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20
Fev22

3776: Volta ao Algarve 2022

Tempo no Algarve

1ª Etapa: Portimão -> Lagos (199.1 kms)

 

E lá vão três! Fabio Jakobsen começa a assumir-se como o rei dos sprints em Lagos. Terceira vitória para o neerlandês, depois de mais um sprint avassalador deste ciclista que simplesmente não está a dar hipótese à concorrência. São três vitórias no Algarve (depois de 2019 e 2020), são três vitórias na temporada. A Quick-Step Alpha Vinyl teve outro ciclista no pódio, pois Remco Evenepoel é o melhor jovem, ele que está na 48.ª edição da Volta ao Algarve para tentar ganhar a corrida pela segunda vez.

 

Ou seja, a equipa belga tem a Camisola Amarela Turismo do Algarve e a Verde Crédito Agrícola (dos pontos) com Jakobsen e a Branca IPDJ com Evenepoel. Muito gosta a Quick-Step Alpha Vinyl de vestir as camisolas no Algarve! Já a Azul Lusíadas está com um português. João Matias (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados) foi um dos ciclistas da fuga e aproveitou para garantir a liderança na classificação da montanha, subindo assim ao pódio.

 

Jakobsen, 25 anos, considera que tem uma “equipa perfeita” e destaca precisamente Evenepoel: “Um grande obrigado ao Remco. Ele está aqui para a classificação geral, mas fez o trabalho perfeito na preparação do sprint.” O neerlandês agradeceu a todos os companheiros, pois “um sprinter não pode ganhar sem eles”.

 

Realçou ainda como já não há segredos para ele no sprint em Lagos: “Eu estou feliz por vencer novamente aqui em Lagos. Conheço este final muito bem. Fizemos aqui um estágio e já tinha ganhado aqui duas vezes.”

 

Quedas marcam parte final da etapa

Os 199,1 quilómetros da primeira etapa, que começou em Portimão, pareciam estar a decorrer como o esperado. Constituiu-se uma fuga, enquanto no pelotão a aliança belga assumiu as despesas para garantir que tudo estava controlado para um sprint final. Quick-Step Alpha Vynil, Intermaché-Wanty-Gobert Matériaux e Alpecin-Fenix – todas formações da Bélgica com sprinters -, revezaram-se a impor ritmo.

 

Asier Etxeberria (Euskaltel-Euskadi), Fábio Oliveira (ABTF-Feirense), Hugo Nunes (Rádio Popular-Paredes-Boavista) e João Matias (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados) estiveram muitos quilómetros na frente, até 35 da meta.

 

João Matias venceu a batalha pela Camisola Azul Lusíadas, ao ser segundo na quarta categoria de Aldeia dos Matos (39,1 quilómetros) e primeiro na terceira categoria de Nave (97,8).

 

Matias venceu também a meta volante em S.B. Messines (54,6 quilómetros), enquanto Hugo Nunes foi o mais forte na de Aljezur (128,3) e Vila do Bispo (162,7). No entanto, é o vencedor da etapa o líder da classificação por pontos, ainda que “empreste” esta quinta-feira a Camisola Verde Crédito Agrícola Bryan Coquard (Cofidis), segundo na etapa.

 

Porém, a 38,5 quilómetros da meta uma queda começou a mudar um pouco a história da etapa. O pelotão partiu, com as equipas portuguesas a serem as mais afetadas. Muitos ciclistas ficaram para trás. A cerca de 12 quilómetros, nova queda. Resultado, o grupo da frente foi pequeno, ainda que contasse com a maioria dos principais candidatos à vitória tanto na tirada, como entre os que querem lutar pela geral.

 

Alexander Kristoff (Intermaché-Wanty-Gobert Matériaux) foi terceiro após a desclassificação de Jordi Meeus. O ciclista da Bora-Hansgrohe fez um sprint irregular. O melhor português foi Rui Oliveira (UAE Team Emirates), ao terminar na quinta posição.

