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Tempo no Algarve

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06
Dez19

3328: EDP acusada de mandar abater sobreiros sem autorização

Tempo no Algarve

Mais de 100 sobreiros foram abatidos ou cortados na serra Caldeirão, no Algarve, sem autorização do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF). A operação, ordenada pela EDP, está a ser desenvolvida de forma “indiscriminada e sem fiscalização”.

 

 

O presidente da Associação de Produtores Florestais da Serra do Caldeirão, Gilberto Pereira, acusa a EDP de ter ordenado o abate de mais de 100 sobreiros de forma “indiscriminada e sem fiscalização“, à revelia do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), avança esta sexta-feira o jornal Público. Na última semana, a associação recebeu a queixa de 13 proprietários lesados.

 

De acordo com o matutino, o abate foi embargado na quinta-feira pelo ICNF, mas mais de uma centena de árvores centenárias já foram cortadas, restando apenas os troncos.

 

O corte das árvores foi feito pela empresa Ecorede e integrava-se no processo de limpeza de faixas de prevenção no âmbito da Rede Secundária de Gestão de Combustível, em torno das linhas de média tensão da EDP na zona do Barranco do Velho. O engenheiro florestal Pedro Jesus, da associação representante dos proprietários, diz que “foram derrubados mais de uma centena de sobreiros e há 13 proprietários lesados”.

 

Os cortes foram inicialmente identificados por um proprietário, que encontrou elementos da Ecorede a serrarem os sobreiros da sua propriedade sem autorização e telefonou para a linha SOS Ambiente. “Passei pela Quintã, estavam a serrar os sobreiros na minha propriedade sem que tivesse havido qualquer aviso ou pedido de autorização”, contou.

 

O responsável regional da EDP, Carlos Lopes, disse ao Público tratar-se apenas de “cortes de ramos” e não de abates, mas admitiu que houve “um corte um pouco mais agressivo” em algumas árvores.

 

Já o diretor regional do ICNF, Castelão Rodrigues, afirmou que a operação não foi autorizada e que nem sequer foi pedida uma licença para os trabalhos, decorrendo agora “um processo de contra-ordenação à EDP”. O valor da coima pode oscilar entre os 50 e os 150 mil euros.

 

Pedro Jesus referiu que esta questão foi discutida, esta semana, em Loulé, na reunião da Comissão Municipal da Defesa da Floresta Contra Incêndios. O engenheiro florestal sublinhou que nenhuma autoridade tinha “conhecimento do que se estava a passar”.

 

Fonte: Zap aeiou

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05
Dez19

3326: Navigator recupera vegetação autóctone em Monchique

Tempo no Algarve

A The Navigator Company levou a cabo uma ação de recuperação da vegetação autóctone na sua propriedade de “Águas Alves”, em Monchique, tendo plantado para o efeito 50 novos Carvalhos-de- Monchique (Quercus canariensis), uma espécie muito rara e ameaçada que conta apenas com cerca de 300 árvores no território nacional.

 

Inserida no âmbito da estratégia de conservação da biodiversidade da empresa, esta ação contou com o apoio do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO-InBIO), no diagnóstico da vegetação encontrada baseado em requisitos ecológicos e em estudos biogeográficos sobre os carvalhais do sudoeste de país. Contou também com a colaboração do Jardim Botânico do Porto – Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto (MHNC-UP), que que cedeu as bolotas originárias da zona de Monchique para a reprodução de 50 novas plantas.

 

Desde 2016 que a The Navigator Company tem vindo a realizar várias ações nesta propriedade florestal, contribuindo assim para a melhoria do estado de conservação dos habitats naturais e da vegetação autóctone. A nova plantação e sementeira de Carvalhos-de-Monchique vem contribuir para o fortalecimento e preservação da espécie, que tem no sudoeste do país, região que acolhe uma das suas quatro populações ibéricas, reunidas as condições ecológicas favoráveis ao seu crescimento e manutenção.

 

Com sementes obtidas a partir de uma das populações mais bem conservadas desta espécie, os 50 novos Carvalhos-de-Monchique permitirão aumentar o efectivo da espécie nesta zona do país, onde esta já se encontra presente, especificamente na propriedade “Águas Alves” da The Navigator Company.

