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Jan12

1506: Fevereiro será crucial para a actual situação de seca

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O mês de Fevereiro será crucial para a seca que o país está a atravessar este Inverno, segundo o Instituto de Meteorologia, que espera um agravamento da situação até ao fim de Janeiro.

 

Em Dezembro, choveu o correspondente a 29% da média de 1971-2000 e toda a região a Sul do sistema montanhoso Montejunto-Estrela registou uma percentagem mesmo inferior a 25%. Segundo o boletim climatológico mensal do Instituto de Meteorologia, os valores mensais da quantidade da precipitação no mês passado variaram entre os 3,5 milímetros e os 152,9 milímetros, de acordo com os dados obtidos nas 76 estações do Instituto de Meteorologia e nas 37 estações do Instituto da Água (Inag). A precipitação média anual (1971-2000) em Portugal Continental é de cerca de 882 mm.

“A situação de seca, que no final de Novembro apenas se verificava nalgumas áreas do litoral Norte e Centro, intensificou-se nessas regiões e estendeu-se a quase todo o território do continente”, segundo o boletim.

Até ao final de Dezembro, 83% do território estavam em seca fraca, 6% em seca moderada, 8% em situação normal e 3% em chuva fraca, segundo o índice meteorológico de seca PDSI (Palmer Drought Severity Index), que tem em conta dados da quantidade de precipitação, temperatura do ar e capacidade de água disponível no solo.

Fevereiro será crucial

O Instituto de Meteorologia, em resposta a questões colocadas pelo PÚBLICO, explica esta situação com o facto de o anticiclone dos Açores - que costuma estar localizado a Sul dos arquipélago -, ter estado "desde o início deste Inverno frequentemente a noroeste do Continente, impedindo que as perturbações da superfície frontal polar se desloquem para sul e atinjam o Continente". São estas perturbações "o principal mecanismo responsável pela ocorrência de precipitação no Continente, durante o Inverno".

A escassez de chuva no Inverno pode ser grave, dado que o clima mediterrânico de Portugal concentra grande parte da precipitação durante esta época do ano. Segundo o Instituto de Meteorologia, "em média, cerca de 40% da precipitação anual ocorre durante o Inverno (Dezembro a Fevereiro)".

Como os valores de precipitação estão muito abaixo do valor normal, "será de esperar que no final do mês de Janeiro a situação de seca meteorológica se agrave", admite o instituto. "O mês de Fevereiro irá ser de extrema importância para determinar se a situação de seca irá agravar (caso se mantenha os baixos valores de precipitação) ou se irá diminuir ou mesmo terminar (caso se tenha um Fevereiro com valores de precipitação muito acima do normal).

“Tudo depende do que irá acontecer nos próximo mês”, contou ao PÚBLICO Filipe Duarte Santos, investigador no campo das alterações climáticas da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Mas este especialista não afasta a possibilidade de a falta de chuva pode ter consequências preocupantes para a agricultura e produção de electricidade pelas barragens. “Acho que estamos no limiar de uma situação que pode ser muito grave para Portugal”.

Segundo dados das Redes Energéticas Nacionais (REN), as barragens que produzem electricidade estavam, no final de Dezembro, com 49% da sua capacidade máxima. Este valor varia substancialmente. Nos últimos seis anos, oscilou entre um mínimo de 45% (2007) e um máximo de 83% (2009).

A preocupação maior, neste momento, refere-se a zonas do país onde o abastecimento de água é garantido por barragens relativamente pequenas, como na região transmontana.

Para os próximos dias, de 26 Janeiro a 3 de Fevereiro, o Instituto de Meteorologia prevê "uma alteração da situação meteorológica que tem vindo a predominar nos últimos dias, com ocorrência de precipitação, em geral fraca, nos dias 26 e 27, em especial nas regiões Norte e Centro e que será sob a forma de neve nas terras mais altas daquelas regiões". No período entre 30 Janeiro e 3 de Fevereiro prevê-se que a influência do anticiclone dos Açores seja pouco relevante e a probabilidade de ocorrência de precipitação a partir do dia 31 varie entre 35 e 65%.

 

Fonte: Publico

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