 

Subida à Fóia

Esta quinta-feira é dia da subida ao Alto da Fóia, na Serra de Monchique. Serão 182,4 quilómetros, que começam em Albufeira e serão um teste importante para os trepadores que podem não se adaptar tão bem ao longo contrarrelógio de sábado desta edição. Portanto, com a subida da Picota antes, serão duas ascensões consecutivas longas, com a Fóia a ser de primeira categoria.

 

Remco Evenepoel venceu em 2020 e acabou por conquistar a geral. Ethan Hayter conquistou a Fóia no ano passado e poderá ser uma das apostas de uma Ineos Grenadiers com mais que uma carta para jogar.

 

Classificação da Etapa 1: https://www.fpciclismo.pt/ficheiros/2022/classetapa1.pdf

 

2ª Etapa: Albufeira -> Fóia (182.4 kms)

 

Primeiro teste da época, primeira vitória. David Gaudu não perdeu tempo em abrir a contagem em 2022. Está a começar a temporada na 48.ª edição da Volta ao Algarve e juntou o seu nome a uma crescente lista de prestígio de vencedores no Alto da Fóia, em Monchique. O francês da Groupama-FDJ é também o novo líder, mas apenas um segundo o separa de seis ciclistas.

 

Foi um final emocionante, muito bem preparado pela equipa de Gaudu. Stefan Küng foi um senhor gregário, ainda que antes tenha sido a INEOS Grenadiers a impor um ritmo fortíssimo durante muitos quilómetros. Ainda na subida à Picota, partiu por completo o pelotão, além de ter acabado com a fuga.

 

A ascensão de segunda categoria preparou o espectáculo para a Fóia. Geraint Thomas – um vencedor em duas ocasiões da Volta ao Algarve – foi o primeiro a meter um ritmo alto e que não mais abrandou. Na frente ficou um grupo com praticamente todos os principais favoritos. INEOS Grenadiers quase com a equipa completa (quatro corredores ficaram no top dez) e a Groupama-FDJ com o senhor Küng no apoio a Gaudu, além de Sergio Higuita (Bora-Hansgrohe) e Tobias Foss (Jumbo-Visma) sempre bem colocados.

 

Estes dois ciclistas acabaram por marcar os metros finais pela pior razão. Antes, Frederico Figueiredo (Glassdrive/Q8/Anicolor) tentou surpreender, mas as duas equipas do World Tour referidas não permitiram surpresas. Após a curva que deixou à vista a meta na Fóia, Foss e Higuita tocaram-se e caíram. Gaudu não se assustou, mostrando que, numa altura em que a Groupama-FDJ lhe pede que comece a assumir cada vez mais a liderança da equipa nas grandes provas, está a trabalhar rumo ao principais objetivos somando as sempre motivantes vitórias.

 

Além de ser a sua primeira logo ao segundo dia de competição em 2022, Gaudu realçou a importância de também abrir a contagem da Groupama-FDJ que, até à Fóia, estava a zero esta época. Gaudu elogiou o trabalho da equipa, principalmente de Küng e mostrou que a subida à Fóia estava bem estudada.

 

“Queria estar na frente, sei que o sprint é rápido”, afirmou, referindo como o vento de frente e depois cruzado dificultou a etapa. Apesar do triunfo e de vestir a Camisola Amarela Turismo do Algarve, o francês de 25 anos não assume que irá tentar ganhar a classificação geral.

 

“Penso que será difícil, o contrarrelógio é muito longo. Mas temos uma vitória de etapa e sabemos que o Stef [Küng] pode ganhar o contrarrelógio. Quero ver o meu progresso no contrarrelógio e talvez possamos ganhar [a tirada de sábado] e a última etapa. A geral veremos depois do contrarrelógio”, admitiu.

