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Jul08

354: Viagem do «Bom Sucesso» revisitada em Olhão

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É um verdadeiro homem de mar e uma alta patente da Marinha Portuguesa. É também descendente de um dos marítimos que atravessou o Atlântico, para dar a boa nova da restauração ao Rei D. João VI, no Rio de Janeiro.


O almirante Alexandre Fonseca é o convidado da Associação de Valorização do Património Cultural e Ambiental de Olhão (APOS) numa palestra sobre o caíque «Bom Sucesso», que terá lugar no dia 12 de Julho, na Sociedade Recreativa Olhanense.



Uma iniciativa que se seguirá à comemoração dos 200 anos da histórica partida do barco, que aconteceu no dia 6 de Julho de 1808.



Esta embarcação acabou por ser a primeira a chegar ao Brasil, onde a Família Real portuguesa estava instalada, para a informar da expulsão das tropas francesas do Algarve e do país.



A proposta da APOS acaba por ser bem mais arrojada do que se esperaria, dada a importância histórica deste evento. A verdade é que há poucos dados concretos sobre a forma como a viagem decorreu, bem como sobre os métodos que os marinheiros, quase todos pescadores olhanenses, utilizaram para vencer o mar, a distância e chegar a bom porto.



«Atendendo à pouca literacia destes marítimos, não há documentos escritos sobre como ultrapassaram as dificuldades quotidianas desta viagem, que durou cerca de dois meses e meio», revelou o dirigente da APOS António Brito ao «barlavento».



Assim, o que se pretende com a palestra de dia 12 é colocar um pouco de luz sobre este assunto e tentar perceber como é que 18 homens «que nunca tinham feito uma travessia transatlântica» o conseguiram fazer, com recursos limitados.



«Não se sabe bem, mas consta que eles apenas levaram um ou dois mapas. Nem sequer se sabe se tinham uma bússola para se orientarem. Mas eram tipos duros, homens de mar, e com aqueles mapas e alguns conhecimentos de correntes, lá foram andando», contou António Brito.



A associação conta agora com os conhecimentos náuticos de Alexandre Fonseca para tentar preencher as lacunas desta história. «Já sabíamos que ele queria fazer um artigo sobre o que aconteceu na viagem. Convidámo-lo e ele prontificou-se a vir cá», disse.



Além desta palestra, Alexandre Fonseca vai contar a história do caíque «Bom Sucesso» noutros locais, incluindo na Academia de Marinha, em Lisboa. «Sei que ele já publicou um artigo numa revista militar sobre este assunto», acrescentou.



«Como o almirante tem conhecimentos de marinharia, o que ele tentou fazer foi ir além daquilo que está escrito. No fundo são hipóteses, mas baseadas no conhecimento científico e técnico», explicou. Algo que até se pode considerar um exercício de «ficção histórica».



Nos registos da história ficou a chegada do caíque à América do Sul. Os marítimos que tripulavam o «Bom Sucesso», depois da perigosa travessia do Oceano Atlântico, não chegaram imediatamente a bom porto. Antes pelo contrário. O primeiro sítio onde acostaram foi a Guiana Francesa, ou seja, território inimigo.



Isto obrigou a uma fuga rápida. «Naquela zona, havia muitas correntes e ventos contrários, pelo que, para conseguir escapar, se pensa que os marinheiros tiveram de remar durante dias», revelou António Brito.



Estas e outras histórias serão aprofundadas na palestra sobre o caíque «Bom Sucesso». O que não será explorado, garantiu António Brito, será a questão da viagem ao Brasil de uma réplica do caíque, para comemorar os 200 anos da viagem original.



Apesar de esta ideia ter sido acarinhada pela APOS e de o próprio almirante Alexandre Fonseca ter pertencido à comissão criada pela Câmara de Olhão para tentar viabilizar, aparentemente sem sucesso, o projecto, António Brito assegurou que este assunto não cabe na iniciativa que a APOS vai promover.



«Se calhar até tínhamos mais gente presente se fossemos por esse caminho. Mas, por respeito ao almirante Alexandre Fonseca, não o queremos envolver numa guerra que não é dele», garantiu.

 


 


Fonte: Barlavento Online

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