CM

24
Fev20

3378: Ria Formosa: ilhas barreira podem desaparecer em 30 anos

Tempo no Algarve

Faz este mês 10 anos que o mar fez desabar ondas de seis metros sobre 77 casas na ilha da Fuseta, deixando um rasto de destruição, e o cenário pode vir a repetir-se. Segundo o “Expresso”, a subida do nível médio do mar em cerca de um metro até ao final do século e a intensificação de tempestades, potenciadas pelas alterações climáticas, põem em risco as ilhas barreira como o Farol e a praia de Faro.

 

O semanário adianta que as ilhas ali existentes há cerca de seis mil anos poderão ficar parcial ou totalmente submersas dentro de 30 a 50 anos. Se nada for feito para o evitar, a ria Formosa será transformada num contínuo de mar. «Com a subida do nível médio do mar, as ondas vão rebentar mais alto e a duna que forma as ilhas-barreira terá poucas possibilidades de resistir. O que aconteceu na Fuseta vai repetir-se, nomeadamente na península do Ancão», alerta Carlos Antunes, especialista em Engenharia Geográfica da Universidade de Lisboa.

 

Também Óscar Ferreira, especialista em Dinâmicas Costeiras da Universidade do Algarve, confirma que os núcleos da Praia de Faro e do Farol são os mais expostos ao risco, salientando que as recargas artificiais de areia entre a Quarteira e Vale do Lobo, realizadas em 2010, «minimizaram o recuo da linha de costa, mas basta uma tempestade conjugada com uma maré alta e elevada energia para que recue cinco ou seis metros». Na Fuseta e nos ilhotes, acrescenta, a demolição das construções permitiu «a renaturalização e recuperação positiva dos ecossistemas», que não é possível onde há casas.

 

O “Expresso” escreve ainda que só cerca de metade das 900 casas ilegais que constam da lista elaborada pela Sociedade Polis nos núcleos da Fuseta, Praia de Faro, Hangares, Farol, Deserta e ilhotes foram demolidas, a maioria entre 2014 e finais de 2015. A Polis será extinta este ano, mas o processo de requalificação e renaturalização da Ria Formosa só estará concluído em 2030. Quanto às cerca de duas mil casas consideradas legais, que não estão na lista para demolição, será a natureza a ditar o seu fim.

 

Em 2016, o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, abrandou o processo, dizendo ser necessária «uma avaliação de grande pormenor, que conjuga risco, legalidade e ponderação social».

 

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) explica que «o Governo decidiu que seria definida uma faixa de risco agravado, restringindo a área prioritariamente a intervencionar” e que “nenhuma construção comprovada como primeira e única habitação, ou como casa de pescador, viveirista ou mariscador, ou ativo reformado seria objeto de demolição sem antes estar garantida uma solução adequada para o respetivo realojamento». Desde 2016, só foram abaixo 69 casas – porque quem nelas vivia morreu ou foi realojado, ou porque uma intempérie a deitou abaixo. 

 

Fonte: Executive Digest

11
Fev20

3368: Nova espécie de crustáceo semelhante a camarão encontrada na Ria Formosa

Tempo no Algarve

Uma nova espécie de crustáceo foi descoberta na Ria Formosa, no Algarve, por investigadores do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e da Universidade de Aveiro, mas podem existir muitas mais por caracterizar, disse à Lusa um investigador.

 

“É uma espécie nova que apresenta características que não se encontram noutras já categorizadas taxonomicamente, por isso, fizemos o estudo minucioso que pudemos publicar” disse Miguel Gaspar, investigador no polo de Olhão do IPMA.

 

A descoberta aconteceu na observação de amostras obtidas nos trabalhos de monitorização na Ria Formosa e levou três anos até que o 'Apseudopsis formosus' – nome atribuído em homenagem ao local onde foi encontrado – pudesse ser confirmado como uma nova espécie.

 

O crustáceo, com quase cinco centímetros, assemelha-se a um pequeno camarão e vive no substrato da Ria Formosa, tendo a sua caracterização sido baseada no estudo de 223 indivíduos, entre juvenis, machos e fêmeas que mediam entre 2,5 e 4,9 centímetros.

 

O biólogo disse terem sido encontrados outros espécimes que ainda não estão descritos, o que os investigadores estão a tentar fazer, procurando dar essa “contribuição para a ciência”, mas afirmou tratar-se de "um processo muito moroso, de comparação e descrição” para alcançar uma representação gráfica pormenorizada, que permita uma melhor identificação futura.