 

Longa fuga, mas World Tour domina na Fóia

A história na Fóia tem sido feita recentemente com vitórias de ciclistas do World Tour. Alguns já de relevo, outros no início de uma grande carreira: Tadej Pogacar e Remco Evenepoel, por exemplo. Gaudu é mais um jovem a vencer, mas antes, os protagonistas da segunda etapa foram outros.

 

Unai Iribar (Euskaltel-Euskadi), Nicolas Zukowski (Human Powered Health), Tomás Contte (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho), César Martingil (Rádio Popular-Paredes-Boavista) e João Matias (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados) formaram a fuga do dia. O último partiu em defesa da Camisola Azul Lusíadas. Matias foi segundo na terceira categoria da Pomba (109,7 quilómetros), com Contte a vencer.

 

Porém, o pelotão não deu hipótese e a fuga já nem na Picota (segunda categoria aos 167,3 quilómetros) passou na frente. Matias bem tentou, mas conquistar a Fóia valeu a liderança na montanha a Gaudu. Ainda assim, Matias irá partir esta sexta-feira de azul, ainda que por “empréstimo”, tendo menos um ponto que o francês.

 

Fabio Jakobsen e Remco Evenepoel, ambos da Quick-Step Alpha Vinyl, mantêm a liderança nos pontos e na juventude, respetivamente. Ou seja, vestem a Camisola Verde Crédito Agrícola e a Branca IPDJ.

 

Luta interessante pela geral

A Fóia não criou grandes diferenças. Brandon McNulty (UAE Team Emirates), Remco Evenepoel (Quick-Step Alpha Vinyl), Ethan Hayter (INEOS Grenadiers) – vencedores na Fóia em 2020 e 2021 – Daniel Martínez (INEOS Grenadiers), Julien Bernard (Trek-Segafredo) e Sven Erik Bystrom (Intermaché-Wanty-Gobert Matériaux) estão a apenas um segundo de Gaudu.

 

Tony Gallopin (Trek-Segafredo) está a oito, Thomas Pidcock e Dylan van Baarle, ambos da INEOS Grenadiers, a 17 e 18.

 

Se esta sexta-feira a etapa mais longa da Volta ao Algarve (211,4 quilómetros entre Almodôvar e Faro) é novamente para os sprinters, sábado haverá um contrarrelógio de 32,1 quilómetros e domingo o Malhão irá definir o campeão.

 

Classificação da Etapa 2: https://www.fpciclismo.pt/ficheiros/2022/classetapa2.pdf

 

3ª Etapa: Almodôvar -> Faro (211.4 kms)

 

Dia mais longo na 48.ª edição da Volta ao Algarve. Foram 211,4 quilómetros de Almodôvar a Faro, num final diferente das recentes edições, mas com um espectacular sprint que deu a Fabio Jakobsen (Quick-Step Alpha Vinyl) o pleno nas vitórias nestas etapas que lhe assentavam tão bem. Dois sprints, dois triunfos em que não deu hipótese à concorrência.

 

Depois de Lagos na primeira tirada, foi na capital de distrito que o neerlandês elevou a contagem pessoal nesta corrida para quatro conquistas, em todas as suas participações.

 

“A equipa fez um trabalho perfeito, em especial o Kasper Asgreen, que me protegeu durante toda a etapa. Muitas das vezes é isso que conta. Nos últimos dois quilómetros estivemos sempre na frente, entre os dez primeiros. A reta da meta tinha 400 metros, lancei o meu sprint nos últimos 200 e forcei até vencer”, contou o sprinter.

 

Acrescentou: “O Bryan Coquard, é um sprinter que se dá bem nestas chegadas, arrancou ao mesmo tempo, mas tive as pernas mais fortes. Ainda vi o Tim Merlier aproximar-se mas não me podia passar pela esquerda e estou feliz por ter vencido aqui em Faro.”

