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03
Set10

1089: Água quente pode estar a influenciar os animais marinhos

Tempo no Algarve

As temperaturas do mar na costa Sul algarvia têm andado, este Verão, durante semanas a fio, entre os 23 e os 26º, num período muito prolongado de águas mais quentes. E estas temperaturas elevadas podem estar na origem da mudança de comportamentos.


 


A temperatura da água do mar mais elevada que o normal, nesta época do ano, pode estar na origem da mudança de comportamento de algumas espécies de animais marinhos.

Um número invulgar de avistamentos de tubarões é um dos fenómenos mais referenciados, mas a alteração mais significativa e preocupante está relacionada com as tartarugas-marinhas, entre as quais a mortandade tem sido invulgarmente alta.

Como revelou ao «barlavento» o biólogo do Zoomarine Élio Vicente, especialista em recuperação de animais marinhos, só desde o início do ano já foram detetadas «mais de 50 tartarugas mortas» na nossa costa, um número «muito anormal».

«Até agora, tínhamos uma média de seis ou sete tartarugas marinhas mortas por ano», comparou.

Explicar o porquê desta situação não é fácil, sem que sejam efetuados estudos que permitam sair do campo das teorias.

Mas «o bom senso» leva, à partida, a fazer uma correlação com o aumento da temperatura da água, algo extensível ao facto de os tubarões, nomeadamente os tubarões-martelo, andarem mais vezes à superfície no seu percurso migratório.

Neste último caso, explicou o especialista em tubarões da Universidade do Algarve Rui Coelho, «está documentado que os tubarões-martelo têm tendência a submergir e a nadar com a barbatana de fora quando há uma situação de termoclina».

Designa-se por termoclina o fenómeno que leva a que, em determinada zona, a água à superfície esteja a uma temperatura bastante superior à do fundo, «como se houvesse duas camadas de água».

No caso das tartarugas-marinhas, que são espécies «altamente ameaçadas», embora a temperatura da água possa ser uma explicação, há que estudar este acontecimento.

Apesar de a elevada mortandade poder estar associada a algo de pontual, que leva as tartarugas a aproximar-se da costa e a estar mais expostas a perigos como as redes de pesca ou mesmo interações com embarcações a motor, que podem causar a sua morte, os casos registados em 2010 «também podem ter origem biológica».

Élio Vicente deixa ainda o apelo a quem encontrar animais mortos na praia para que não lhes mexam, sob o risco de estar a atentar contra «a saúde pública».

De resto, o Zoomarine lançou esta semana um «Guia de Assistência a Animais Marinhos», com um formato pensado para caber em qualquer carteira e onde são descritos os procedimentos a ter em conta quando nos cruzamos com animais marinhos em perigo, vivos ou mortos.


 


Fonte: Barlavento Online

03
Set10

1088: Andam tubarões a rondar na costa algarvia, mas fenómeno é normal

Tempo no Algarve

O número invulgar de avistamentos de tubarões, nomeadamente tubarões-martelo, não é causa para alarme, dizem os especialistas. Ainda assim, o bom senso é aconselhado.


 


Tubarões de diferentes espécies, isolados e em grupo, têm sido avistados nos últimos dias bem perto da costa algarvia.

Um tubarão-martelo chegou mesmo a ser capturado por uma traineira de pesca de Portimão, depois de a sua tripulação ter avistado vários cardumes desta espécie ao largo de Sagres, do Martinhal e da Praia da Luz, a cerca de um quilómetro da praia.

Esta situação, assegurou ao «barlavento» Rui Coelho, especialista em tubarões da Universidade do Algarve, não é motivo para alarme, já que todas as espécies avistadas estão há muito referenciadas na costa algarvia e não são, por norma, perigosas.

«O tubarão-martelo surge há muito aqui nas águas algarvias. Há relatos históricos de avistamentos em Sagres e no Martinhal. Estes peixes podem ocasionalmente aproximar-se da costa, nomeadamente em situações em que a água está mais quente», explicou Rui Coelho.

O Algarve é um dos locais de passagem desta espécie migratória, disse ainda o especialista.

A elevada temperatura da água à superfície pode ser uma explicação para que haja mais avistamentos, mas é consensual entre os especialistas contactados pelo «barlavento» que a ocorrência destas espécies de tubarão nesta zona nada tem de anormal.

O que não é habitual é ver tantos exemplares e tão próximos da costa.

Daniel Machado explora a empresa marítimo-turística de Portimão Ecoceanus, que faz saídas para observação de golfinhos e baleias ao largo da costa algarvia.

Também ele tem avistado mais tubarões do que é normal nos últimos dias.

«Ainda ontem (domingo) avistámos três, dois martelo e um tubarão azul. Nos últimos dias, temos avistado mais do que é habitual. Antes não se via tantos», assegurou.

Segundo o empresário, biólogo marinho de formação, os avistamentos tem tido uma frequência «diária», nas últimas semanas.

No caso dos tripulantes da traineira «Arrifana», de Portimão, o contacto com um exemplar de tubarão-martelo foi também físico.

Na passada semana, os tripulantes desta embarcação capturaram nas suas redes um espécime de «mais de dois metros», segundo revelou ao nosso jornal o membro da tripulação da «Arrifana» André Dias.

«Nós começámos a avistar os tubarões-martelo a partir da zona da Praia da Luz, entre meia e uma milha da costa [um a dois quilómetros]. Avistámo-los durante três ou quatro milhas do percurso que fizemos, ou seja, durante 15 ou 20 minutos vimos tubarões de uma forma ininterrupta à tona de água», contou André Dias, que é também formado em biologia marinha.

«Víamos as pessoas na praia, já que era ao final da tarde e havia uma pessoa a fazer ski aquático no meio dos tubarões, sem se aperceber. Também havia pessoas em motas de água. Os tubarões estavam calminhos e as pessoas nem notavam que eles ali estavam», descreveu.

Uma boa razão para que estes peixes passem despercebidos é o facto de não verem no humano, por princípio, uma ameaça nem um elemento da sua cadeia alimentar.

«Não há qualquer registo de um ataque de tubarão na costa portuguesa. Mesmo ao nível internacional, o tubarão-martelo não é considerado uma das espécies tradicionalmente perigosas», disse Rui Coelho.

Ainda assim, avisou o especialista, «há que agir com bom senso, quando nos cruzamos com tubarões-martelo».

«Não nos podemos esquecer que são animais selvagens, que podem atingir um grande porte», lembrou. Estes animais têm, em média, «uma dimensão de dois a três metros», mas «podem atingir os cinco metros».

Assim, o conselho que Rui Coelho dá é que, caso avistem um tubarão, as pessoas devem afastar-se e sair da água.

Também quem faz caça submarina deverá ter mais atenção, nomeadamente «ao nascer e pôr-do-sol e durante o período noturno, que é quando estes animais estão mais ativos», evitando trazer o peixe que caçarem «junto ao corpo».


 


Fonte: Barlavento Online

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