 

A evolução do projecto de recuperação deste futuro carvalhal será acompanhada ao longo do tempo, continuando a ser recolhidas bolotas desta espécie para germinação nos viveiros da empresa. Os exemplares produzidos poderão, no futuro, ser utilizados na operacionalização de planos de reflorestação e preservação do património genético desta espécie rara de carvalho.

 

A The Navigator Company tem, em Portugal Continental, cerca de 110 000 hectares de floresta sob sua gestão, que se encontram certificados pelos sistemas internacionais FSC (FSC-C010852) e PEFC (PEFC/13-23-001). Desta forma, a empresa é capaz de contribuir diretamente para a proteção de um total de 235 espécies de fauna e cerca de 740 espécies de flora existentes nas suas florestas.

 

Fonte. Ambiente Magazine

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20
Nov19

3317: Culatra e mais cinco ilhas europeias publicam agendas de transição para energias limpas

Tempo no Algarve

Seis ilhas europeias, entre as quais Culatra, no Algarve, publicaram ontem as suas agendas de transição para energias limpas, dando “um passo firme no sentido de descarbonizar seus sistemas de energia, com um forte foco no envolvimento dos cidadãos”.

 

Selecionados pela Iniciativa Energia Limpa para Ilhas da UE da Comissão Europeia em fevereiro de 2019, as Ilhas Aran (Irlanda), o arquipélago de Cres-Losinj (Croácia), Culatra (Portugal), La Palma (Espanha), Salina (Itália) e Sifnos (Grécia) desenvolveram nos últimos nove meses caminhos de descarbonização adaptados às suas necessidades e ativos individuais.

 

A Culatra, ilha do concelho de Faro, está a trabalhar para criar uma comunidade energética autossuficiente, responsável pela gestão da sua própria energia.

 

As seis agendas de transição para energia limpa são publicadas no contexto do quarto Fórum sobre Energia Limpa para as Ilhas da UE, que decorre em Split e Hvar, na Croácia, entre hoje e sexta-feira, dias 20 a 22, para discutir caminhos de transição, tecnologias e oportunidades para envolver ativamente os cidadãos.

 

“Graças à evolução da tecnologia, o potencial para reduzir os custos de energia nas ilhas e avançar para a autonomia energética nunca foi tão grande”, salienta o diretor-geral para a Energia, Ditte Juul-Jørgensen.

 

As agendas de transição das ilhas foram produzidas em coautoria pelas equipas de transição das ilhas – que no caso de Portugal incluiu a Universidade do Algarve, a Associação de Moradores da Ilha da Culatra e a Make it Better – e pelo Secretariado de Energia Limpa para as Ilhas da UE.

 

Munidas destas agendas, essas seis ilhas irão nos próximos meses aprimorar o desenvolvimento do projeto e fortalecer as suas estratégias de envolvimento da comunidade local.

 

Várias outras ilhas da UE estão atualmente em processo de desenvolvimento de agendas de transição para energia limpa que serão publicadas no próximo ano.

 

Fonte: Região Sul

 

Reportagem no programa da Linha da Frente da RTP1. https://www.rtp.pt/play/p5280/e432362/linha-da-frente

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17
Nov19

3314: Derrocada de arriba no Carvoeiro corta trilho costeiro

Tempo no Algarve

Várias toneladas de pedra e terra desabaram na zona de Vale Currais, junto à praia do Paraíso, em Carvoeiro, e obrigaram ao corte de um trilho costeiro onde passavam diariamente centenas de turistas e moradores locais. Esta foi a segunda derrocada registada pelas autoridades no Algarve após o fim da época balnear.


A derrocada ocorreu na quarta-feira, durante o dia, e foi registada através de uma fotografia a que o CM teve acesso. A Polícia Marítima foi alertada e avançou para a sinalização e interdição da passagem no sentido de "garantir a segurança dos utentes do trilho". Os técnicos da Agência Portuguesa do Ambiente avaliaram as condições de segurança na arriba, que já tinha sofrido outra derrocada em dezembro de 2018.