 

Muita atenção para evitar percalços

Enquanto os ciclistas que vão ter um fim de semana intenso na discussão pela classificação geral tiveram uma etapa em que foram obrigados a estar atentos e evitar algum percalço que lhes fizesse perder tempo, as equipas dos sprinters estiveram em ação para garantir que a fuga com sete corredores nunca fosse um perigo. A Groupama-FDJ manteve sempre David Gaudu, detentor da Camisola Amarela Turismo do Algarve, bem colocado.

 

Txomin Juaristi (Euskaltel-Euskadi), Rafael Lourenço (Atum General-Tavira-AP Maria Nova Hotel), Rafael Silva (Efapel Cycling), Afonso Eulálio (Glassdrive-Q8-Anicolor), Afonso Silva (Kelly-Simoldes-UDO), Nicolas Sáenz (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados) e Samuel Caldeira (W52-FC Porto) formaram a fuga do dia. Foram dividindo as metas volantes e também o Prémio da Montanha de Pisa Barro, ganho por Rafael Lourenço.

 

O corredor da formação algarvia também foi primeiro na meta volante do Restaurante Alpendre, com Rafael Silva e Samuel Caldeira a vencer em Almodôvar e Alcoutim, respetivamente.

 

Porém, foi na subida, também de quarta categoria, de Bengado, que se viu a primeira mexida relevante. A Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados colocou-se na frente de um pelotão até então comandado ou pela Alpecin-Fenix, ou pela Quick-Step Alpha Vinyl e também pela Cofidis, equipas com sprinters.

 

Objetivo da formação portuguesa? Anular a fuga e assim permitir que João Matias fosse primeiro no Prémio do Montanha de Bengado e recuperar a liderança nesta classificação da Camisola Azul Lusíadas, que havia perdido na Fóia para Gaudu. E assim foi.

 

Estavam decorridos 186,1 quilómetros. Depois, Fábio Costa e Afonso Eulálio (Glassdrive-Q8-Anicolor) e Hugo Nunes (Rádio Popular-Paredes-Boavista) tentaram escapar, mas sempre com o pelotão atento, nesta fase também já com a Intermaché-Wanty-Gobert Matériaux, de Alexander Kristoff, a ajudar na perseguição. Faro tinha mesmo à espera uma chegada ao sprint, com a cidade a não receber um final de etapa desde 2008, quando ganhou o alemão Robert Förster (Gerolsteiner).

 

Foi uma chegada numa reta com alguma inclinação. Nada que incomodasse o homem do momento. Fabio Jakobsen está numa forma imbatível e Tim Merlier (Alpecin-Fenix) – segundo classificado – de imediato reconheceu isso ao cortar a meta, cumprimentando o neerlandês.

 

Este triunfo também praticamente garante a classificação dos pontos, com Jakobsen a ser dono e senhor da Camisola Verde Crédito Agrícola. “O verde [camisola] é a cor dos sprinters. Já vesti esta camisola na Volta a Espanha e espero conquistar esta classificação se conseguir terminar depois de amanhã”, afirmou.

 

Jakobsen soma 50 pontos, contra os 36 do sprinter da Cofidis, Bryan Coquard. A Quick-Step Alpha Vinyl mantém também a Camisola Branca IPDJ (juventude) com Remco Evenepoel.

 

Contrarrelógio longo no fim de semana de decisões

Este sábado, o longo contrarrelógio entre Vila Real de Santo António e Tavira (32,2 quilómetros) irá ajudar a definir uma classificação geral completamente em aberto. Gaudu tem apenas um segundo de vantagem sobre seis ciclistas e a quarta etapa favorece os homens mais fortes nesta especialidade. E domingo, é dia de subir ao Malhão e conhecer o vencedor da Volta ao Algarve.

 

Não será fácil para David Gaudu manter a liderança. “Será difícil conservar a camisola amarela no contrarrelógio. Quero fazer o melhor possível. Trabalhei bastante na minha posição e espero ver alguma evolução. No entanto, a aposta da equipa é o Stefan Küng [bicampeão europeu da especialidade], esperemos que possa ganhar. Corredores como o Remco (Evenepoel) ou o Brandon Mcnulty são mais rápidos, mas espero ter ainda uma resposta a dar na última etapa”, referiu o francês.

