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Tempo no Algarve

Estado do Tempo, Previsões, Alertas e Notícias sobre a Região Algarvia. E-mail: temponoalgarve@sapo.pt

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07
Dez08

514: Futebol: Honra - Olhanense vence e segura liderança, Varzim perde terreno na frente

Tempo no Algarve

O Olhanense segurou hoje a liderança na Liga de honra de futebol, na qual continua a ser perseguido de perto pelo Santa Clara, mas viu o Varzim, terceiro classificado, perder terreno, depois de uma derrota em Gondomar.


 


Cumprida a 11ª jornada, a formação de Olhão, comandada pelo ex-futebolista Jorge Costa, passou a liderar o campeonato com 22 pontos, mais um do que Santa Clara e cinco em relação a Varzim (3º) e Feirense (4º).


 


Em Freamunde, Jorge Costa viu a sua equipa marcar bem cedo (aos dois minutos) e construir uma vitória por 3-1, depois do Santa Clara, que jogou esta manhã, já ter batido, em casa, o Boavista por idêntico resultado.


 


A formação dos Açores também "começou" cedo a resolver o encontro e ao intervalo já vencia por 2-0.


 


Na frente o mais penalizado foi o Varzim, incapaz de vencer na visita a Gondomar e que, assim, perdeu terreno para os da frente e ficou à mercê do Feirense, agora também com 17 pontos e depois de ter vencido fora o Portimonense.


 


Em Gondomar e depois de ter estado a perder o Varzim ainda chegou ao empate, mas um golo do suplente Castro, aos 84 minutos, atrasou a equipa da Póvoa na tabela e permitiu aos da casa deixarem o último lugar da Liga de honra.


 


O Gondomar é agora penúltimo, com menos um ponto que a União de Leiria - hoje empatou em casa com o Desportivo das Aves (1-1) -, enquanto a posição de "lanterna vermelha" é ocupada pela Oliveirense, após derrota em Aveiro, frente ao Beira-Mar (2-1).


 


Fonte: LUSA

07
Dez08

513: Somos Olhão quer ser associação

Tempo no Algarve

O movimento cívico olhanense quer ter personalidade jurídica, para melhor exercer o direito à cidadania e ver esclarecidas as questões que levanta.


 


Para já, são apenas um movimento cívico, mas querem tornar-se uma associação dentro em breve.



O movimento Somos Olhão (SO!) fez a sua apresentação oficial numa conferência de imprensa que teve lugar no passado sábado no restaurante «A Catedral do Marisco», em Olhão, e assume a tarefa de denunciar o que, na sua opinião, vai mal neste concelho.



O movimento já vinha desenvolvendo uma fervorosa actividade online, através do blog http://somosolhao.blogs.sapo.pt, que dinamiza. Desde sábado, os principais membros do grupo saíram da blogosfera para dar a cara pelas causas que defendem. E não são poucas.



Raul Coelho, Lourenço Mendonça, José Castanheira e António Terrramoto foram os elementos que apresentaram o movimento, no passado sábado. Uma sessão que contou ainda com a presença de outros activistas pela cidadania olhanenses, nomeadamente os representantes do Fórum Olhão e da APOS-Associação de Valorização do Património Cultural e Ambiental de Olhão.



Na sessão que, apesar de ser dedicada aos jornalistas, contou com a presença de muitos olhanenses, os elementos do SO! reiteraram algumas das denúncias que tem vindo a fazer online, muitas delas ligadas ao sector do urbanismo.



Como frisaram os elementos do grupo, esta não é a única área onde se pretendem mover, mas é aquela onde os casos são mais flagrantes.



Uma das acusações feitas foi de falta de resposta por parte da Câmara de Olhão a pedidos de esclarecimento feitos pelo movimento, que já motivaram queixas dirigidas às entidades responsáveis pela inspecção ao poder local, à Assembleia da República e até à Procuradoria Geral da República.



«Estamos dispostos a levar as nossas queixas a instâncias europeias. Temos uma reunião marcada para dia 12 de Dezembro com a eurodeputada Ilda Figueiredo», revelou Raul Coelho.



Uma das questões colocadas pelo movimento foi a alegada falta de divulgação da discussão pública dos Termos de Referência do Plano de Pormenor para a Zona Histórica de Olhão.



O SO! promete ainda ficar atento «aos contínuos atentados contra a Ria Formosa» e também à «a falta de transparência» que alegam existir «na gestão municipal».



Os membros do movimento queixam-se ainda de pressões que terão obrigado a uma mudança de última hora no local da conferência de imprensa.