 

A Proteção Civil de Lagoa colocou barreiras metálicas para reforçar a sinalização provisória. O comandante da Capitania do Porto de Portimão, Gonzalez Paços, apela às pessoas que frequentam as praias e zonas junto à costa para "respeitarem a sinalética existente e que se mantenham afastadas das vertentes das arribas, bem como da base das mesmas".
 
O trilho integra o Caminho dos Promontórios que, segundo Joaquim João, presidente da União de Freguesias de Lagoa e Carvoeiro, "está todo balizado para que os turistas andem em segurança". A câmara de Lagoa já "está a negociar" com os proprietários de um terreno privado junto à arriba para que o percurso do caminho pedestre seja feito por outro local.
 

Fonte: CM

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30
Out19

3305: Ecovia de quatro quilómetros vai ligar Faro a Olhão

Tempo no Algarve

Uma ecovia com aproximadamente quatro quilómetros de extensão e três metros de largura vai ligar a zona do Bom João, em Faro, à entrada da cidade de Olhão. O objetivo é estimular o uso da bicicleta como meio de transporte diário, para além do uso habitual em lazer e turismo.

 

Na passada semana, a Câmara de Faro assinou um contrato com a sociedade Landscape Office, no valor de 33 mil euros, para a elaboração do projeto desta ecovia do litoral, numa área que integra o Parque Natural da Ria Formosa (PNRF). O prazo para a entrega final da maquete é de seis meses.

 

"A ecovia pretende articular percursos da natureza com troços de circulação restrita e condicionada, na sua maioria acessos que já existem", referiu ao CM fonte da autarquia farense.


O município definiu com a empresa contratada que, no projeto, deveria constar a proposta do atravessamento das linhas de água e a definição do percurso da ecovia, com pelo menos duas alternativas viáveis para a ligação entre as duas cidades algarvias, bem como a apresentação das diferentes fases do projeto dentro dos prazos estabelecidos.


Ao longo dos quatro quilómetros de trajeto, está previsto o aproveitamento de percursos já existentes e que respeitem as condicionantes do PNRF e da linha férrea.


Antes da aprovação final do projeto, cabe a entidades como a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, Águas do Algarve, Infraestruturas de Portugal, Parque Natural da Ria Formosa e Associação Portuguesa do Ambiente emitirem parecer favorável para que a obra possa avançar.
 
 

Fonte: CM

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26
Jan19

3154: Polícia Marítima apreende arte de pesca em situação ilegal na Ria Formosa

Tempo no Algarve

O Comando-local da Polícia Marítima de Olhão efetuou, no dia 24 de janeiro, uma ação de fiscalização com o objetivo de reprimir atividades de pesca ilegais no interior da Ria Formosa.

 

​Nesta ação foi detetada e apreendida uma teia constituída por 51 armadilhas de gaiola, vulgarmente designadas por covos, cuja utilização no interior da Ria Formosa apenas está prevista para a captura de enguia.

 

Estes covos continham alguns exemplares de polvo e de cavalo-marinho no seu interior que, por ainda se encontrarem vivos, foram devolvidos ao seu habitat natural.

 

 A Ria Formosa pertence à Rede Natura 2000 e faz parte da lista de sítios contemplados pela Convenção de Ramsar, encontrando-se nela algumas espécies em vias de extinção como é o caso do cavalo-marinho.

 

 A captura de exemplares de espécies protegidas da fauna ou da flora selvagens constitui a prática de crime de dano contra a natureza, previsto e punível pelo artigo 278.º do Código Penal, com pena de prisão até cinco anos. Neste sentido, recomenda-se a toda a comunidade que se dedique a atividades nesta zona de Parque Natural, seja de uma forma comercial ou lúdica, que devolva ao habitat natural qualquer exemplar de cavalo-marinho acidentalmente capturado.

 

Relativamente ao uso de artes não permitidas, tal constitui contraordenação, punível com coima a graduar de €598,56 a €37.409,84, tendo sido instaurado o respetivo processo de contraordenação.