 

“Temos um conjunto de vários organismos, uns que suspeitamos que são novas espécies, outras que temos dúvidas, por isso estamos a trabalhar com especialistas de vários grupos para confirmar se serão novas e fazer o esforço para as descrever, porque o nosso trabalho (dos investigadores do IPMA) não é a taxonomia, mas a gestão pesqueira e ambiental,” disse Miguel Gaspar.

 

Segundo os investigadores, a dispersão passiva pode explicar a atual distribuição da espécie, apesar de não haver um estudo aprofundado da taxonomia (nomenclatura das classificações científicas) da área da Ria Formosa.

 

Miguel Gaspar reconhece que estas espécies não são muito estudadas e que muitos destes seres podem já ter sido encontrados, mas a sua identificação “não foi até à espécie”, ficou-se pelo género – neste caso, “Apseudopsis” - uma classificação “mais abrangente”.

 

Segundo o biólogo, seria como considerar uma cavala ('Scomber colias') e uma sarda ('Scomber scombrus') como “iguais” classificando ambas apenas como 'Scomber sp.', ilustrou.

 

Esta nova espécie de crustáceo não tem potencial de exploração comercial, mas exerce “um importante papel na cadeia alimentar na Ria Formosa”, sistema lagunar que é um valioso berçário para muitas espécies marinhas, defende o biólogo.

 

Os exemplares dos diversos organismos foram obtidos através de amostragens efetuadas na Ria Formosa - no âmbito de estudos do impacto humano no ambiente, nomeadamente, relacionados com os efeitos da poluição, pesca, aquacultura e das dragagens.

 

Neste último caso, as amostras foram obtidas antes e depois dos trabalhos, permitindo avaliar a velocidade da recuperação das comunidades, servindo estas espécies como indicadores do estado do ecossistema.

 

O artigo científico a descrever a existência do crustáceo tanaidáceo, foi publicado em novembro do ano passado na revista da especialidade “Marine Biodiversity” assinado pelos investigadores André N. Carvalho, Fábio Pereira, David Piló, Miguel B. Gaspar e Patricia Esquete.

 

Fonte: Sapo 24

06
Fev20

3364: Barragem para travar seca no Algarve custa 100 milhões

Tempo no Algarve

A construção de uma nova barragem na zona do Sotavento Algarvio, como medida para combater a seca registada na região, tem um custo estimado em mais de 100 milhões de euros, apurou o CM



Os autarcas da região já anunciaram a intenção de promover uma reunião da assembleia-geral das Águas do Algarve para avançar com os procedimentos necessários para o estudo de impacto ambiental para a construção da barragem da Foupana, situada entre os concelhos de Alcoutim e Castro Marim.

 

António Pina, presidente da AMAL, revela ao CM que a capacidade de armazenamento prevista da Foupana é "semelhante à do conjunto das barragens de Odeleite e Beliche". Existe ainda a hipótese de "uma ligação ao Guadiana".



António Pina diz que, em alternativa à construção da barragem, poderá ser criado "um açude galgável". Mas neste caso a capacidade de retenção de água será muito inferior, embora os custos também sejam significativamente inferiores.



A AMAL também decidiu avançar com um estudo de viabilidade técnica, económica e financeira para a construção de uma central de dessalinização.



António Pina refere que, na próxima semana, um grupo de autarcas desloca-se a Espanha para visitar "duas centrais" e uma estação de tratamento de águas residuais que permite "reutilizar a água".

 

Fonte: CM

09
Jan20

3346: Biotoxinas podem estar a afetar aves aquáticas

Tempo no Algarve

Foram "largas centenas" de aves, na sua maioria gaivotas e patos, que deram entrada no RIAS - Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens, em Olhão, com problemas gastrointestinais, cuja origem tem estado a ser investigada por especialistas. Este centro algarvio registou, em 2019, um recorde absoluto de animais recolhidos e a taxa de sucesso nas reabilitações também aumentou.



"Será alguma coisa que andam a comer, mas não conseguimos ainda apurar a origem. Estamos a investigar. No entanto, a suspeita é que será de alguma biotoxina que tem afetado o marisco e que tem impedido a apanha de bivalves", disse ao CM Fábia Azevedo, coordenadora do RIAS. 

 

Estas aves com problemas gastrointestinais fazem parte dos 2983 animais que deram entrada neste centro de recuperação situado na Quinta do Marim, no Parque Natural da Ria Formosa, um número em muito superior à média a rondar os 1500 e os 2 mil animais que foram recolhidos anualmente durante um espaço de 10 anos.