 

Classificação da Etapa 3: https://www.fpciclismo.pt/ficheiros/2022/classetapa3.pdf

 

4ª Etapa: Vila Real de Santo António -> Tavira (32.2 kms)

 

A máquina Remco Evenepoel no seu melhor na 48.ª edição da Volta ao Algarve. O belga esteve irrepreensível no longo contrarrelógio de 32,2 quilómetros, entre Vila Real de Santo António e Tavira, batendo toda a concorrência, incluindo o bicampeão europeu da especialidade, Stefan Küng. O ciclista da Quick-Step Alpha Vinyl já tinha vencido por cá, mas em Lagoa e ao vestir a Camisola Amarela Turismo do Algarve, ficou mais perto de vencer pela segunda vez a corrida. Falta ultrapassar o Malhão, na decisão final, este domingo.

 

37:49 minutos, um tempo fantástico de um corredor fora de série de apenas 22 anos e que também detém um título europeu em elite. “Acho que hoje foi o meu melhor contrarrelógio de sempre”, afirmou, não escondendo como estava “super, super feliz” pela vitória. “Fizemos um bom reconhecimento do contrarrelógio. O vento estava forte, era um pouco perigoso a descer e não arrisquei nada na descida. Estou feliz por ter sobrevivido sem nenhum problema. No plano e na subida dei tudo, sem hesitar, a todo o gás”, explicou.

 

Contou ainda que sabia que a quarta etapa seria a mais importante para as suas aspirações. “Era o dia em que tinha de tentar ter uma boa liderança na classificação geral. Todos os dias tentei poupar-me ao máximo para hoje e penso que tive uma preparação perfeita”, referiu.

 

 

Stefan Küng é um dos melhores do mundo no contrarrelógio – algo que Evenepoel realçou – e tinha um percurso à sua medida. Contudo, ficou a 58 segundos do belga. O dia foi aziago para a Groupama-FDJ, pois não só não alcançou o objetivo de ver o suíço a ganhar a etapa – seria a segunda vez que venceria na Volta ao Algarve -, viu David Gaudu perder a liderança da geral. Algo mais do que esperado, é certo, mas o francês ficou demasiado longe (a 2:08 minutos) para poder ambicionar recuperar a camisola que vestiu quando triunfou no Alto da Fóia, na segunda etapa.

 

Aliás, Evenepoel foi de tal forma avassalador, que deixou os rivais a mais de um minuto na geral. Repetir o triunfo de 2020 parece inevitável. Parece, mas nada é garantido. É que o Malhão não é a subida que mais agrade ao jovem belga. Quando venceu a geral da Volta ao Algarve, na etapa do Malhão – então a penúltima – Evenepoel sofreu para não perder contacto com os seus principais adversários. Recentemente admitiu que continua a ter dificuldades quando a inclinação é maior.

 

Porém, parte muito confiante para o último dia de prova: “Provavelmente só teremos de controlar a corrida. Podemos esperar uma corrida muito difícil no início. Vai ser algo caótico, uma grande luta para nos colocar sob pressão. Tenho 100% de confiança nos companheiros, especialmente o Louis [Vervaeke], o último [colega] que fica comigo. Vamos também tentar ganhar a etapa.”

 

Adversários com muito para recuperar

Na luta pela geral, Ethan Hayter é novamente o melhor da INEOS Grenadiers. Há um ano foi segundo e agora encontra-se nessa posição, a 1:06 minutos. A equipa britânica é a que poderá tentar armadilhar a etapa e pôr em cheque a amarela de Evenepoel. Daniel Martínez está a 1:30 (quarto classificado) e Dylan van Baarle a 2:37. Três cartas para jogar.