«Até à passada quinta-feira, estava tudo marcado para ser na Sociedade Recreativa Olhanense (SRO). Mas, nessa noite, a direcção reuniu-se de emergência e decidiu que não podia ser lá», referiram.



Segundo Raul Coelho, os dirigentes da SRO justificaram a sua decisão com o facto «de ter sido pedida uma sala para uma sessão pública e não para uma conferência de imprensa». «A conferência já estava marcada há mais de um mês e até já era para ter sido», garantiu.



Os membros do SO! apelaram ainda àqueles que se revejam no seu trabalho a contribuir, já que, para ser uma associação e ter personalidade jurídica, o movimento terá que ter dinheiro não só para a sua constituição formal, mas também para assegurar a sua actividade.

 


 


Fonte: Barlavento Online

07
Dez08

512: Reciclagem de óleos alimentares no Algarve fica adiada

Tempo no Algarve

Almargem entende que Algar não soube conduzir candidatura a fundos comunitários e sente-se excluída do processo. Empresa multimunicipal diz que projecto vai avançar, «mesmo a uma escala menor».


 


A associação ambientalista Almargem acusa o Sistema Multimunicipal de Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos (Algar) de não ter sabido gerir a candidatura ao projecto Biodiesalgarve e de não ter estabelecido as necessárias parcerias para assegurar a sua viabilidade.



Segundo a associação, o plano que inicialmente previa a recolha de óleos alimentares utilizados e sua posterior transformação em biodiesel foi agora «liminarmente recusado» pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), impedindo o acesso a fundos comunitários.



Em comunicado, a Almargem entende também ter sido «excluída» do processo, apesar de, «durante um ano», ter criado um projecto «inédito a nível mundial» e de ter proposto que a Algar desempenhasse «um papel central», dada a experiência da empresa na área.



«Face ao desinteresse inicial da Algar, a Almargem avançou com o trabalho e os custos totais da estruturação do projecto e de constituição da parceria. Posteriormente, a partir do momento em que foi divulgada a análise de custo/benefício, a Algar mudou radicalmente de posição e declarou que assumia todo o projecto».



Contactada pelo «barlavento», a Algar já recusou as acusações e avança que as únicas razões que impediram a candidatura se prendem com o facto de a empresa multimunicipal «ainda não dispor da necessária autorização para tratar e valorizar o resíduo [óleo]», pelo que a CCDR «não poderia, neste momento, aceitar a candidatura».



Segundo Miguel Nunes, técnico da Algar responsável pelo projecto Biodiesalgarve, a situação é «meramente burocrática» e já ocorreu aquando do início da recolha de outros resíduos, como o vidro ou as pilhas.



De qualquer forma, a empresa multimunicipal afasta a possibilidade de o Biodiesalgarve ser definitivamente excluído de subsídios comunitários, aventando que o projecto pode ser submetido a nova candidatura, «mesmo depois de estar em execução».



Nos argumentos da discórdia, a Almargem acusa igualmente a Algar de ter invertido a filosofia do programa, ao propor a utilização do biodiesel na frota da empresa, declinando a sua utilização nas frotas das 16 autarquias da região.



Da parte da Algar, Miguel Nunes não vê inconvenientes na nova opção e considera mesmo que a utilização de biodiesel na frota da empresa acabará por ser um benefício indirecto, uma vez que actua em todos os concelhos.



«A nível ambiental, se todos os camiões da Algar utilizarem os óleos [reciclados], reduz-se a emissão de gases poluentes não num só concelho, mas em todos», argumenta.





Pormenores:



O Biodiesalgarve foi uma ideia concebida em 2007 e destinava-se inicialmente à recolha de Óleos Alimentares Usados (OAU), sua transformação em biodiesel e posterior utilização nas frotas municipais.



Nasceu da preocupação sobre o destino que estava a ser dado na região aos OAU de origem doméstica: 55 por cento ia directamente para os esgotos e os outros 44 por cento para os aterros sanitários.



Ambas as situações são incorrectas, sendo que a primeira levanta enormes problemas nas Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), dado o alto poder poluidor deste resíduo. Estima-se que um litro de OAU possa contaminar um milhão de litros de água.



O processamento anual de 2400 toneladas de óleos na região pode reduzir as emissões de CO2 em 4800 toneladas/ano e deverá originar poupanças de cerca de 1,5 milhões de euros/ano, com os custos já incorporados.



Actualmente, autarquias como Vila Real de Santo António, Tavira e Portimão já dispõem de locais próprios para a recolha de óleos domésticos. Na região, há também empresas devidamente licenciadas que fazem a recolha dos óleos usados juntos dos restaurantes.


 


Fonte: Barlavento Online

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