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06
Mar10

921: Foi um downburst que varreu a Praia do Vau

Tempo no Algarve

Afinal o que varreu a Praia do Vau, em Portimão, na semana passada, não deverá ter sido um tornado, mas antes um downburst, concluiu o Instituto de Meteorologia, após «uma análise preliminar das observações efetuadas pelo radar Doppler de Loulé/Cavalos do Caldeirão».


 


É que é fácil confundir um downburst com um tornado, mas há uma diferença: o tornado tem movimentos verticais e de sucção, enquanto no outro fenómeno os movimentos são horizontais.



Como explicou ao «barlavento» fonte do gabinete de comunicação do Instituto de Meteorologia, um downburst é «um movimento de ar descendente organizado, que tende a acelerar à medida que desce devido ao arrefecimento evaporativo».



Ou seja, o ar descendente evapora a água e arrefece, tornando-se mais denso e acelerando no sentido do solo.



«Quando o movimento sente o solo espraia-se em várias direções, radialmente, a partir do ponto de incidência no solo ou, por vezes, numa direção predominante». Ainda assim, produz ventos intensos que podem exceder os 100 quilómetros por hora, podendo causar danos tão avultados como nos tornados.



Esta não é, porém, a primeira vez que tornados assolam o Algarve, pois, além do fenómeno da semana passada em Portimão, houve outros dois mais fracos em Lagos e Armação de Pêra, no mesmo dia. Neste Inverno, já chegaram também relatos de tornados em Lagos (Janeiro) e em Portimão (Dezembro).



O difícil é estabelecer o seu grau de intensidade com certeza, porque implica a avaliação dos danos causados, através da «deslocação de especialistas logo após a ocorrência», adiantou a fonte do IM.



No entanto, é admitido que «a maioria dos tornados registados no Algarve se tenham situado nos níveis F0 ou F1 (escala EF ou Escala de Fujita melhorada), com valores de vento associados (rajada em três segundos) entre os 105/137 quilómetros por hora ou entre os 138/178».



A outra ajuda na avaliação é o radar Doppler que permite detetar e identificar a estrutura que pode dar origem ao tornado (supercélula), mas não o tornado em si, porque é demasiado pequeno face à resolução da observação por radar.



Mas, no caso de ocorrer fora da área de cobertura (a 100 quilómetros da estação), só é possível avaliar através «de relatos, visitas ao local e análise de observações de refletividade radar, sem a velocidade Doppler», salientou ainda a mesma fonte.



Assim, apesar de não ser possível prever quando e onde ocorrerá um tornado, são previsíveis as condições favoráveis à sua formação.



E, em Portugal, segundo o Instituto de Meteorologia, as mais favoráveis são a combinação entre uma «forte instabilidade local e wind shear adequado (que pode ser grande intensificação do vento, mantendo-se a direção ou intensificação do vento e rotação), numa camada compreendida entre o solo e os 1500 metros de altitude».



Em Portugal, não estão identificadas zonas de risco para a formação de tornados, sendo Trás-os-Montes a região que tem menos registos.



No litoral há maior probabilidade de haver trombas-de-água, ou seja, uma tromba ou funil de uma nuvem sobre extensões de água (mar ou lago), que tende a dissipar-se pouco depois de começar a deslocar-se sobre terra. Este termo é, porém, mal utilizado quando serve para descrever muita chuva em pouco tempo, explica o IM.



Mesmo assim, não há uma base científica que determine se os tornados são agora mais frequentes, pois só desde a década de 1990 é que os fenómenos começaram a ser registados em base de dados. Por sua vez, os poucos casos recentes também não permitem estudar a sua frequência com exatidão.









O que deve fazer em caso de tornado?



Apesar de ser pouco provável alguém estar na rota de destruição de um tornado, segundo o Instituto de Meteorologia, as medidas de segurança a tomar são diferentes conforme o local onde a pessoa está. Num edifício deve resguardar-se numa cave, numa divisão sem janelas ou no piso térreo, podendo colocar-se debaixo de uma mesa sólida, usando os braços para proteger a cabeça e o pescoço, não devendo nunca abrir janelas. Ao estar num veículo ou atrelado, a pessoa deverá sair logo e procurar proteção num edifício, pois os atrelados, ainda que fixos ao solo, oferecem pouca proteção. Já no exterior, onde não há abrigos, a pessoa deverá deitar-se numa depressão ou vala e cobrir a cabeça com as mãos. Não deverá colocar-se sob uma ponte, nem tentar escapar numa viatura. Deverá ter cuidado com os detritos arremessados na circulação intensa de um tornado, pois são estes geralmente os maiores causadores de feridos graves e mortos.


 


Fonte: Barlavento Online

 

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