 

Já Brandon McNulty (UAE Team Emirates) estará atento para tentar intrometer-se. Tem 1:25 de desvantagem, com Tobias Foss (Jumbo-Visma) a 1:51. O norueguês foi quarto no contrarrelógio, resultado importante porque mostrou que, apesar da queda perto da meta na Fóia, não ficou com mazelas que o retirem da luta pela geral.

 

A etapa do Malhão também irá decidir as restantes camisolas. Fabio Jakobsen (Quick-Step Alpha Vinyl) está perto de garantir a Verde Crédito Agrícola e Evenepoel, além de estar de amarelo, também é o melhor na juventude (Camisola Branca IPDJ). A equipa belga tem três das quatro camisolas em disputa.

 

Falta a Azul Lusíadas. João Matias (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados) não é um trepador, mas está decidido em ir à luta e fazer tudo para subir ao pódio final como rei da montanha.

 

Este domingo, as emoções da última etapa começam às 13 horas, em Lagoa e haverá uma dupla passagem no Malhão para se conhecer o vencedor da Volta ao Algarve.

 

Classificação da Etapa 4: https://www.fpciclismo.pt/ficheiros/2022/classetapa4.pdf

 

5ª Etapa: Lagoa -> Alto do Malhão (173.2 kms)

 

Remco Evenepoel conquistou pela segunda vez ao Volta ao Algarve. Foi um final de muita classe do belga, numa corrida em que a Quick-Step Alpha Vinyl foi irrepreensível. Além da vitória na geral, teve o sprinter Fabio Jakobsen em grande, o que significou que venceu três das quatro classificações individuais e três das cinco etapas.

 

Tem sido hábito esta equipa estar no Algarve para somar sucessos. Evenepoel junta-se a uma curta lista de ciclistas que venceram por duas vezes a geral, depois de em 2020 já ter sido superior a toda a concorrência. Tem apenas 22 anos e o palmarés é cada vez mais de respeito. Evenepoel ficou com a Camisola Amarela Turismo do Algarve, mas também a Branca IPDJ, símbolo da classificação da juventude.

 

"

Queria voltar [ao Algarve] e fazer o mesmo que há dois anos e estou feliz por o ter conseguido. Sabia que esta semana o contrarrelógio era o mais importante. Ontem [sábado] dei tudo e ainda sentia hoje [o esforço] nas pernas. Mas quando nos aproximámos da última subida, o Louis [Vervaeke] e os companheiros fizeram um grande trabalho”, afirmou o campeão de 2022.

 

Sobre a subida no Malhão: “Ataquei, mas vi que eles ainda estavam a seguir. Percebi que não iam atacar imediatamente e decidi meter um ritmo alto até aos 200 metros finais. Sabia que a vantagem era grande e só queria saborear os últimos metros na minha camisola amarela, por isso é que celebrei um pouco na meta.”

 

O ciclista sai da 48.ª edição da Volta ao Algarve satisfeito pela forma física que conseguiu demonstrar, tendo até afirmado que tinha feito na quarta etapa o melhor contrarrelógio da sua carreira, etapa que venceu. No Malhão defendeu-se muito bem, tal como tinha acontecido na Fóia.

 

“O plano antes da corrida era sobreviver nas etapas de montanha e no contrarrelógio ganhar o máximo tempo de possível aos adversários. Fiz também o meu trabalho no comboio para o Fabio [Jakobsen], ganhámos duas etapas. Eu ganhei uma e nas duas etapas de montanha sobrevivi muito bem”, explicou.

 

Os colombianos Sergio Higuita (Bora-Hansgrohe) e Daniel Martínez (INEOS Grenadiers) sprintaram para a etapa, com o primeiro a ganhar e com o segundo a garantir um lugar no pódio, ao subir a terceiro da geral.