 

 O Comando-local da Polícia Marítima de Olhão, no âmbito das suas competências, continuará a desenvolver ações de fiscalização e investigação com o objetivo detetar e reprimir este tipo de atividades.

 

Fonte: AMN

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13
Jan19

3147: Barra da Fuseta volta a assorear e impede pescadores de sair

Tempo no Algarve

Depois de vários anos à espera da requalificação na barra da Fuseta, cujo assoreamento (acumulação de areias) impede os pescadores de saírem ou entrarem no porto de pesca enquanto a maré está vazia, o Ministério do Ambiente avançou finalmente com a obra no verão passado, com um investimento de quase 1,5 milhões de euros.

 

Após um trabalho de quatro meses, com uma draga a retirar areia da barra, bastou apenas um mês para as marés desfazerem toda a intervenção, para desespero dos pescadores e também da economia da localidade piscatória. "Aqui há cerca de 60 barcos dedicados à pesca.

 

São quase 200 pessoas que dependem desta atividade, para além da nossa lota que perde negócio porque as embarcações não podem ficar dependentes das limitações do canal para descarregar o pescado e vão para outras lotas", lamenta Humberto Gomes, da Associação de Pescadores da Fuseta.

 

Ele próprio tem o barco no porto de pesca de Olhão porque, devido à grande dimensão (12,5 metros de comprimento), não consegue navegar no troço da ria Formosa que liga o mar à Fuseta, por causa dos bancos de areia.

 

PORMENORES

 

Barra artificial

 

A atual barra da Fuseta foi feita artificialmente em 2010, acabando com a barra natural situada ali próximo. Já na altura, os pescadores avisaram o Governo que seria um erro e que iria criar assoreamentos.

 

 "Desperdício de dinheiro"

 

"Foi um desperdício completo de dinheiro. Isto só lá vai com molhes na barra, para fixar as areias mas, como esta zona faz parte do parque natural da ria Formosa, dizem que as questões ambientais impedem que se faça essa obra", diz ainda Humberto Gomes.

 

Fonte: CM

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29
Nov18

3128: Especialistas apresentam em Olhão rede de telemetria para estudar migrações de animais aquáticos

Tempo no Algarve

Um grupo de 25 especialistas em telemetria de toda a Europa encontra-se reunido esta semana em Olhão para implementar a European Tracking Network, que pretende estudar o movimento de animais aquáticos em grande escala.

 

“Uma rede que reúne investigadores, recursos e infraestruturas para potenciar o estudo do movimento de animais aquáticos em grandes escalas espaciais – dos rios e mares europeus ao oceano Atlântico”, explica a organização.

 

Estudar o movimento de animais aquáticos é “fundamental para compreender o seu comportamento e as suas ameaças”, acrescenta-se.

 

Através da aplicação de marcas eletrónicas, os investigadores podem seguir o movimento destes animais, permitindo identificar habitats críticos para a proteção de espécies.

 

No entanto, a recolha de informação sobre as grandes migrações de espécies icónicas que atravessam diversas fronteiras, como os atuns, tubarões e enguias, é dificultada por exigir uma capacidade de monitorização a larga escala.

 

A European Tracking Network vai permitir ultrapassar estas dificuldades, permitindo partilhar informação, maximizar recursos e potenciar futuros projetos. “Com esta rede, se os peixes que eu marcar em águas portuguesas migrarem para outros locais na Europa, serei alertado pelos outros investigadores desta rede que os detetem, o que me permite potenciar os meus resultados com um custo e um esforço menores. E vice-versa”, salientou, em comunicado, David Abecasis, investigador do Centro de Ciências do Mar na Universidade do Algarve (CCMAR) e coorganizador da reunião.

 

A European Tracking Network inclui investigadores portugueses do CCMAR, do centros IMAR e MARE da Universidade dos Açores (UAc).

 

Pedro Afonso, investigador do IMAR/MARE/UAc e coordenador da European Tracking Network, frisa que a iniciativa veio “dar resposta ao anseio da comunidade de investigadores nesta área”, aproveitando o projecto europeu AtlantOS e as iniciativas LifeWatch e Ocean Tracking Network para lançar as bases do que se espera venha a ser “uma verdadeira rede pan-europeia de biotelemetria aquática”.