 

"Não significa necessariamente que haja mais ameaças aos animais, mas que, na nossa opinião, há mais gente que conhece o nosso trabalho como resultado da sensibilização que temos feito ao longo dos anos", diz a especialista. E adianta que a taxa de reabilitação com sucesso passou de 47%, em 2018, para 54%, no ano passado.

 

O RIAS também promove ações de sensibilização, que abrangeram mais de 5 mil pessoas durante o ano passado, e ainda um evento que decorre todos os sábados em que mais de 4500 pessoas participaram na devolução de animais ao seu habitat natural.

 

Fonte: CM

08
Jan20

3345: 2,6 milhões de euros para proteger a costa algarvia

Tempo no Algarve

Mais de 2,6 milhões de euros vão ser investidos em intervenções em cinco praias algarvias, nos concelhos de Portimão e Lagos, com o objetivo de combater a erosão e proteger a costa. As obras são comparticipadas a 75% por fundos comunitários.

 

No concelho de Portimão, o projeto da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) contempla o enchimento das praias do Vau, Três Castelos, Amados e Careanos com areia proveniente da praia da Rocha. Esta intervenção, que tem como objetivo minimizar o risco associado às arribas, através do aumento dos areais, vai custar mais de 1,2 milhões de euros.

 

Entretanto, a Câmara de Lagos viu aprovada uma candidatura que tinha apresentado a fundos comunitários, através do
Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, para a reabilitação e recuperação do cordão dunar da Meia Praia. Está em causa uma frente de mar com cinco quilómetros de extensão, entre o sapal da ria de Alvor e a ribeira de Bensafrim. O valor total do investimento é de quase 1,4 milhões de euros.

 

O projeto inclui a construção de um passadiço de madeira sobrelevado e paralelo à linha de costa, que permitirá melhorar as condições de mobilidade pedonal e evitar que os banhistas passem por cima das dunas, preservando assim as mesmas.

 

Esta intervenção, que implicou a celebração de um contrato de cooperação técnica com a APA, prevê também a criação de estruturas para a retenção da areia ao longo da praia, bem como a remoção de chorões, uma espécie de planta suculenta que tem vindo a invadir aquela zona costeira.

 

Fonte: CM

06
Dez19

3328: EDP acusada de mandar abater sobreiros sem autorização

Tempo no Algarve

Mais de 100 sobreiros foram abatidos ou cortados na serra Caldeirão, no Algarve, sem autorização do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF). A operação, ordenada pela EDP, está a ser desenvolvida de forma “indiscriminada e sem fiscalização”.

 

 

O presidente da Associação de Produtores Florestais da Serra do Caldeirão, Gilberto Pereira, acusa a EDP de ter ordenado o abate de mais de 100 sobreiros de forma “indiscriminada e sem fiscalização“, à revelia do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), avança esta sexta-feira o jornal Público. Na última semana, a associação recebeu a queixa de 13 proprietários lesados.

 

De acordo com o matutino, o abate foi embargado na quinta-feira pelo ICNF, mas mais de uma centena de árvores centenárias já foram cortadas, restando apenas os troncos.

 

O corte das árvores foi feito pela empresa Ecorede e integrava-se no processo de limpeza de faixas de prevenção no âmbito da Rede Secundária de Gestão de Combustível, em torno das linhas de média tensão da EDP na zona do Barranco do Velho. O engenheiro florestal Pedro Jesus, da associação representante dos proprietários, diz que “foram derrubados mais de uma centena de sobreiros e há 13 proprietários lesados”.

 

Os cortes foram inicialmente identificados por um proprietário, que encontrou elementos da Ecorede a serrarem os sobreiros da sua propriedade sem autorização e telefonou para a linha SOS Ambiente. “Passei pela Quintã, estavam a serrar os sobreiros na minha propriedade sem que tivesse havido qualquer aviso ou pedido de autorização”, contou.

 

O responsável regional da EDP, Carlos Lopes, disse ao Público tratar-se apenas de “cortes de ramos” e não de abates, mas admitiu que houve “um corte um pouco mais agressivo” em algumas árvores.

 

Já o diretor regional do ICNF, Castelão Rodrigues, afirmou que a operação não foi autorizada e que nem sequer foi pedida uma licença para os trabalhos, decorrendo agora “um processo de contra-ordenação à EDP”. O valor da coima pode oscilar entre os 50 e os 150 mil euros.

 

Pedro Jesus referiu que esta questão foi discutida, esta semana, em Loulé, na reunião da Comissão Municipal da Defesa da Floresta Contra Incêndios. O engenheiro florestal sublinhou que nenhuma autoridade tinha “conhecimento do que se estava a passar”.

 

Fonte: Zap aeiou

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