 

O americano da UAE Team Emirates, Brandon McNulty ficou em segundo, a 1:17 minutos de Evenepoel, com Martínez a fechar a corrida a 1:21. Ehan Hayter (INEOS Grenadiers) estava na segunda posição antes da etapa, mas caiu para a quarta, não repetindo assim o lugar de 2021. A equipa britânica venceu por equipas.

 

Malhão não desiludiu

A última etapa arrancou de Lagoa, com 173 quilómetros para percorrer até ao Alto do Malhão, duas metas volantes (Paderne e Loulé) e cinco contagens de montanha: Picota, Vermelhos e Alte (todas de terceira categoria) e mais a dupla passagem no Malhão (segunda categoria, com a última a coincidir com a meta).

 

A fuga do dia foi de 20 ciclistas, com as equipas de todos os que ainda aspiravam a tirar a liderança a Remco Evenepoel representadas, para que pudessem ajudar mais tarde os líderes. Apenas Dries de Bondt (Alpecin-Fenix) e Georg Zimmermann (Intermaché-Wanty-Gobert Matériaux) ainda estavam na frente aquando da primeira passagem pelo Malhão.

 

Porém, na luta pela geral, Daniel Martínez começou cedo a mexer na corrida, tentando isolar Remco Evenepoel. Um primeiro sinal, mas que mais nenhum candidato tentou dar seguimento. Yves Lampaert (que tinha estado na fuga) acabou por ser uma ajuda preciosa para Evenepoel e o grupo teve mais ciclistas a entrar perto da segunda subida ao Malhão. Mas não demorou a partir novamente.

 

Com menos de três quilómetros para a meta e com Evenepoel muito confortável, tornou-se óbvio que restava aos outros corredores lutar pela vitória de etapa. A camisola amarela estava entregue.

 

Higuita já tinha estado muito bem na Fóia. Contudo, sofreu uma queda com o final à vista, num toque com Tobias Foss (Jumbo-Visma). Desta feita, tudo correu bem ao campeão da Colômbia.

 

“Antes de mais quero dedicar esta vitória à bisavô da minha namorada que faleceu no dia em que caí [segunda etapa]. Ter a possibilidade de vencer a etapa, cair, chegar ao hotel e receber essa má notícia.. .É um grande golpe. Hoje saímos para a etapa motivados para dar o melhor e conseguimos esta vitória. A equipa teve dias difíceis no Algarve, um dos nossos caiu e partiu a clavícula, outro ficou doente, mas hoje ganhámos”, referiu Higuita.

 

O ciclista da Bora-Hansgrohe salientou com Evenepoel estava forte: “Pensava atacar mais tarde, a 300 metros, mas o [Brandon] McNulty antecipou-se e, ainda bem. Estava um vento muito forte de frente e, para não arriscar cair de novo, decidi esperar pelos últimos 100 metros para ultrapassar o Daniel [Martínez]. Estou feliz por esta vitória, sobretudo por consegui-la após vencer o campeonato da Colômbia que conquistei há oito dias.”

 

As restantes camisolas

Fabio Jakobsen segurou até final a Camisola Verde Crédito Agrícola. As duas vitórias ao sprint, em Lagos e Faro, deixaram-no confortável na liderança, mas o neerlandês não quis deixar dúvidas e na segunda meta volante do dia, em Loulé, foi terceiro e fechou as contas da classificação. 51 pontos contra os 36 de Bryan Coquard (Cofidis) e os 29 de Alexander Kristoff (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux).

 

Já na montanha, a batalha foi bem diferente. João Matias (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados, integrou a fuga para tentar defender a Camisola Azul Lusíadas por que tanto lutou nesta Volta ao Algarve. Os três pontos que amealhou (somou 15 no total) foram suficientes para segurar a liderança e subir ao pódio final como rei da montanha, deixando David Gaudu (Groupama-FDJ) na segunda posição, com 12.

 

Classificação da Etapa 5: https://www.fpciclismo.pt/ficheiros/2022/classetapa5.pdf

 

Fonte: Volta ao Algarve

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