 

“O potencial é, de facto, grande, porque vai aproximar os investigadores, mas também criar novas oportunidades para dar resposta aos decisores políticos numa era de crescentes desafios ecológicos”, finalizou.

 

 

Fonte: Região Sul

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28
Nov18

3127: Inauguração da nova ETAR Faro/Olhão

Tempo no Algarve

O ministro do Ambiente disse esta quarta-feira e acreditar que a qualidade da água da Ria Formosa vai melhorar rapidamente com a entrada em funcionamento da nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) Faro-Olhão.

 

“A qualidade da água da Ria Formosa vai muito depressa sentir uma grande melhoria e todos estes ecossistemas lagunares vão melhorar bastante”, referiu João Matos Fernandes, à margem da sessão de inauguração da ETAR, sublinhando que “uma parcela muito significativa dos esgotos dos algarvios fica definitivamente tratada”.

 

O governante frisou que, com a nova estrutura, dimensionada para aproximadamente 115.000 pessoas, “não haverá mais esgoto a correr para a Ria Formosa sem ser tratado”, excluíndo o lançamento pontual de esgotos não tratados através de ligações clandestinas, que admite existir e que é preciso “combater”.

 

A infraestrutura intermunicipal representa um investimento superior a 20 milhões de euros e vai servir a população dos concelhos de Faro, Olhão e São Brás de Alportel, permitindo receber águas que até aqui eram tratadas em estações já subdimensionadas.

 

A nova estrutura permitirá desativar os sistemas de lagunagem das ETAR de Faro Nascente e Olhão Poente, com um impacto positivo no meio ambiente, já que as antigas instalações emanavam um odor muito ativo, com consequências negativas para os hotéis e residentes nas proximidades.

 

Nas imediações da nova ETAR, situada à beira da Ria Formosa, em Olhão, será construído um parque fotovoltaico para o fornecimento de energia para abastecer a infraestrutura.

 

De acordo com o ministro do Amniente, a inauguração desta e da ETAR da Companheira, em Portimão, encerram um ciclo de investimento em infraestuturas, estando em curso, com estes dois projetos, 44 milhões de euros de investimento do grupo Águas de Portugal no Algarve.

 

Fonte: Observador

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22
Nov18

3122: Arriba de 12 metros cai na Praia Maria Luísa em Albufeira

Tempo no Algarve

Uma arriba com cerca de 12 metros de altura desmoronou-se esta quinta-feira na praia Maria Luísa, em Albufeira, sem registo de vítimas nem prejuízos materiais, disse à agência Lusa um técnico da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

 

De acordo com o geólogo Sebastião Teixeira, o desmoronamento foi reportado esta manhã pela Polícia Marítima "e terá, presumivelmente, ocorrido durante a noite de quarta-feira ou na madrugada desta quinta-feira".

 

"Não se registaram vítimas nem danos materiais", destacou. Segundo aquele responsável da APA, que monitoriza o estado das arribas, a derrocada "foi de alguma dimensão, tendo sido deslocados cerca de mil metros cúbicos (2.500 toneladas) de sedimentos, cujas causas terão origem devido às condições climatéricas", nomeadamente a precipitação e ondulação marítima.

 

"A derrocada registou-se numa zona que estava assinalada como de risco e numa altura do ano em que é previsível ocorrerem estas situações", sublinhou, acrescentando que os técnicos estão no local "a fazer a avaliação da estabilidade da arriba e a colocar sinalização de aviso".

 

A derrocada de hoje na praia Maria Luísa é a segunda maior registada este ano, a anterior ocorreu em Outubro passado entre as praias do Vau e João d'Arens (Portimão) e a sexta maior dos últimos 23 anos no Algarve.

 

Em Agosto de 2009, o desmoronamento de uma arriba na praia Maria Luísa, no concelho de Albufeira, no distrito de Faro, provocou a morte a cinco pessoas e ferimentos em duas, tendo sido o acidente mais grave do género ocorrido até hoje em praias do país.

 

Fonte: CM

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