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Tempo no Algarve

Estado do Tempo, Previsões, Alertas e Notícias sobre a Região Algarvia. E-mail: temponoalgarve@sapo.pt

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08
Ago08

391: Quinta do Marim: pagar vai valer a pena

Tempo no Algarve
Pelo menos é o que garante o Instituto de Conservação da Natureza (ICN), que promete obras de requalificação para muito breve. Por agora, paga-se 1,5 euros mas há alguma degradação na Quinta, muita dela obra do tempo que passa...

 


Fonte do ICN disse ao OA que as obras deverão avançar muito em breve, mas a direcção do parque considera ser ainda prematuro divulgar em que consistirão. Depois do Verão, haverá novidades.


 


Fiquemo-nos pois pelo capítulo dos desejos: os ambientalistas gostariam que, entre as futuras realizações, estivesse a recuperação e abertura do moinho de maré – construído em 1885 e que funcionou até 1970 -, a reabilitação definitiva do pontão, a requalificação dos painéis indicativos e a realização de obras na sede, actualmente muito degradada.


 


João Ministro, dirigente da associação ambientalista Almargem, garante que, por ali, o pontão de atracagem dos barcos só funciona – a título provisório – porque a sua associação o recuperou, para que estivesse apto a receber embarcações e pessoas no âmbito da Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente 2008, que ali se realizou em finais de Julho.


O espaço, designado Centro de Educação Ambiental, tem uma barca de atum recuperada, única no Pais, um observatório de aves e alberga nos seus 60 hectares núcleos social e ambientalmente tão importantes como um canil dedicado aos cães d’água e o centro de recuperação de aves selvagens, fundamental para o tratamento de pássaros feridos.


 


A quinta deverá continuar a constituir o único pedaço de área protegida do Algarve onde se paga entrada, mesmo depois da recente entrada em vigor de um diploma que prevê o pagamento de entradas em áreas públicas de parques naturais para financiar a conservação da natureza e a biodiversidade.


 


O diploma prevê a isenção de pagamento a residentes dos concelhos abrangidos por aquelas áreas classificadas e cria uma nova estrutura designada Rede Fundamental de Conservação da Natureza, para juntar à REN (Reserva Ecológica Nacional) e à Reserva Agrícola Nacional (RAN).


 


João Ministro não discorda do princípio do pagamento – aliás já em execução há alguns anos no Centro de Educação Ambiental -, mas sustenta que “deveria haver mais atractivos para cativar as populações”, e observa que os 60 hectares da quinta são “uma gota de água” nos 20 mil hectares da Ria, esmagadoramente nas mãos de privados.


 


“Para aplicar essas taxas de forma mais abrangente, teria que haver um acordo com os privados, que detêm boa parte da área da quinta, sublinha.


 


Além da Ria Formosa, sistema lagunar que abrange toda a área costeira entre Faro e Cacela (já no concelho de Vila Real de Santo António), o Algarve é englobado ainda por outras duas reservas naturais, qualquer delas sem áreas do Estado enquadráveis pela nova legislação: o sapal de Castro Marim e a Costa Vicentina, que além de território algarvio se estende à costa alentejana.


 


Fonte: Observatório do Algarve



 

08
Ago08

390: Parques Naturais: Pagar à entrada não basta

Tempo no Algarve

“Esta lei é insuficiente”, lamenta um técnico de um dos três parques do Algarve. Que garante receber todos os dias queixas de proprietários contra quem lhes invade as terras.


 



O diploma que prevê o pagamento de entradas, saído no a 24 de Julho, só se aplica às áreas públicas, isto é, no caso algarvio, apenas na área de 60 hectares do Centro de Educação Ambiental da Quinta do Marim o Estado pode cobrar entradas.


 


Restam, nos casos da Ria Formosa e Sapal de Castro Marim, os cerca de 30 mil hectares nas mãos de privados. Para mais, são eles que amiúde se queixam das invasões a que são sujeitos nas suas propriedades, por parte de passeantes, isoladamente ou em grupo, sem que haja lugar a qualquer ressarcimento.


 


“À excepção das medidas agro-ambientais, cujos fundos se aplicam a uma pequeníssima parte dos empresário e ainda por cima estão atrasados, eles não recebem nenhuma compensação”, disse ao OA o técnico, que preferiu manter o anonimato, pois o Instituto de Conservação da Natureza (ICN), cujos serviços foram recentemente centralizados, impõe a “lei da rolha” aos quadros locais.


 


Entre outros lamentos quotidianos, os técnicos e quadros dirigentes recebem inúmeras queixas relativas a turismo organizado: “Uma das coisas que mais se ouve é que eles [os turistas] abrem os portões das propriedades e depois os rebanhos acabam por fugir por lá”.


“Ataques” generalizados às vinhas, às laranjas e outras culturas é outro tipo de mazelas de que se queixam os proprietários. “Não é uma uva, ou uma laranja, que faz diferença. O problema é que são milhares de turistas, centenas de viagens, e as propriedades acabam por ressentir-se de forma dramática”, acentua o técnico do ICN, segundo o qual “os turistas encaram os frutos e as plantas como se fossem deles e estivessem ali mesmo para eles comerem”.


 


“Os proprietários deviam poder usufruir da maior parte das taxas pagas pelas empresas turísticas, para ressarcir esses prejuízos”, opina o quadro do ICN, que aduz ainda os sulcos deixados pelos pneus dos jipes dos safaris, que “muitas vezes impedem outras viaturas de passarem por esses sítios”.


 


As verbas resultantes da aplicação da lei de 24 de Julho aplicar-se-ão na defesa da Natureza, de acordo com o diploma, mas segundo o técnico não basta cobrar à entrada dos diminutos parques públicos que se inserem nas gigantescas áreas dos parques naturais para diminuir os prejuízos causados pelas visitas.


 


Prejuízos que se estendem à Natureza, enfatiza a mesma fonte, que exemplifica com os fotógrafos de aves: “Chegam a um lago, ou à Ria, batem as palmas para fotografar os pássaros a voar, e realmente é mais bonito ter 800 aves a voar do que paradas, mas esquecem que esse gesto perturba os animais, que entram em stress e abandonam os ninhos”.


 


“O problema não é o número de vigilantes, que é pouco mas será sempre pouco porque não podemos ter uma equipa atrás de cada grupo de visitantes. O problema é as licenças serem atribuídas sem que haja garantias de respeito ambiental por parte das empresas organizadoras”, afirma.


 


Contactado pelo OA, o ICN desmentiu a falta dessas garantias: “Quem é licenciado por nós tem que ter esse compromisso”, disse ao OA fonte do instituto em Lisboa, avançando todavia que os serviços daquele órgão estão a trabalhar para obviar a este tipo de situações.


 


Fonte: Observatório do Algarve


 


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